Khalid, Ibrahim e Najim. Foram identificados os terroristas dos atentados em Bruxelas
Bruxelas foi atacada por quatro terroristas. Um até deixou uma carta. Outro está em fuga
REUTERS/Fabrizio Bensch
Polícia
encontrou uma mensagem do suicida que se fez explodir no aeroporto.
Irmão atacou no metro. Outro suspeito ainda está em fuga
O
procurador belga confirmou que o bombista suicida que ontem se fez
explodir no aeroporto de Bruxelas era Ibrahim el-Bakraoui, que deixou
uma espécie de carta e foi identificado pelas impressões digitais. O
irmão Khalid el-Bakraoui fez-se explodir na estação de metro. De acordo
com Frederic van Leeuw, o segundo suicida do aeroporto ainda não foi
identificado e um terceiro atacante fugiu depois de ter deixado um
"grande saco" de explosivos no aeroporto.
Ou
seja, houve pelo menos quatro atacantes, fazendo as contas aos
referidos pelo procurador. Frederic van Leeuw não confirmou, no entanto,
o terceiro homem do aeroporto como sendo Najim Laachraui, deixando
claro que neste momento não pode dar mais informações para não
atrabalhar as investigações. Van Leeuw fez ainda um novo balanço das
vítimas: há neste momento 31 mortos confirmado e 270 feridos.
Acompanhe em direto:
O
procurador revelou alguns pormenores sobre o documento deixado por
el-Bakraoui, que foi encontrado no lixo perto da casa em Schaerbeek onde
foram descobertos também 15 kg de explosivos - e onde a polícia chegou
por indicação do motorista de táxi que os levou ao aeroporto.
El-Bakraoui dizia que a polícia estava atrás dele e que não queria
acabar numa cela de prisão.
A
informação dada na conferência de imprensa vem ao encontro das avançadas
pela imprensa belga esta manhã, que dava conta de que os dois alegados
terroristas que atuaram no aeroporto de Bruxelas na terça-feira seriam
os irmãos El Bakraoui .
O
outro nome apontado pela imprensa não foi confirmado: é Najim
Laachraui, que terá estado também envolvido nos atentados de Paris,
tendo sido identificado após a captura, na sexta-feira, de Salah
Abdeslam, em Bruxelas. O La Libre e o DH , chegaram a avançar a detenção de Laachraui, esta manhã, mas recuaram.
O
ADN de Laachraui foi encontrado numa casa no sul da Bélgica onde terão
sido preparados os atentados em Paris. Estava também num carro que foi
controlado a 9 de setembro de 2015 na fronteira austro-húngara, viajando
com Salah Abdeslam e Mohamed Belkaïd, um argelino de 35 anos que foi
abatido numa operação policial, na terça-feira, dia 15 de março, em
Forest. Nesse controlo deu outro nome, Soufiane Kayal. Sabe-se ainda que
viajou para a Síria em fevereiro de 2013, para lutar contra o exército
sírio, com o "nome de guerra" Abou Idriss, e que era procurado na
Bélgica por ter agido como recrutador para o grupo Estado Islâmico, mas
que conseguiu regressar ao país.
Os dois irmãos repetem um padrão que se tornou familiar nos últimos meses: o dos irmãos jihadistas ,
dos Kouachi, que atacaram o Charlie Hebdo, aos Abdeslam, dos atentados
de 13 de novembro em Paris. No outro aldo do Atlântico há também o caso
dos irmãos Tsarnaev, que em 2013 atacaram na maratona de Boston.
Pelo
menos 31 pessoas morreram nos atentados reivindicado pelo grupo Estado
Islâmico: 11 pessoas morreram nas duas explosões no aeroporto de
Zaventem na terça-feira; na estação de metropolitano de Maelbeek, a
apenas 200 metros da sede da Comissão Europeia, uma terceira explosão
provocou a morte a pelo menos 20 pessoas.
com Lusa
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