'Crise do PT não significa ciclo vitorioso do PSDB'
Fausto critica as posições que o partido adotou na Câmara em matérias que eram importantes para o país apresentadas pelo governo. "O partido foi incoerente com sua história, foi irresponsável do ponto de vista dos interesses maiores do País. Me refiro ao fator previdenciário. A batalha da reforma da Previdência foi uma batalha do Fernando Henrique (Cardoso), a criação do fator previdenciário foi uma criação do FHC, o tema que estava em pauta era o do fator previdenciário e eles votaram contra a história do partido, inclusive a história do partido no poder. Então, é um pouco além da conta. Acho que tem que ter sensatez, mas isso não pode se dar com sacrifício dos interesses do País", reforça.
O tucano ainda diz que embora Aécio Neves tenha nacionalizado seu nome, "ao mesmo tempo, ele sofreu um revés porque perdeu as eleições de 2014 em Minas". "E acho que para entender os movimentos do Aécio você tem que considerar esses dois fatores: ele projetou o nome dele nacionalmente de uma maneira surpreendente, mas ele, digamos, momentaneamente, perdeu a base regional do seu poder. Isso o deixa numa posição que tem lá o seu desconforto", diz.
Sobre a disputa pela candidatura do PSDB em 2018, o cientista política ressalta que "os mecanismos tradicionais do PSDB claramente envelheceram e prejudicaram o partido nas ultimas eleições". "É importante que esse processo de escolha reconecte o partido com sua base e com a sociedade. Quem tem simpatia pelo partido tem que dizer: ‘não dá mais para fazer as escolhas como as que foram feitas em 2006, 2010 e 2014’. Pode ser consulta, prévias, mas certamente não são quatro ou cinco caciques que devem decidir isso isoladamente", salienta.
Neste link a entrevista na íntegra.
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