Marco Aurélio será relator de ação da Rede contra Cunha no STF
Gustavo Aguiar - O Estado de S. Paulo
03 Maio 2016 | 16h 13 - Atualizado: 03 Maio 2016 | 16h 15
Partido sustenta que peemedebista deve ser afastado por estar na linha sucessória da Presidência; deputados de Rede e mais cinco legendas também cobram pressa do Supremo no caso do presidente da Câmara
BRASÍLIA - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello foi designado relator da ação da Rede contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O partido sustenta, numa ação de descumprimento de preceito fundamental com pedido de liminar, que o parlamentar deve ser afastado do cargo por estar na linha sucessória da Presidência da República mesmo sendo réu na Lava Jato.
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Caso Dilma seja afastada pelo processo de impeachment, o congressista passa a ser o primeiro da linha sucessória. Além deste fato, a Rede também destaca que há também uma denúncia em trâmite na Câmara contra Temer, o que aumenta, segundo a legenda, as chances de Cunha assumir a Presidência da República.
Réu. Em março deste ano, o Supremo aceitou a denúncia feita pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra Cunha em uma investigação que apura se ele recebeu propina na aquisição de navios-sonda pela Petrobrás. Segundo Janot, há indícios que o peemedebista usou o cargo na Câmara para pressionar o recebimento de US$ 5 milhões na operação.
O inquérito, no entanto, ainda não foi autuado no Supremo como ação penal, o que o tornará oficialmente réu no processo. Isso só ocorrerá quando o Supremo julgar os recursos da defesa de Cunha sobre o caso, que está sob a relatoria do ministro Teori Zavascki.
Além deste processo, Cunha é investigado em outras cinco ações no âmbito da Lava Jato. Uma delas, sobre a manutenção de contas irregulares na Suíça que foram abastecidas com recursos desviados da Petrobrás, também já foi alvo de denúncia de Janot.
O presidente da Câmara também tem contra si um pedido, formulado por Janot, de afastamento do cargo de liderança na Casa e do mandato eletivo. Protocolado em dezembro na Corte, o pedido é considerado fraco por interlocutores dos ministros no STF, e há o receio de que, se levado ao plenário, seja derrotado. Teori, no entanto, afirmou que levará o assunto para análise do colegiado.
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