A surpresa
Todos esperavam algo para “limpar a área” de Eduardo Cunha. Mas
creio que ninguém esperava que fosse tão rápido, sejam os amigos ou os
inimigos. Talvez nem mesmo quem o exigia publicamente: a mídia,...

Todos esperavam algo para “limpar a área” de Eduardo Cunha.
Mas creio que ninguém esperava que fosse tão rápido, sejam os amigos ou os inimigos.
Talvez nem mesmo quem o exigia publicamente: a mídia, sempre mais ligada na repercussão geral que nos pequenos negócios, destes que se fazem troca de apoio que os políticos.
Quer um pequeno exemplo da lambança? É só ler um trecho do Valor de quatro dias atrás:
No próximo post trato deste papel abjeto a que se prestou o Supremo.
Mas o pior é o que cada um tem o direito de pensar, neste jogo entre canalhas em que se transformou o Brasil onde não há projetos nem objetívos, mas delações e escândalos.
Um Cunha no cadafalso é um perigo para muita gente.
Óbvio que não é de esperar dele gestos de grandeza. Apenas que revele (ou mais provável, mande revelar) atos de pequenez.
Temer perdeu seu “atacadista” na Câmara.
Cunha entregava votos com mais certeza do que as latas de carne moída que diz ter vendido para a África.
Pior, será difícilímo manter-lhe sequer o mandato de deputado que o retira do alcance do salivante apetite de Sérgio Moro, até porque as acusações de obstrução à Justiça já foram referendadas até pelo plenário do Supremo Tribunal Federal.
Pior ainda, com direito a levar a família inteira para o xilindró, coisa capaz de desesperar um monge do Tibete.
Todas as condições estão postas para o país entrar numa situação anárquica.
Nem mesmo o reforço externo, a cavalaria do capital internacional, vai chegar em bloco. Um ou outro pelotão, para abocanhar isso, aquilo e, claro, o petróleo.
A surpresa
Todos esperavam algo para “limpar a área” de Eduardo Cunha.
Mas creio que ninguém esperava que fosse tão rápido, sejam os amigos ou os inimigos.
Talvez nem mesmo quem o exigia publicamente: a mídia, sempre mais ligada na repercussão geral que nos pequenos negócios, destes que se fazem troca de apoio que os políticos.
Quer um pequeno exemplo da lambança? É só ler um trecho do Valor de quatro dias atrás:
Escolhido ministro do Planejamento de
um possível governo do vice-presidente Michel Temer (PMDB), o senador
Romero Jucá (PMDB-RR) combinou com o presidente da Câmara dos Deputados,
Eduardo Cunha (PMDB-RJ), votar um pacote de reajustes para os
servidores do Judiciário, Ministério Público e Executivo, além dos
ministros do Supremo Tribunal Federal (…)o presidente do Supremo
Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, conversou com Temer para
garantir a aprovação do aumento salarial combinado com o governo do PT
em troca da não derrubada do veto ao reajuste de 53% a 78% para
servidores do Judiciário, que tinha impacto de R$ 5,3 bilhões em 2016 e
R$ 36,2 bilhões até 2019.
Um tipo de acordo que só é menos canalha que o rompimento deste acordo.No próximo post trato deste papel abjeto a que se prestou o Supremo.
Mas o pior é o que cada um tem o direito de pensar, neste jogo entre canalhas em que se transformou o Brasil onde não há projetos nem objetívos, mas delações e escândalos.
Um Cunha no cadafalso é um perigo para muita gente.
Óbvio que não é de esperar dele gestos de grandeza. Apenas que revele (ou mais provável, mande revelar) atos de pequenez.
Temer perdeu seu “atacadista” na Câmara.
Cunha entregava votos com mais certeza do que as latas de carne moída que diz ter vendido para a África.
Pior, será difícilímo manter-lhe sequer o mandato de deputado que o retira do alcance do salivante apetite de Sérgio Moro, até porque as acusações de obstrução à Justiça já foram referendadas até pelo plenário do Supremo Tribunal Federal.
Pior ainda, com direito a levar a família inteira para o xilindró, coisa capaz de desesperar um monge do Tibete.
Todas as condições estão postas para o país entrar numa situação anárquica.
Nem mesmo o reforço externo, a cavalaria do capital internacional, vai chegar em bloco. Um ou outro pelotão, para abocanhar isso, aquilo e, claro, o petróleo.
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