26/03/2012 - 07h20
Após briga com um morto, Pacaembu testa caro sistema de segurança
LUCAS REISMARCEL RIZZO
DE SÃO PAULO
Enquanto um torcedor era internado na zona norte, após confronto de torcidas, a federação paulista e o Ministério do Esporte prestigiavam, no Pacaembu, o lançamento de um sistema de monitoramento de estádios por biometria facial. O palmeirense morreu mais tarde no hospital.
Ao custo médio de R$ 100 mil por jogo, três empresas testaram ontem, pela quarta vez --agora com apresentação para jornalistas--, um projeto de segurança composto por câmeras potentes.
O objetivo é filmar com nitidez o rosto de quem entra no estádio, assim como o comportamento de cada um nas arquibancadas.
| Marcelo Justo/Folhapress | ||
| perador controla computador ligado a uma câmera de monitoramento com fiscalização biométrica, instalada no campo do estádio do Pacaembu |
Ao longo do clássico, as câmeras registraram princípio de confusão nas duas torcidas, em momentos diferentes, prontamente neutralizado pela polícia. Nada que se compare ao que havia acontecido fora do estádio.
Horas antes, na zona norte de São Paulo, cerca de 300 torcedores de Corinthians e Palmeiras entraram em conflito. Duas pessoas foram baleadas, uma delas está em estado gravíssimo no hospital.
No Pacaembu, em uma sala especial, era apresentado o sistema moderno de câmeras. Os resultados dos testes serão avaliados hoje em reunião na federação paulista.
A ideia é, com o Ministério do Esporte, implantar as câmeras nas principais arenas do país, inclusive as 12 que vão receber os jogos da Copa.
No lançamento do sistema de segurança, estavam presentes o coronel Marcos Marinho, chefe de arbitragem e de segurança da federação paulista, e o promotor Paulo Castilho, membro da Secretaria Nacional de Futebol do Ministério do Esporte.
Ambos foram questionados pela Folha sobre a violência fora dos arredores no estádio, onde há recorrentes brigas, como a que acabara de acontecer, na zona norte.
Há anos as autoridades verificam que a violência raramente está dentro das arenas.
"Aqui [estádio], é tranquilo. Melhorou, sim. Mas, se parar, a violência toda volta", disse Marinho. "É uma forma de quebrar o anonimato, de acabar com a impunidade. Lá fora se faz um trabalho de inteligência e, aqui dentro, de impedir a entrada no estádio e prender", completou.
"O sujeito que brigou longe do estádio vai tentar entrar no estádio. E será identificado", disse Castilho. Segundo ele, o projeto, se aprovado, será apresentado formalmente ao governo federal. "Ele fomenta o plano de cadastramento dos torcedores".
"Talvez haja uma parceria entre o governo federal e as federações. As 12 arenas da Copa têm que ter isso."
copiado : http://www.folha.uol.com.br/
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