Presidente da Extremadura espanhola apresenta "provas" de que foi alvo de linchamento público
Presidente da Extremadura espanhola apresenta "provas" de que foi alvo de linchamento público
por LusaHoje
José Antonio Monago numa fotografia de 2012 com o rei de Espanha Juan Carlos que entretanto abdicou em favor do filho, Filipe VI
Antonio
Monago diz que são falsas as informações divulgadas pela imprensa, de
que terá realizado mais de 30 viagens privadas pagas pelo Senado.
O
presidente da região espanhola da Extremadura afirmou hoje ter sido
alvo de um "linchamento público" pelo que disse serem "informações
falsas" divulgadas pela imprensa, de que teria realizado mais de 30
viagens privadas pagas pelo Senado.
Antonio Monago insistiu hoje na sua honestidade e, para provar que a informação veiculada nos últimos dias era falsa, colocou à disponibilidade dos jornalistas tanto os extratos do seu cartão de crédito, como documentos do Senado a confirmar que a câmara alta apenas pagou viagens de trabalho.
"Esta foi uma operação perversa, em que o inocente tem que demonstrar que não é culpado, sem que o acusador tenha que apresentar qualquer prova. E assim vulneraram todos os principais constitucionais", afirmou.
"Como consequência de tudo isto, como preparar uma defesa requer tempo, cruzaram-se todos os limites inimagináveis por informação publicada com o único propósito de executar o presidente da Extremadura. E não apenas a mim, mas à minha família, uma grande equipa que chorou comigo e aos milhares de estremenhos que acreditam numa nova Extremadura", afirmou.
Em causa estão noticias do jornal Público - ecoadas depois pelos principais órgãos de comunicação social espanhóis - de que entre 2009 e 2010 teria realizado 32 viagens privadas às Canárias pagas pelo Senado, quando estava na câmara alta.
Antonio Monago insistiu hoje na sua honestidade e, para provar que a informação veiculada nos últimos dias era falsa, colocou à disponibilidade dos jornalistas tanto os extratos do seu cartão de crédito, como documentos do Senado a confirmar que a câmara alta apenas pagou viagens de trabalho.
"Esta foi uma operação perversa, em que o inocente tem que demonstrar que não é culpado, sem que o acusador tenha que apresentar qualquer prova. E assim vulneraram todos os principais constitucionais", afirmou.
"Como consequência de tudo isto, como preparar uma defesa requer tempo, cruzaram-se todos os limites inimagináveis por informação publicada com o único propósito de executar o presidente da Extremadura. E não apenas a mim, mas à minha família, uma grande equipa que chorou comigo e aos milhares de estremenhos que acreditam numa nova Extremadura", afirmou.
Em causa estão noticias do jornal Público - ecoadas depois pelos principais órgãos de comunicação social espanhóis - de que entre 2009 e 2010 teria realizado 32 viagens privadas às Canárias pagas pelo Senado, quando estava na câmara alta.
As notícias ampliaram-se, depois, para indicar que essas viagens teriam sido realizadas para encontros com uma mulher.
"A minha família está hoje destroçada, com um dano irreparável à minha mulher e aos meus filhos. Quanto tempo vão necessitar para recompor-se de tanto danos emocionais? Quem lhes vai pedir perdão a eles por esta mentira que tanta dor nos causou. Como não encontraram nada para me atacar a nível profissional quiseram fazer-me dano na minha vida privada. Sabiam o que faziam. Como no profissional não podiam, tabalharam no privado", declarou.
Considerando que é, e que vai continuar a ser, "o maior inimigo da corrupção" e do "imobilismo que se vive em Espanha", Monago condenou "esta forma de fazer política" demonstrando que "o sistema está corrupto" a vários níveis.
Monago disse estar disponível para revelar aos jornalistas toda a documentação para demonstrar a sua inocência, incluindo a agenda detalhada das deslocações que fez e a prova de que 22 das viagens referidas as pagou com o seu cartão de crédito.
"Governo num tempo em que se perdeu a presunção de inocência. Fui alvo de linchamento público. E hoje vou ser o primeiro político que certifica oficialmente as viagens que teve como senador, viagens de trabalho", vincou.
"A minha família está hoje destroçada, com um dano irreparável à minha mulher e aos meus filhos. Quanto tempo vão necessitar para recompor-se de tanto danos emocionais? Quem lhes vai pedir perdão a eles por esta mentira que tanta dor nos causou. Como não encontraram nada para me atacar a nível profissional quiseram fazer-me dano na minha vida privada. Sabiam o que faziam. Como no profissional não podiam, tabalharam no privado", declarou.
Considerando que é, e que vai continuar a ser, "o maior inimigo da corrupção" e do "imobilismo que se vive em Espanha", Monago condenou "esta forma de fazer política" demonstrando que "o sistema está corrupto" a vários níveis.
Monago disse estar disponível para revelar aos jornalistas toda a documentação para demonstrar a sua inocência, incluindo a agenda detalhada das deslocações que fez e a prova de que 22 das viagens referidas as pagou com o seu cartão de crédito.
"Governo num tempo em que se perdeu a presunção de inocência. Fui alvo de linchamento público. E hoje vou ser o primeiro político que certifica oficialmente as viagens que teve como senador, viagens de trabalho", vincou.
O
presidente estremenho recordou que desde que tomou posse se tem
assumido firmemente contra a corrupção, rejeitando muitos dos
privilégios dados, naturalmente, aos políticos.
Assim, afirmou que reduziu o seu salário para 3.500 euros líquidos mensais, "menos do que um deputado e o menor de todos os presidentes regionais", e que não tem casa oficial.
Copiado http://www.dn.pt/
Assim, afirmou que reduziu o seu salário para 3.500 euros líquidos mensais, "menos do que um deputado e o menor de todos os presidentes regionais", e que não tem casa oficial.
Copiado http://www.dn.pt/
Nenhum comentário:
Postar um comentário