Será o correto pois saberíamos quem é quem!
Toda ação é designada em termos do fim que se procura atingir.
O
Príncipe é dirigido a um príncipe que esteja governando um Estado, e o
aconselha sobre como manter seu governo da forma mais eficiente
possível. Essa eficiência é a ciência política de Maquiavel.
Começa
descrevendo os diferentes tipos de Estado e como cada tipo afeta a
forma de governo do príncipe. Também ensina como um príncipe pode
conquistar um Estado e manter o domínio sobre ele. Ex: Principados
hereditários, por já estarem afeiçoados a família do príncipe é mais
fácil de mantê-los.
O
difícil é manter os principados novos que na verdade não são novos, e
sim mistos por terem sido incorporados a um Estado hereditário.
Consideram-se inimigos do príncipe todas as pessoas que se sentiram ofendidas com a ocupação do principado.
Maquiavel
apresenta os problemas e as dificuldades, e isso tudo é demonstrado de
uma forma que parece não haver solução. Porém, logo em seguida ele
apresenta não só a solução para os problemas como também conselhos, os
quais o governante deve seguir se quiser ser bem sucedido.
Se
um príncipe anexa um Estado a outro mais antigo, e sendo este da mesma
província e da mesma língua, ele será facilmente conquistado. Porém,
para mantê-lo deve-se extinguir o sangue do antigo governante e não
alterar as leis nem os impostos. Agindo dessa forma, em pouco tempo
está feita a união ao antigo Estado.
Também
numa província diferente por línguas, costumes e leis, faça-se o
príncipe de chefe e defensor dos mais fracos, e trate de enfraquecer os
poderosos da própria província, e de salvaguardar-se para que não
entre um estrangeiro tão poderoso quanto ele.
Maquiavel
afirma que quando se utiliza as colônias, os únicos prejudicados serão
aqueles que perderem suas terras, mas estes sendo minoria não poderão
prejudicar o príncipe, ou seja, o meio utilizado para se fazer as
colônias pode até não ser o mais correto, mas se o fim for bom, o meio
foi justificado.
Um
outro ponto interessante é quando o autor diz que o príncipe deve se
fazer defensor dos mais fracos. O que na verdade ocorre hoje em dia,
pois muitos políticos se utilizam dessa tática para conquistar a
confiança do povo e conseguir mais votos.
Outro
detalhe muito importante que pode ser percebido no decorrer de toda
obra são os exemplos históricos. Maquiavel fundamenta toda a sua teoria
na história dos grandes homens e dos grandes feitos do passado, afirma
que um príncipe deve seguir os passos desses homens poderosos, que
alguma coisa sempre se aproveita.
O
aspecto marcante de sua obra é quando são tratados os meios de se
tornar príncipe, que podem ser dois: pelo valor ou pela fortuna.
Entretanto ele adverte que aqueles que se tornaram príncipes pela
fortuna tem muita dificuldade para se manter no poder. Porém, a fortuna e
o valor não são as únicas formas de se tornar príncipe. Existem outras
duas: pela maldade e por mercê do favor de seus conterrâneos.
É melhor ser amado ou temido?
A
resposta de Maquiavel é que o melhor é ser as duas coisas, mas como é
difícil reunir ao mesmo tempo essas duas qualidades, é muito melhor ser
temido do que amado, quando se tenha que falhar numa das duas.
Há
na obra um esboço de sugestão de que o novo príncipe terá chegado ao
poder, devido a uma conjugação do destino com o próprio valor e de que,
para conservar o controle, ele será obrigado a agir com grande
sutileza e mesmo com astúcia e crueldade.
No
capítulo inicial d´ O Príncipe, Maquiavel postula haver duas
principais vias pelas quais se adquire um principado: pelo exercício da
virtú ou pelo dom da fortuna. Algumas figuras maquiavélicas Moisés,
Ciro e Rômulo "criaram grandes e duradouras instituições", devido à
virtú. Já a decadência de Cesare Borgia foi decorrente da fortuna que o
abandonou.
Por
intermédio de uma história comparada, Maquiavel conclui que apenas por
meio da virtú um príncipe pode vencer a instabilidade da fortuna e
assim conservar seu estado.
A
um príncipe pouco devem importar as considerações se é amado pelo
povo, mas, quando este é seu inimigo e o odeia, deve temer tudo e a
todos.
(Fonte: http://www.netsaber.com.br/resumos/ver_resumo_c_40376.html)
copiado http://ribeirobr.blogspot.com.br/
Resumo "o príncipe" ( nicolau maquiavel)
- Enviado por CacauRibeiro
- 18/06/2012
Dulce.
