Novo sismo de magnitude 7,3 atinge o Nepal. Mais de 40 mortos e 1100 feridos

Em Katmandu, as pessoas correram para a rua quando sentiram o abalo
  • Helicóptero americano que prestava auxílio no Nepal está desaparecido
  • Governo diz que não há informações de problemas com portugueses no Nepal
  • "Equipa da AMI no Nepal está bem, apesar do forte sismo"
  • Sobe para 7.557 número de mortos no sismo no Nepal
  • Os monumentos - antes e depois da devastação
  • Sismo no Nepal era uma tragédia anunciada
  • Novo sismo de magnitude 7,3 atinge o Nepal. Mais de 40 mortos e 1100 feridos


    Epicentro nas proximidades de um campo base no Evereste. Abalo foi sentido em Nova Deli e há 17 vítimas mortais na Índia. Número de mortos já ultrapassa os 40 e os feridos são mais de 1000.
    • Helicóptero americano que prestava auxílio no Nepal está desaparecido
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      Novo sismo de magnitude 7,3 atinge o Nepal. Mais de 40 mortos e 1100 feridos

      por DN.pt com LusaHojeComentar
      Em Katmandu, as pessoas correram para a rua quando sentiram o abalo
      Em Katmandu, as pessoas correram para a rua quando sentiram o abalo Fotografia © EPA/MAST IRHAM
      Epicentro nas proximidades de um campo base no Evereste. Abalo foi sentido em Nova Deli e há 17 vítimas mortais na Índia. Número de mortos já ultrapassa os 40 e os feridos são mais de 1000.
      Um sismo de magnitude 7,3 na escala de Richter atingiu o Nepal esta terça-feira, avançou o Instituto Geofísico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês). Segundo o Guardian, o balanço oficial aponta já para 42 mortos no Nepal e pelo menos 1100 feridos. Os números são do Centro Nacional de Operações de Emergência nepalês.
      Pelo menos nove das mortes ocorreram no distrito de Sindhupalchowk, a leste de Katmandu - uma das zonas mais afetadas pelo sismo de magnitude 7,8 registado no mês passado também em território nepalês.
      Em Katmandu, a capital do Nepal, quatro pessoas morreram na sequência do terramoto. Na Índia, onde o abalo também se fez sentir, pelo menos cinco pessoas perderam a vida quando o edifício onde se encontravam colapsou.
      Este é o segundo tremor de terra que acontece no Nepal em menos de três semanas, quando os efeitos do primeiro, que matou mais de 7500 pessoas, ainda se fazem sentir no dia-a-dia das populações. Os próprios edifícios estavam ainda debilitados e não houve tempo para reforçar as estruturas, pelo que a fragilidade dos prédios causada pelo desastre anterior poderá determinar um número elevado de vítimas, apesar de a intensidade do sismo ter sido menor.
       
      Segundo a agência Reuters, os habitantes de Katmandu saíram de dentro das casas e correram para as ruas, numa tentativa de escapar a eventuais derrocadas causadas pelo novo abalo, que foi sentido também na capital da Índia, Nova Deli, e mesmo em Daca, capital do Bangladesh. Em Nova Deli, a mais de 800 km de distância, alguns edifícios de escritórios tiveram mesmo de ser evacuados. Mais tarde, veio o balanço: pelo menos 17 pessoas morreram na Índia.
      No parlamento nepalês, as câmaras registaram a intensidade do abalo e a reação dos deputados.
       
      Ao sismo seguiram-se várias réplicas, uma das quais com magnitude 6,3. No Twitter, a Organização para as Migrações na Ásia escreveu que há corpos a serem retirados dos escombros.
      O epicentro do sismo assinalado pelo Serviço Geológico dos EUA
      O epicentro do sismo assinalado pelo Serviço Geológico dos EUA Fotografia © USGS
      No distrito de Sindhupalchowk, que tem Chautara como capital e foi uma das zonas mais devastadas pelo abalo do mês de abril, ocorreram três grandes deslizamentos de terras.
      Segundo as Nações Unidas, o aeroporto de Katmandu já encerrou.
      Sismo seguido de réplicas fortes
      O primeiro abalo de hoje ocorreu às 12.50 locais (07.05 em Lisboa, 04.45 de diferença), seguindo-se várias réplicas, a mais forte das quais às 13:21 (07.36). Inicialmente, o Instituto de Geofísica dos Estados Unidos tinha indicado uma magnitude de 7,4 na escala de Richter, mas alterou para 7,3 e a uma profundidade de 15 quilómetros.
      "Este foi muito forte", disse à agência Reuters Prakash Shilpakar, dono de uma loja de artesanato em Katmandu.
       
      O epicentro do sismo, segundo as informações disponibilizadas, situa-se nas proximidades de um campo base no Evereste, 68 quilómetros a oeste da cidade de Namche Bazar, perto da fronteira com o Tibete. O campo base no Evereste já tinha sido evacuado depois do sismo de 25 de abril.
      De acordo com a agência espanhola EFE, a zona onde ocorreu o sismo de hoje é a que foi mais afetada pelo anterior. Entre as cidades mais próximas, encontram-se Bhimeshwar, com uma população de 22 849 pessoas a 21 quilómetros a nordeste, Laliptur, com 183 310 pessoas a 82 quilómetros a este, e Patna, com 1,6 milhões de pessoas a 265 quilómetros a norte.
      Ainda que o sismo do mês passado, de 7,8 na escala de Richter, tenha sido quase quatro vezes mais forte do que o ocorrido nesta terça-feira, um abalo de magnitude 7,4 tem potencial para causar danos significativos e deslizamentos de terras. Como a escala de Richter não é linear um terramoto de magnitude 7, por exemplo, é dez vezes mais forte que um de magnitude 6.
      copiado  http://www.dn.pt/inicio/globo/

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