Que o martírio de Lula alimente a nossa luta Na semana passada, a Folha de São Paulo publicou uma matéria tosca que pretendeu desdizer o que todos que têm acesso à mídia internacional sabem, que o mundo entende que há um golpe de Estado em curso no país. O título daquele texto vil: “Imprensa internacional não chama impeachment de golpe”.
Eduardo Guimarães Com tantos factoides para promover a desmoralização de Lula,
por que precisam prendê-lo assim, sem julgamento, antes de esgotadas
todas as possibilidades de defesa? É simples: o povo quer votar em Lula
Na semana passada, a Folha de São Paulo publicou uma matéria
tosca que pretendeu desdizer o que todos que têm acesso à mídia
internacional sabem, que o mundo entende que há um golpe de Estado em
curso no país. O título daquele texto vil: “Imprensa internacional não chama impeachment de golpe”.
Eduardo Guimarães é responsável pelo Blog da Cidadania
Na semana passada, a Folha de São Paulo publicou uma matéria tosca
que pretendeu desdizer o que todos que têm acesso à mídia internacional
sabem, que o mundo entende que há um golpe de Estado em curso no país. O
título daquele texto vil: “Imprensa internacional não chama impeachment de golpe”.
Para chegarmos ao crime de lesa-humanidade que está sendo cometido
contra a maior liderança política do país, pois, é preciso partir de
outro processo análogo de ruptura do Estado Democrático de Direito.
Vamos a ele.
Lendo o texto da Folha supracitado, descobre-se que, para fazer essa matéria, o jornal “avaliou
editoriais de 11 dos principais veículos de mídia estrangeira”, mas que
“não foram analisados artigos assinados, que refletem apenas a opinião
do autor do texto, nem reportagens, que devem contemplar todos os lados
envolvidos em determinada questão, sem emitir opinião”.
É curioso esse fim do parágrafo da matéria supra reproduzido. Afinal,
o que o texto faz é justamente não contemplar todos os lados ao usar a
meia verdade de que os editoriais não falam em golpe para passar a ideia
de que não há uma avalanche de matérias na imprensa internacional que
enxerga que está havendo um golpe no Brasil, usando ou não esse termo.
A razão de a Folha avaliar só editoriais, evitando reportagens e
artigos assinados, é que se considerasse outros textos da grande
imprensa internacional além da opinião oficial de cada veículo, teria
que reconhecer que nos veículos estrangeiros a constatação de que há,
sim, um golpe no Brasil é, literalmente, avassaladora.
O viés predominante nessas matérias da mídia estrangeira é o de
considerar que foram buscar um pretexto qualquer para derrubar Dilma, de
modo que o processo contra ela não passa de uma peça teatral destinada a
legitimar uma decisão previamente tomada, a de tirá-la do cargo a
qualquer preço sob uma suposta vontade da maioria.
E quando se diz que é “suposta” a vontade da maioria dos brasileiros
de que Dilma saia do cargo isso se deve a que tal vontade só pode ser
aferida pelas pesquisas de opinião feitas por institutos ligados a
órgãos de imprensa que fazem oposição aos governos do PT há 13 anos.
Ainda assim, mesmo que fosse feita uma eleição plebiscitária para
confirmar ou não o que dizem as pesquisas e a vontade de tirar Dilma
vencesse, as regras do jogo vigentes na eleição de 2014 não previam
“recall”, ou seja, possibilidade de interromper o mandato concedido a
Dilma pelas urnas sem que ela tenha cometido algum crime de
responsabilidade.
O que está acontecendo com o mandato de Dilma é oriundo da gana dos
artífices do golpe em prenderem Lula. E a prisão do político mais
popular e respeitado do Brasil – segundo pesquisas de opinião que
afirmam que Lula é considerado o melhor presidente da história do país
-, assim como a derrubada de Dilma, já foi decidida independentemente de
provas.
O pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao STF,
para que inclua Lula nas investigações da Lava Jato, é muito mais uma
peça publicitária que qualquer outra coisa.
Janot busca produzir efeitos político-eleitorais contra o
ex-presidente. E sustentar o verdadeiro golpe contra ele, que reside no
pedido de prisão feito pela Procuradoria paulista a Sergio Moro para que
prenda o ex-presidente por conta da acusação de que um apartamento no
Guarujá é seu e que o imóvel comprovaria “ocultação de patrimônio”.
Querem prender Lula, apoiado por dezenas e dezenas de milhões de brasileiros, sem julgamento.
Bye, bye, democracia.
