Lula da Silva, Dirceu e Dilma. A vida deste trio dava uma novela
por João Almeida Moreira, São Paulo
Lula da Silva, José Dirceu e Dilma Rousseff num congresso do PT em 2011
Fotografia © REUTERS/Ueslei Marcelino
Os
cruzamentos do triângulo marcam a política do Partido dos Trabalhadores
e do país. Uma história que passa por favelas, fábricas, cadeias
(durante mas também depois da ditadura), sindicatos, associações
académicas e palácios
Dois
deles chegaram à Presidência da República, dois deles foram torturados
na ditadura militar, dois deles fundaram o partido político mais
vitorioso do Brasil, dois deles superaram um cancro. As vidas intensas
de Lula da Silva, Dilma Rousseff e José Dirceu davam três romances - ou
uma telenovela da Globo - e confundem-se com os destinos e desatinos do
país dos últimos quase 40 anos. Continuaremos, por mais uns tempos, a
ouvir notícias dos três, seja a partir do Palácio do Planalto, seja
desde a carceragem da Polícia Federal de Curitiba.
Se há um momento em que as vidas de Lula, Dilma e Dirceu se cruzam com a história do Brasil é em junho de 2005. É por essa altura que o escândalo do Mensalão - a compra de deputados com dinheiro público pelo Partido dos Trabalhadores (PT) - deflagra nas mãos de José Dirceu, o então ministro da Casa Civil e todo-poderoso número dois de Lula da Silva, que fora eleito presidente três anos antes.
Com o incêndio a alastrar pelo Palácio do Planalto, a Dirceu não restou alternativa senão demitir-se para preservar o governo, o seu presidente e a réstia de esperança em voltar um dia à ribalta para cumprir o acordo pelo qual sucederia a Lula (no fundo, uma versão sul-americana do Granita Pact, de Tony Blair e Gordon Brown, no Reino Unido).
copiado http://www.dn.pt/inicio/globo/
Se há um momento em que as vidas de Lula, Dilma e Dirceu se cruzam com a história do Brasil é em junho de 2005. É por essa altura que o escândalo do Mensalão - a compra de deputados com dinheiro público pelo Partido dos Trabalhadores (PT) - deflagra nas mãos de José Dirceu, o então ministro da Casa Civil e todo-poderoso número dois de Lula da Silva, que fora eleito presidente três anos antes.
Com o incêndio a alastrar pelo Palácio do Planalto, a Dirceu não restou alternativa senão demitir-se para preservar o governo, o seu presidente e a réstia de esperança em voltar um dia à ribalta para cumprir o acordo pelo qual sucederia a Lula (no fundo, uma versão sul-americana do Granita Pact, de Tony Blair e Gordon Brown, no Reino Unido).
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