Aposentadoria vai mudar: o que fazer se não se preparou (jovem ou velho)?
Aposentadoria vai mudar: o que fazer se não se preparou (jovem ou velho)?
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Você, jovem ou velho, não se preparou para ter um complemento à aposentadoria oficial? Leia este texto: o UOL ouviu especialistas que dão dicas do que fazer conforme a sua idade.
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"Depois dos 55 anos, fica muito difícil conseguir se recolocar no mercado de trabalho, a não ser que tenha uma qualificação que já permita isso", diz. "Se não juntou nada, ela terá de se reinventar."
Classe média tem risco de passar fome na velhice
O planejador financeiro Augusto Saboia, da Saboia Advisors, afirma que, para 70% da população brasileira, a atual aposentadoria garantida pelo INSS é suficiente.
"Cobre perfeitamente a necessidade das pessoas que ganham até dois salários mínimos. Quem vai ter de se preocupar com a aposentadoria é quem está na classe média, que não é rico. Essas pessoas terão de aprender a reduzir os custos para poder economizar dinheiro e não passar fome na velhice."O educador financeiro Reinaldo Domingos, presidente da Dsop Educação financeira, afirma que o ideal é que a pessoa faça a sua autoprevidência sem contar com o INSS. "Apague o INSS da cabeça, porque não dá nem para dizer se ele vai sobreviver 30 anos e de que maneira estará. Se receber lá na frente, ótimo, terá um valor a mais".
Veja como cortar gastos agora
Qualquer que seja a idade, o primeiro passo para começar a se programar para a aposentadoria é fazer um planejamento financeiro.Segundo Domingos, é possível cortar de 20% a 40% dos gastos mensais fixos. "A faxina financeira deve abranger todos os gastos, desde o consumo de energia, água, telefone, gás, supermercado, feira, vestuário. Vale a pena trocar consumo não consciente pela poupança para realizar o sonho da aposentadoria", diz.
Segundo Domingos, o valor a ser acumulado é o dobro da necessidade. Se precisa de R$ 5.000, deve economizar para ter um rendimento mensal de R$ 10 mil por mês, para que retire a metade e reaplique o valor mensalmente, para que, dessa forma, o valor nunca acabe.
Onde investir
O professor Rocha fez algumas sugestões de investimento para quem quer planejar sua aposentadoria. O ideal é separar até 20% do rendimento líquido para investir. "A pessoa pode optar por acumular tudo em reserva de dinheiro ou diversificar também em patrimônio, como a compra de imóveis ou até mesmo a sociedade em empresas", diz. As sugestões a seguir são para quem deseja aplicar o total acumulado em investimentos. Veja como dividir:Dos 20 aos 30 anos
- 50% em Tesouro IPCA+ com prazo de 10 anos (papéis do Tesouro atrelados à inflação que pagam uma taxa de juro prefixada mais a variação da inflação medida pelo IPCA)
- 10% a 25% em ações (dependendo do perfil de risco). De preferência, ações de empresas sólidas que paguem bons dividendos
- Restante em papéis de renda fixa, tais como Tesouro Selic, CDBs, fundos de investimento
Dos 30 aos 40 anos
- 50% em Tesouro IPCA+ com prazo de 10 anos
- De 5% a 10% em ações (dependendo do perfil de risco – moderado a arrojado)
- De 5% a 10% em fundos imobiliários (indicado para quem tem interesse em aplicar em imóveis mas quer diminuir o risco do investimento na compra de um único imóvel)
- Restante em papéis de renda fixa, tais como Tesouro Selic, CDBs, fundos de investimento
Dos 40 aos 50 anos
- 25% em Tesouro IPCA+ com prazo de 10 anos
- 5% em ações (se já estiver acostumado a investir nessa modalidade)
- 10% a 15% em fundo imobiliário
- Restante em papéis de renda fixa, tais como Tesouro Selic, CDBs, fundos de investimento
Dos 50 em diante
- 80% em ativos de grande liquidez na renda fixa, tais como Tesouro Selic, CDBs, fundos de investimento
- 10% a 20% em Tesouro IPCA+ com prazos abaixo de 10 anos
- 10% a 20% em fundos imobiliários
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