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FBI recebe ajuda para desbloquear telemóvel de terrorista
REUTERS/Mike Segar
FBI
tenta contornar o braço de ferro com a Apple que tem recusado
desbloquear o telemóvel de um dos terroristas do ataque em San
Bernardino
O Departamento de
Justiça dos EUA pediu o adiamento da audiência em tribunal no caso
contra a Apple, que se recusa a desbloquear um telemóvel que pertenceu a
um dos terroristas do ataque em San Bernardino. O equipamento está na
posse do FBI que terá recebido uma ajuda de terceiros para aceder aos
dados do telemóvel. A Apple quer agora saber quem é e o que vai fazer.
O juiz suspendeu também a moção apresentada para obrigar a Apple a desbloquear o telemóvel, segundo os site Engadget.
Ao terem conhecimento da razão do pedido de adiamento e da suspensão,
os advogados da Apple anunciaram que vão insistir em falar com quem vai
ajudar o FBI, para terem conhecimento sobre a vulnerabilidade que será
explorada para aceder ao telemóvel. Os advogados salientaram ainda que o
Departamento de Justiça já não poderá argumentar que a Apple é a única
que poderá ultrapassar a segurança do equipamento em causa.
Há
cerca de um mês, o presidente executivo da Apple, Tim Cook, revelou que
a empresa não iria obedecer à ordem judicial para auxiliar o FBI para
aceder aos dados no iPhone de Syed Rizwan Farook. O homem de 28 anos e a
mulher, de 29, foram os autores de um tiroteio que matou 14 pessoas em
San Bernardino, na Califórnia. Ambos eram seguidores do grupo Estado
Islâmico.
Tim
Cook considerou que a situação abriria um precedente perigoso. "O
governo está a pedir à Apple para piratear os nossos próprios
utilizadores e minar décadas de avanços de segurança para proteger os
nossos clientes - incluindo dezenas de milhares de cidadãos americanos -
de 'hackers' sofisticados e cibercriminosos. Não encontramos precedente
de uma empresa americana ser forçada a expor os seus clientes a um
risco maior de ataque", afirmou.
Edward
Snowden, Mark Zuckerberg (criador do Facebook) e o conselheiro delegado
da Google foram três das pessoas que apoiaram publicamente a decisão da
Apple. Já Bill Gates, o magnata da Microsoft, considerou que se trata
de um caso específico e que, por isso, a Apple deveria ajudar o FBI.
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