Epicentro
nas proximidades de um campo base no Evereste. Abalo foi sentido em
Nova Deli e há 17 vítimas mortais na Índia. Número de mortos já
ultrapassa os 40 e os feridos são mais de 1000.
Um
sismo de magnitude 7,3 na escala de Richter atingiu o Nepal esta
terça-feira, avançou o Instituto Geofísico dos Estados Unidos (
USGS, na sigla em inglês). Segundo o
Guardian,
o balanço oficial aponta já para 42 mortos no Nepal e pelo menos 1100
feridos. Os números são do Centro Nacional de Operações de Emergência
nepalês.
Pelo
menos nove das mortes ocorreram no distrito de Sindhupalchowk, a leste
de Katmandu - uma das zonas mais afetadas pelo sismo de magnitude 7,8
registado no mês passado também em território nepalês.
Em
Katmandu, a capital do Nepal, quatro pessoas morreram na sequência do
terramoto. Na Índia, onde o abalo também se fez sentir, pelo menos cinco
pessoas perderam a vida quando o edifício onde se encontravam colapsou.
Este é o segundo tremor de terra que acontece no Nepal em menos de três semanas, quando os efeitos do primeiro,
que matou mais de 7500 pessoas,
ainda se fazem sentir no dia-a-dia das populações. Os próprios
edifícios estavam ainda debilitados e não houve tempo para reforçar as
estruturas, pelo que a fragilidade dos prédios causada pelo desastre
anterior poderá determinar um número elevado de vítimas, apesar de a
intensidade do sismo ter sido menor.
Segundo
a agência Reuters, os habitantes de Katmandu saíram de dentro das casas
e correram para as ruas, numa tentativa de escapar a eventuais
derrocadas causadas pelo novo abalo, que foi sentido também na capital
da Índia, Nova Deli, e mesmo em Daca, capital do Bangladesh. Em Nova
Deli, a mais de 800 km de distância, alguns edifícios de escritórios
tiveram mesmo de ser evacuados. Mais tarde, veio o balanço: pelo menos
17 pessoas morreram na Índia.
No parlamento nepalês, as câmaras registaram a intensidade do abalo e a reação dos deputados.
Ao
sismo seguiram-se várias réplicas, uma das quais com magnitude 6,3. No
Twitter, a Organização para as Migrações na Ásia escreveu que há corpos a
serem retirados dos escombros.

O epicentro do sismo assinalado pelo Serviço Geológico dos EUA
Fotografia © USGS
No
distrito de Sindhupalchowk, que tem Chautara como capital e foi uma das
zonas mais devastadas pelo abalo do mês de abril, ocorreram três
grandes deslizamentos de terras.
Segundo as Nações Unidas, o aeroporto de Katmandu já encerrou.
Sismo seguido de réplicas fortes
O
primeiro abalo de hoje ocorreu às 12.50 locais (07.05 em Lisboa, 04.45
de diferença), seguindo-se várias réplicas, a mais forte das quais às
13:21 (07.36). Inicialmente, o Instituto de Geofísica dos Estados Unidos
tinha indicado uma magnitude de 7,4 na escala de Richter, mas alterou
para 7,3 e a uma profundidade de 15 quilómetros.
"Este foi muito forte", disse à agência Reuters Prakash Shilpakar, dono de uma loja de artesanato em Katmandu.
O
epicentro do sismo, segundo as informações disponibilizadas, situa-se
nas proximidades de um campo base no Evereste, 68 quilómetros a oeste da
cidade de Namche Bazar, perto da fronteira com o Tibete. O campo base
no Evereste já tinha sido evacuado depois do sismo de 25 de abril.
De
acordo com a agência espanhola EFE, a zona onde ocorreu o sismo de hoje
é a que foi mais afetada pelo anterior. Entre as cidades mais próximas,
encontram-se Bhimeshwar, com uma população de 22 849 pessoas a 21
quilómetros a nordeste, Laliptur, com 183 310 pessoas a 82 quilómetros a
este, e Patna, com 1,6 milhões de pessoas a 265 quilómetros a norte.
Ainda
que o sismo do mês passado, de 7,8 na escala de Richter, tenha sido
quase quatro vezes mais forte do que o ocorrido nesta terça-feira, um
abalo de magnitude 7,4 tem potencial para causar danos significativos e
deslizamentos de terras. Como a escala de Richter não é linear um
terramoto de magnitude 7, por exemplo, é dez vezes mais forte que um de
magnitude 6.
copiado http://www.dn.pt/inicio/globo/
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