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Raul Schmidt em prisão preventiva a aguardar pedido de extradição

A
Relação de Lisboa determinou hoje como medida de coação a prisão
preventiva do cidadão luso-brasileiro Raul Schmidt, detido em Lisboa na
terça-feira pela PJ, no âmbito da operação Lava-Jato
Ainda
não chegou ao tribunal da Relação de Lisboa qualquer pedido de
extradição por parte das autoridades brasileiras, existindo apenas um
pedido de "detenção provisória por parte das entidades judiciárias do
Brasil", esclareceu ao DN o presidente daquela instância superior, Vaz
das Neves (na foto).
O juiz de turno,
desembargador Agostinho Torres, decretou então a prisão preventiva de
Schmidt, indiciado por corrupção e branqueamento de capitais, depois de
ouvir hoje o arguido. "Este processo fica a aguardar que o Estado
brasileiro formule o pedido de extradição, tendo um prazo de 40 dias a
partir da notificação", acrescentou Vaz das Neves. Caso o Brasil deixe
ultrapassar o prazo, o detido terá de ser posto em liberdade.
Na
terça-feira Schmidt, sócio de um antigo diretor da Petrobras foi detido
por suspeitas de corrupção e branqueamento, no cumprimento de uma carta
rogatória da operação Lava Jato, que investiga crimes
económico-financeiros no Brasil.
Em
comunicado, a PJ explicou que "o detido foi investigado pelo Ministério
Público Federal e pela Polícia Federal do Brasil por ter agido como
intermediário de operações da Petrobras que levaram ao recebimento
indevido de comissões no valor de vários milhões de reais".
A
operação Lava Jato, que começou em março de 2014 e já vai na 26.ª fase,
investiga os casos de corrupção na Petrobras há mais de dois anos.
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