Mensalão. Lewandowski deixou esperançosos correligionários de João Paulo Cunha
Não
surpreendeu, ontem, e à luz das provas, o voto do revisor Lewandowski
pela condenação de Pizzolato, Marcos Valério e seus dois sócios
publicitários. Foram outras as surpresas, quer dentro quer fora dos
autos do Mensalão.
A
primeira surpresa ficou por conta da indefinição sobre Peluso antecipar
todo o seu voto. A respeito, houve um balão de ensaio solto no final da
semana passada pelo presidente Ayres Britto. E provocou, pela
teratologia, agitação até nos cemitérios onde estão sepultados alguns
ministros processualistas que brilharam ao passar pela Corte suprema.
Apesar
da grande repercussão e expectativas geradas, Britto não reafirmou que
Peluso poderia votar como quisesse. Peluso entrou mudo na sessão e saiu
calado.
O
revisor Lewandowski aproveitou para dizer, no início do seu voto, que
não sairia um milímetro das imputações cuidadas por Barbosa e isto para
não virar relator. Em outras palavras, deu a entender que Peluso viraria
relator caso se antecipasse a Barbosa.
Outra
deliberação de Lewandowski, além da surpresa, gerou especulações e
reanimou os envolvidos na campanha de João Paulo Cunha à prefeitura de
Osasco.
É
que na primeira fatia do Mensalão o relator Barbosa apreciou as
condutas criminosas imputadas ao deputado João Paulo Cunha e coautores.
A segunda fatia versou sobre as condutas de Pizzolato, Valério e os
dois supracitados sócios.
Pois
bem, Lewandowski começou, surpreendentemente, pela segunda fatia já
cortada por Barbosa. E acompanhou Barbosa nas conclusões condenatórias.
Mas, atenção, acompanhou Barbosa por motivos diversos.
Como
dias antes Lewandowski traiu-se ao anunciar que faria contraponto ao
voto do relator Barbosa, e começou pela segunda fatia, muita gente saiu a
falar que o contraponto começará hoje, com a absolvição de João Paulo
Cunha por insuficiência de prova.
A
surpresa fora dos autos está relacionada a uma fundamental questão de
cidadania e refere-se à falta de fiscalização e à má escolha de
Pizzolato para exercitar, pelo enquadramento do Código Penal, função
pública.
Pelos
votos de Barbosa e Lewandowski, Pizzolato é um corrupto que ocupou o
elevado posto de diretor de marketing e propaganda do Banco do Brasil e
desviou uma fortuna. E Pizzolato chegou a trabalhar na administração
financeira da campanha vitoriosa de Lula.
Prezado
leitor deste modesto blog, depois dos votos do relator e do revisor,
você confiaria a Pizzolato numerário para a compra de ingresso para
próximo Palmeiras x Corinthians?
Wálter Fanganiello Maierovitch
COPIADO : http://www.jb.com.br
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