Aécio convoca nova CPI, ruas e exalta delegados
"Vamos impedir que qualquer manobra no Congresso Nacional no sentido de impedir que as investigações, também no Congresso, avancem. Já orientamos nossas bancadas para começarem a coleta de assinaturas para, imediatamente, após o reinício dos trabalhos do Congresso, em fevereiro, nós tenhamos uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito", disse ele, durante ato organizado pelo PSDB em São Paulo.
Segundo ele, "todas essas informações [da investigação] poderão ser utilizadas pela nova Comissão Parlamentar, já que estamos percebendo que não há uma vontade clara, ao contrário do que diz a presidente da República, da sua base em avançar nessas investigações ainda esse ano".
Aécio também conclamou os brasileiros a saírem às ruas em favor de mudanças. E lembrou que, nesta campanha, uma das marcas foi o apelos das ruas pelo fim da corrupção. "Os brasileiros foram às ruas para dizer que 'basta de tanta corrupção' e de 'tanto descaso'", discursou o parlamentar.
"O Brasil acordou nessas eleições. Esse é o nosso desafio: de manter viva essa chama. Eu caminho pelas ruas do Brasil inteiro, e o sentimento que eu tenho é de vitória. Pela primeira vez, aqueles que venceram essas eleições, enfrentarão uma oposição conectada com os sentimentos das ruas e dos brasileiros", prosseguiu Aécio.
Durante sua fala, o senador também exaltou os delegados da Polícia Federal responsáveis pela Operação Lava Jato que compartilharam nas redes sociais material publicitário em defesa de Aécio e criticaram e xingaram o ex-presidente Lula, a presidente Dilma Rousseff e o PT. Ontem, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou que a Procuradoria da PF apure o episódio envolvendo os delegados.
Aécio criticou a decisão do ministro e afirmou que há cerceamento à liberdade de expressão por parte do governo. Para Aécio Neves, a decisão de Cardozo é a demonstração que o governo do PT quer impedir a liberdade de expressão dos funcionários públicos. "Como se quisesse dizer que funcionários públicos só podem se manifestar a favor do governo. Isso é absolutamente inaceitável", afirmou.
"Quero aqui também manifestar a minha absoluta incompreensão em razão de uma atitude tomada pelo ministro da Justiça, que abre o inquérito para investigar a posição individual e política de delegados da Polícia Federal. Isso é inaceitável. É retirar de uma categoria de servidores públicos, o direito constitucional à livre manifestação", afirmou.
copiado http://www.brasil247.com/pt/247
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