A possibilidade de Lula ser preso está crescendo dia a dia. A ideia
dos golpistas é ir desmoralizando o ex-presidente pouco a pouco, para
que quando ocorrer sua prisão ela seja “aceita” pela sociedade. Para que
seja até “esperada”.
Apesar dessa trama sórdida, Lula ainda é o político mais influente do
país. Pelos menos uns 40 milhões de brasileiros querem votar nele para
presidente. Além disso, movimentos sociais e sindicais organizados têm
no ex-presidente um líder inconteste.
Com tantos factoides para promover a desmoralização de Lula, então,
por que precisam prendê-lo assim, sem julgamento, antes de esgotadas
todas as possibilidades de defesa?
É simples: o povo quer votar em Lula. Se ele fizer campanha, se for à
tevê, ao rádio pedir votos, lembrando aos brasileiros quanto melhoraram
em seu governo, e se disser ser vítima de um complô, acionará centros
de memória das mentes brasileiras, lembranças que farão muitos –
provavelmente, a maioria – acharem que vale a pena tentar dar uma nova
chance a quem melhorou tanto a vida de tantos ao longo de seu mandato de
oito anos.
Para contornar esse “problema”, os golpistas poderiam simplesmente
tratar de condenar Lula em primeira instância, a toque-de-caixa, para
que caísse na “lei da ficha limpa” e ficasse inelegível em 2018 – ou
quando houver nova eleição presidencial. Porém, os golpistas temem que
não seja suficiente.
O que Lula poderia fazer se estivesse inelegível? Ora, poderia ir ao
povo que quer votar nele e dizer que o tornaram inelegível para que não
possa desfazer o caos que a essa altura estará sendo perpetrado pelas
políticas neoliberais de Michel Temer e do PSDB, com precarização do
trabalho assalariado, interrupção de programas sociais, privatarias etc.
Inelegível, Lula poderia apoiar outro “poste”, como os golpistas
chamam Dilma Rousseff ou Fernando Haddad, que Lula conseguiu eleger
apenas com a sua palavra.
Ah, mas após Dilma o povo não vai dar outro voto de confiança a Lula
votando em quem ele indicar, dirão os golpistas. É mesmo? Então por que
vocês querem tanto prender Lula? Por que prender alguém contra quem não
existe nada além de acusações de desafetos (novos ou antigos) enquanto
que contra um Eduardo Cunha há provas materiais, documentadas, e não há
hipótese minimamente concreta de que será preso?
A fragilidade das acusações contra Lula são espantosas. Escrevo após ler matéria do
UOL dizendo que Janot afirma que Delcídio do Amaral, que com sua
“delação premiada” foi responsável pela acusação do PGR a Lula, teria
“provas” de que se encontrou com o ex-presidente…
Hein?!! E daí?!! A grande liderança do PT não poderia se encontrar
com o líder do governo do PT no Senado? Não seria natural um encontro
desses?
Ah, dirão os golpistas, mas Lula pediu a Delcídio para subornar
Nestor Cerveró para que não fizesse delação premiada. É mesmo? Mas cadê
as provas? Não existem. A prova é a palavra de Delcídio, que,
obviamente, está furioso com o PT e com Lula por terem-no “abandonado”
quando foi preso em flagrante. A acusação foi um jeito que ele encontrou
de transferir para outro a pena pelo que fez. Cometeu crime e fica
livre empurrando o crime para quem não o apoiou.
Bom demais – para o criminoso. Para a Justiça, é péssimo. É óbvio que
Delcídio tem todos os motivos para mentir. Por isso, ele precisa provar
sua acusação. Como? Problema dele. À Justiça cabe exigir provas. A
menos que seu objetivo seja condenar Lula a qualquer preço.
Lula, portanto, está prestes a se tornar o grande mártir da esquerda
brasileira, condenado sem provas em um processo kafkiano pelo crime de
ter promovido a maior distribuição de renda de que se tem notícia na
história do país, por tirar dezenas de milhões de brasileiros da
miséria, por dar amor-próprio a um povo com histórico complexo de
vira-latas.
Que o martírio de Lula, se se materializar – e rogo aos deuses para
que tal não ocorra –, torne-se elixir a nos revigorar no combate à
ditadura da “toga” que está se abatendo sobre o Brasil. Que nas ruas
deste país sejamos milhões de Lulas, que em cada local por onde
passarmos sejamos a voz rouca do povo, a voz de Luiz Inácio Lula da
Silva.
Esperem para ver o que vocês vão armar prendendo Lula. Apenas esperem. Vocês irão se arrepender, golpistas malditos! copiado http://www.brasil247.com/pt/
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