Artistas querem manter ocupações, desta vez contra Temer
Artistas e ativistas da cultura mantêm as ocupações em prédios
ligados ao Ministério da Cultura (MinC); movimento Ocupa Minc divulgou
um vídeo com a participação de nomes como Marieta Severo, Patrícia
Pilar, Otto, Andréa Beltrão, entre outros, ode afirma que "qualquer tipo
de negociação com o Planalto será uma forma de legitimar o golpe de
Estado"; eles argumentam que o governo interino de Michel Temer (PMDB) é
ilegítimo, pois se sustenta a partir de um golpe que afastou no dia 12 a
presidenta eleita Dilma Rousseff após votação da admissibilidade do
processo de impeachment pelo SenadoEles argumentam que o governo interino de Michel Temer (PMDB) é ilegítimo, pois se sustenta a partir de um golpe que afastou no dia 12 a presidenta eleita Dilma Rousseff após votação no Senado Federal. Um dos primeiros atos do peemedebista foi extinguir ministérios como o das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, da Ciência e Tecnologia, do Desenvolvimento Agrário e da própria Cultura.
A reação veio no dia 13, quando o primeiro prédio ligado à cultura foi ocupado em Curitiba. Desde então, 21 capitais registram manifestações. As localidades são ligadas a instituições, como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico (Iphan) e a Fundação Nacional das Artes (Funarte).
Com a intensificação dos protestos, Michel Temer recuou e recompôs a pasta. No sábado (21), o presidente interino nomeou o então secretário da Cultura, Marcelo Calero, como ministro. Entretanto, os manifestantes não desocuparam os prédios. Ao contrário, ampliaram as reivindicações e exigem a saída de Temer.
"A extinção do Minc significa e simboliza não só a perda dos direitos dos trabalhadores da Cultura, mas também a perda dos direitos de cidadania do povo brasileiro. Não se trata de garantir apenas a sobrevivência do setor (...) Não aceitamos negociações com coronéis do século 21. Neste momento, o verdadeiro governo está do lado de fora", argumentam.
Na quarta-feira (25), representantes da Cultura realizaram uma audiência pública em Brasília para decidir o futuro das ocupações. "Neste momento, o diálogo é por aqui: pela luta, resistência e ocupações, e não legitimar junto ao ministro da Cultura este novo governo ilegítimo", disse na ocasião o representante da Frente Nacional de Teatro, Fernando Yamamoto.
copiado http://www.brasil247.com/pt/
Nenhum comentário:
Postar um comentário