Fachin concede prisão domiciliar a dois investigados ligados a Geddel
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Fachin concede prisão domiciliar a homem preso por digitais nos R$ 51 mi de Geddel

Felipe Amori
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Do UOL, em Brasília
- Reprodução/Facebook
08.set.2017 -- O ex-ministro Geddel Vieira Lima e o advogado Gustavo Ferraz, durante festa de Iemanjá em Salvador, em fevereiro de 2014
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin determinou que o ex-diretor geral da Defesa Civil de Salvador Gustavo Ferraz deixe a prisão da Papuda e passe para prisão domiciliar com o uso de tornozeleira eletrônica.
Ferraz foi preso em setembro na operação que descobriu R$ 51 milhões em notas escondidas em caixas e malas num apartamento ligado ao ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), que também foi preso. A Polícia Federal encontrou impressões digitais de Ferraz num dos sacos plásticos que envolviam os maços de dinheiro.
Ferraz foi preso em setembro na operação que descobriu R$ 51 milhões em notas escondidas em caixas e malas num apartamento ligado ao ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), que também foi preso. A Polícia Federal encontrou impressões digitais de Ferraz num dos sacos plásticos que envolviam os maços de dinheiro.
O ministro Fachin também determinou para a soltura de Ferraz o pagamento de fiança no valor de dez salários mínimos (que é de R$ 937), a proibição de ocupar funções públicas, utilizar telefone ou internet e de entrar em contato com outros investigados.
A defesa de Ferraz teve outros pedidos de liberdade negados pelo TRF (Tribunal Regional Federal) e pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça).
Geddel é investigado pelo suposto recebimento de propina por parte de empresários em troca de facilitação ou liberação de créditos da Caixa Econômica Federal, banco no qual ele foi vice-presidente de Pessoa Jurídica durante parte do primeiro governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).
Segundo o empresário e delator Lúcio Funaro, Geddel teria recebido ao menos R$ 20 milhões em propinas. Funaro disse que o ex-ministro recebia dinheiro em malas entregues pessoalmente por ele.
O ex-ministro chegou a ser preso uma primeira vez sob suspeita de pressionar a família do corretor de valores Lúcio Funaro para que ele não fechasse um acordo de delação premiada. Geddel responde a processo por essa acusação na Justiça Federal de Brasília.
A reportagem ligou e enviou mensagem de texto ao advogado do ex-ministro, e deixou recado no escritório da defesa de Ferraz.
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