A Polícia Federal vai realizar uma "investigação preliminar" para
apurar a origem do possível vazamento de informações da sétima fase da
operação Lava Jato. A informação foi confirmada pela assessoria de
imprensa do órgão nesta quarta-feira (19). A suspeita de vazamento da
operação foi apontada pela PF e admitida por advogados de executivos da
Engevix na última terça-feira (18). A PF informou que, se entender
necessário, pode instaurar inquérito policial para apurar o caso.
Na última sexta-feira (14), dia em que foi deflagrada a sétima fase da operação,
agentes da PF se surpreenderam ao se deparar com advogados acompanhando executivos
da OAS durante o cumprimento de mandados de prisão. A data da operação e
as pessoas envolvidas deveriam ser informações sigilosas. Segundo a PF,
a presença de advogados junto a executivos no dia da operação indica o
vazamento.
Em ofício encaminhado à Justiça Federal do Paraná, o delegado da PF
Márcio Adriano Anselmo afirmou que "no curso do cumprimento dos mandados
de busca e apreensão na empresa OAS, os policiais foram surpreendidos,
quando chegaram na madrugada, com a presença de três advogados no
local", em São Paulo.
Outro indício apontado pelo delegado de que pode ter havido vazamento
da operação foi a viagem feita por José Aldemário Pinheiro Filho,
presidente da OAS. Ele mora em São Paulo, mas foi preso em Salvador,
para onde viajou na véspera da operação. "Os elementos indicam que teria
ocorrido vazamento das diligências", disse o delegado Márcio Adriano
Anselmo.
Os advogados do executivo Gerson de Mello Almada, vice-presidente da
Engevix, admitiram que houve vazamento das informações da operação em um
pedido de habeas corpus encaminhado à Justiça Federal do Paraná. No
pedido, os advogados alegam que "mesmo avisado pelos advogados acerca
destes rumores [sobre a operação], Gerson não titubeou e manteve-se
inerte em sua residência".
A sétima fase da operação Lava Jato prendeu 24 pessoas entre executivos
de empreiteiras, advogados e o ex-diretor de Serviços da Petrobras,
Renato Duque.
Na última terça-feira (18),
onze pessoas foram liberadas.
A operação Lava Jato investiga o desvio de recursos públicos da
Petrobras em um esquema avaliado em R$ 10 bilhões. Há suspeitas de que
parte desse dinheiro alimentava o caixas de campanha de partidos como
PT, PMDB e PP.
copiado http://noticias.uol.com.br/politica/
Nenhum comentário:
Postar um comentário