Clima quente em sessão da CCJ Deputado lamenta não ter algemas; 'Bolsonaro vem aí', diz outro; veja

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Clima quente
em sessão da CCJ
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Em bate-boca na CCJ, deputado diz ser "uma pena" não ter algemas; "Bolsonaro vem aí", diz outro

Do UOL, em São Paulo

Os deputados federais Delegado Waldir (PR-GO) e Paulo Teixeira (PT-SP) discutiram durante sessão da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania) da Câmara dos Deputados desta quarta-feira (18) que debate a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB).
Waldir disse que gostaria de ter uma algema para prender alguns dos parlamentares presentes.
"Muitos parlamentares que estão aqui deveriam estar presos, pena que eu não tenho algema aqui e não posso algemar vários parlamentares", disse Waldir. A fala gerou revolta de Teixeira e outros deputados presentes na sessão.
Após ter mais um minuto de fala, Waldir volta a dizer que muitos parlamentares deveriam estar presos e novo conflito se instaurou. Alguém grita: "Bolsonaro está vindo aí", quando Teixeira e Waldir batiam boca.
Os ânimos são apaziguados pelo presidente da CCJ, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), que evocou a imunidade parlamentar dos dois deputados. "E é inviolável para os seus atos e manifestações no exercício do seu mandato", afirmou.
Os deputados analisam a segunda denúncia contra Temer apresentada pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, no dia 14 de setembro. Em junho, Janot já havia denunciado o presidente pelo crime de corrupção passiva, mas desta vez, Temer foi acusado de formar organização criminosa e de obstruir a Justiça.
De acordo com a denúncia, Temer e outros membros do PMDB praticaram atos ilícitos em troca de propina, usando-se do cargo e de instituições públicas. Além de Temer, são acusados Eduardo Cunha, Henrique Alves, Geddel Vieira Lima, Rodrigo Rocha Loures, Eliseu Padilha e Moreira Franco, todos do PMDB.
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