Tóquio Queixa contra governo japonês por negociações comerciais com EUA

14:42 - 15 de Maio de 2015
Queixa contra governo japonês por negociações comerciais com EUA

Tóquio Queixa contra governo japonês por negociações comerciais com EUA

Mais de mil pessoas apresentaram hoje uma queixa conjunta contra o governo do japáo pela participação nas negociações do Acordo de Associação Transpacífico, um tratado de livre comércio que consideram inconstitucional.
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Queixa contra governo japonês por negociações comerciais com EUA
Reuters
O documento, assinado por 1.063 pessoas, incluindo deputados, foi entregue no Tribunal do Distrito de Tóquio, noticiou a agência noticiosa japonesa Kyodo.
O Japão entrou oficialmente em abril de 2013 nas negociações do Acordo de Associação Transpacífico (TPP, sigla em inglês), que integra 12 países: Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Estados Unidos, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru, Singapura, Vietname e Japão.
O texto da queixa apresentada indica que o TPP vai beneficiar as grandes corporações, pondo também em perigo a segurança dos alimentos no país asiático e o sistema de saúde, além de destruir o setor agrícola local.
A afluência de produtos estrangeiros baratos em consequência da redução de taxas alfandegárias vai prejudicar os produtos japoneses e reduzir a autosuficiência alimentar do Japão, de acordo com o texto.
Por outro lado, os preços dos medicamentos conhecerão um aumento, favorecendo as grandes empresas farmacêuticas.
Um dos pontos apresentados na queixa é a possibilidade de ser incluído no TPP um sistema de compensações para as multinacionais, que consideram prejudicial para a independência judicial do Japão.
Os signatários também afirmam que a natureza secreta das negociações do TPP viola o direito de informação, devido ao carácter confidencial do documento e por o processo de negociação só ter sido conhecido há quatro anos, depois da entrada em vigor do tratado.
Na quinta-feira, o Senado norte-americano desbloqueou o exame de uma proposta de lei que confere poderes alargados a Barack Obama nas negociações comerciais, ultrapassando a oposição da ala protecionista do Partido Democrata.
O TPP é uma prioridade económica de Obama, que defende o potencial para os exportadores norte-americanos, sendo que o grupo de 12 países representam cerca de 40% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial.
Para terminar o acordo até final do mandato, o presidente dos Estados Unidos quer que o Congresso aprove uma lei dita de procedimento acelerado.
Legalmente, o Congresso deve aprovar qualquer acordo comercial, mas com um procedimento acelerado, os seus poderes serão voluntariamente reduzidos para votar rapidamente, a favor ou contra, o TPP, negociado pelo executivo, sem poder modificar o conteúdo do acordo.
O procedimento acelerado seria aplicado a todos os acordos negociados pelo atual presidente e sucessor até 2018 e potencialmente até 2021, o que poderá incluir o processo em curso com a UE, a Parceria Transatlântica de Investimento e Comércio (TTIP, na sigla em inglês).
    copiado  http://www.noticiasaominuto.com

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