No início de abril, o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), já tinha homologado a delação premiada de 11 ex-executivos da empreiteira
PUBLICADO EM
08/05/16 - 16h14
ANGÉLICA DINIZ
O Ministério
Público Federal (MPF) concluiu o acordo de leniência com o grupo
Andrade Gutierrez, segunda maior empreiteira do país investigada
pela operação Lava Jato. Homologada no último dia 5 pelo juiz
Sérgio Moro, a negociação obriga que empresa devolva R$ 1 bilhão
aos cofres públicos, a título de indenização. Com essa decisão,
a construtora se livra de ser considerada inidônea pelo poder
público, status que a impediria de celebrar contratos com o governo
por dois anos. O grupo Camargo Corrêa também firmou o acordo em
agosto do ano passado, com ressarcimento de R$ 800 milhões.
Na tentativa de recuperar sua reputação, a Andrade Gutierrez, uma das gigantes da construção civil do Brasil, usará os principais veículos do país para pedir desculpas à sociedade brasileira ao assumir participação no esquema de pagamento de propinas aos governos do PT-PMDB em troca de licitações de obras públicas. No comunicado, publicado pelos jornais nesta segunda-feira (9), a empreiteira admite os erros, promete repará-los, sugere mudanças nas relações com o poder público e ainda elogia a Lava Jato, operação que desbancou esquema de corrupção na Petrobras, envolvendo políticos, partidos e empreiteiras.
Na tentativa de recuperar sua reputação, a Andrade Gutierrez, uma das gigantes da construção civil do Brasil, usará os principais veículos do país para pedir desculpas à sociedade brasileira ao assumir participação no esquema de pagamento de propinas aos governos do PT-PMDB em troca de licitações de obras públicas. No comunicado, publicado pelos jornais nesta segunda-feira (9), a empreiteira admite os erros, promete repará-los, sugere mudanças nas relações com o poder público e ainda elogia a Lava Jato, operação que desbancou esquema de corrupção na Petrobras, envolvendo políticos, partidos e empreiteiras.
“Reconhecemos que
erros graves foram cometidos nos últimos anos e, ao contrário de
negá-los, estamos assumindo-os publicamente. Entretanto, um pedido
de desculpas, por si só, não basta: é preciso aprender com os
erros praticados e, principalmente, atuar firmemente para que não
voltem a ocorrer”, diz a peça publicitária.
No ano passado, as
investigações levaram à prisão executivos da Andrade Gutierrez,
incluindo o então presidente do grupo, Otávio Azevedo, por
envolvimento em pagamento de propinas e formação de cartel. Desde a
homologação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) das delações
premiadas, em abril deste ano, os ex-executivos estão em prisão
domiciliar.
Trechos das delações
vazados pela imprensa indicam o pagamento de milhões em propina para
campanhas eleitorais de Dilma Rousseff em troca de contratos para
obras públicas, entre elas, a Usina de Belo Monte. Entre os
contratos mencionados estão ainda obras da Copa do Mundo de 2014,
como o Maracanã (Rio de Janeiro), o Mané Garrincha (Brasília) e a
Arena Amazonas (Manaus). Há também propinas vindas do Complexo
Petroquímico do Rio, o Comperj, e da usina nuclear de Angra 3.
“Também mantemos
nosso compromisso de continuar colaborando com as autoridades no
decorrer das investigações. Acreditamos que a operação Lava Jato
poderá servir como um catalisador para profundas mudanças
culturais, que transformem o modo de fazer negócios no país”,
informa o texto.
Com atuação em 20
países, a Andrade Gutierrez tem pressa em resgatar a credibilidade
no setor, já que se apoia em obras públicas para adquirir a maior
parte de suas receitas. Em função disso, a construtora levantou
oito propostas fundamentadas na ética e responsabilidade social a
serem discutidas por entidades da construção civil, “capazes de
criar uma nova relação entre o poder público e as empresas
nacionais, com atuação em obras de infraestrutura”.
Entre as sugestões,
a obrigatoriedade de estudo de viabilidade técnico-econômica
anterior ao lançamento dos editais de concorrência, projeto
executivo de engenharia antes das licitações, obtenção prévia de
licenciamentos ambientais, além de punição de empresas e
contratantes que não cumpram os contratos na totalidade.
copiado http://www.otempo.com.br/
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