Odebrecht sugere delação de todos os partidos
Odebrecht sugere delação de todos os partidos
A nota da construtora traz uma pista quando afirma: “Apesar de todas as dificuldades e da consciência de não termos responsabilidade dominante sobre os fatos apurados na Operação Lava Jato – que revela na verdade a existência de um sistema ilegal e ilegítimo de financiamento do sistema partidário-eleitoral do país - seguimos acreditando no Brasil”.
O grifo é meu. A referência ao financiamento ilegal e ilegítimo do “sistema partidário-eleitoral” não remete a um partido, mas ao sistema. Logo, ao conjunto. Há nesta afirmação da nota uma coerência com rumores de que Marcelo Odebrecht, preso desde junho, teria dito que se decidisse falar, falaria de todos e não só de um partido.
Sintomaticamente, segundo o Jornal Nacional, os procuradores da Lava Jato disseram não existir nenhum acordo negociado com os executivos da construtora e que novas delações serão examinadas segundo a prioridade e o interesse das investigações. Nesta altura da marcha contra o mandato de Dilma Rousseff, a delação da Odebrecht, se ampla e irrestrita, pode ter deixado de interessar. Uma bomba de alta detonação teria reflexos diretos sobre o processo de impeachment.
Pelo menos na nota a Odebrecht põe o dedo na ferida. O conluio entre partidos e empresas que prestam serviços ao Estado brasileiro não nasceu com o PT. Vem de longe e sempre foi gerido de forma competente pelos antecederam o PT no governo. A Justiça, o Ministério Público e a Polícia Federal nunca o ignoraram, apenas não tiveram o mesmo interesse de hoje em desvendá-lo. A gloriosa imprensa também. O erro do PT, que sempre defendeu o financiamento público de campanhas, foi ter aderido a ele para se manter no governo, na vã ilusão de que continuariam fazendo vista grossa.
Abaixo, a nota da Odebrecht.
"COMPROMISSO COM O BRASIL
As avaliações e reflexões levadas a efeito por nossos acionistas e executivos levaram a Odebrecht a decidir por uma colaboração definitiva com as investigações da Operação Lava Jato. A empresa, que identificou a necessidade de implantar melhorias em suas práticas, vem mantendo contato com as autoridades com o objetivo de colaborar com as investigações, além da iniciativa de leniência já adotada em dezembro junto à Controladoria Geral da União.
Esperamos que os esclarecimentos da colaboração contribuam significativamente com a Justiça brasileira e com a construção de um Brasil melhor.
Na mesma direção, seguimos aperfeiçoando nosso sistema de conformidade e nosso modelo de governança; estamos em processo avançado de adesão ao Pacto Global, da ONU, que visa mobilizar a comunidade empresarial internacional para a adoção, em suas práticas de negócios, de valores reconhecidos nas áreas de direitos humanos, relações de trabalho, meio ambiente e combate à corrupção; estabelecemos metas de conformidade para que nossos negócios se enquadrarem como Empresa Pró-Ética (da CGU), iniciativa que incentiva as empresas a implantarem medidas de prevenção e combate à corrupção e outros tipos de fraudes. Vamos, também, adotar novas práticas de relacionamento com a esfera pública.
Apesar de todas as dificuldades e da consciência de não termos responsabilidade dominante sobre os fatos apurados na Operação Lava Jato – que revela na verdade a existência de um sistema ilegal e ilegítimo de financiamento do sistema partidário-eleitoral do país - seguimos acreditando no Brasil.
Ao contribuir com o aprimoramento do contexto institucional, a Odebrecht olha para si e procura evoluir, mirando o futuro. Entendemos nossa responsabilidade social e econômica, e iremos cumprir nossos contratos e manter seus investimentos. Assim, poderemos preservar os empregos diretos e indiretos que geramos e prosseguir no papel de agente econômico relevante, de forma responsável e sustentável.
Em respeito aos nossos mais de 130 mil integrantes, alguns deles tantas vezes injustamente retratados, às suas famílias, aos nossos clientes, às comunidades em que atuamos, aos nossos parceiros e à sociedade em geral, manifestamos nosso compromisso com o país. São 72 anos de história e sabemos que temos que avançar por meio de ações práticas, do diálogo e da transparência.
Nosso compromisso é o de evoluir com o Brasil e para o Brasil"
copiado http://www.brasil247.com/pt/
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