Nova reunião da OPAQ sobre o caso do ex-espião russo envenenado
AFP/Arquivos / Daniel Leal-OlivasAs equipes de emergência e a Polícia investigam no cemitério London Road, em Salisbury, no sul da Inglaterra, onde está enterrada a mulher do ex-espião russo Serguei Skripal, em 10 de março de 2018
Os diplomatas da Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ) iniciaram nesta quarta-feira uma reunião em Haia sobre o caso do ex-espião russo Serguei Skripal, envenenado na Inglaterra.
A reunião, a portas fechadas, foi convocada pelo Reino Unido depois que os inspetores da OPAQ confirmaram que Skripal e sua filha Yulia foram envenenados em Salisbury no mês de março com um agente nervoso, inoculado segundo o governo britânico de forma líquida e em uma quantidade reduzida.
O embaixador britânico na OPAQ criticou durante a reunião o comportamento "irresponsável" da Rússia.
"O comportamento irresponsável da Rússia viola a proibição mundial de armas químicas e ameaça a segurança mundial", escreveu o embaixador no Twitter, depois de apontar Moscou como "único" responsável pelo envenenamento.
"A Rússia organiza uma campanha de desinformação sem vergonha e ataca a reputação e as competências da OPAQ", afirmou a delegação britânica.
"Acreditamos que apenas a Rússia dispõe dos meios técnicos, da experiência operacional e da motivação para atacar os Skripal", insistiu a delegação britânica.
Após enviar especialistas à Inglaterra, a OPAQ anunciou na quinta-feira passada que as análises de laboratório "confirmam as descobertas do Reino Unido sobre a identidade do agente químico tóxico utilizado em Salisbury" para envenenar Serguei Skripal e sua filha.
A OPAQ, no entanto, não revelou publicamente a substância em questão que, segundo o Reino Unido, era um agente neurotóxico do tipo Novichok, desenvolvido na União Soviética nos anos 1970.
A OPAQ tampouco estabeleceu responsabilidades neste caso.
Londres acusa Moscou, que defende sua inocência.
Vice-líder do Sendero Luminoso passa à prisão domiciliar
AFP/Arquivos / ALEJANDRA BRUNOsman Morote em audiência judicial em Lima, no dia 10 de outubro de 2003
O ex-número dois da guerrilha maoista peruana Sendero Luminoso, Osmán Morote, deixou nesta terça-feira a prisão - onde permaneceu por mais de 30 anos por terrorismo - para cumprir prisão domiciliar, informou a imprensa local.
Morote e Margot Liendo, outra ex-líder do Sendero, saíram da prisão após um tribunal confirmar a progressão para prisão domiciliar concedida no final de março.
A TV peruana mostrou imagens do veículo que levou Morote, 73 anos, da prisão de Ancón, 40 km ao norte de Lima, para a casa da sua família na localidade de Chaclacayo, 30 km a leste da capital.
A progressão a favor de Morote, adotada pela Sala Penal Nacional, foi anunciada após o ex-vice-líder do Sendero e Liendo iniciarem uma greve de fome para protestar contra a demora da justiça em analisar seus casos.
Considerado um dos dirigentes históricos do Sendero Luminoso, Morote estava preso desde 1988 e deveria ter sido libertado em 2013, ao cumprir sua pena de 25 anos. Mas a Justiça abriu três novos processos contra ele e determinou sua prisão preventiva, medida que perdeu a validade por ultrapassar o tempo máximo legal permitido de 36 meses.
Morote e Liendo permanecerão em prisão domiciliar até terminar o julgamento por um atentado em 1992 pelo qual são processados juntamente com os demais líderes do Sendero Luminoso.
Parte da cúpula do Sendero começou a deixar a prisão em 2017, ao completar 25 anos de pena, e Morote é o dirigente mais graduado a obter a liberdade.
O fundador e líder do grupo, Abimael Guzmán, de 82 anos, cumpre pena de prisão perpétua desde 1992.
copiado https://www.afp.com/pt/
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