ONU
"Tudo de bom" e um coração. Leia a carta de Juncker a Guterres
Juncker cumprimenta Guterres por ocasião de uma reunião do Ecofin, em 1997, altura em que ambos era primeiros-ministros
| ARQUIVO/GLOBAL IMAGENS
Presidente
da Comissão Europeia, que tem sido acusado de falta de neutralidade na
eleição para secretário-geral, felicitou Guterres por carta e telefone
A
Comissão Europeia - e, por consequência, o presidente, Jean-Claude
Juncker - foi várias vezes acusada de falta de neutralidade nas últimas
semanas, devido à candidatura de última hora da vice-presidente do
Executivo comunitário, Kristalina Georgieva, à liderança das Nações
Unidas.
Dois membros do gabinete do
presidente Juncker chegaram mesmo a manifestar apoio público a
Georgieva, daí que após a indicação de Guterres, na quarta-feira, por
parte do Conselho de Segurança da ONU, para o cargo de secretário-geral,
a reação mais esperada fosse precisamente a de Bruxelas. E ela,
finalmente, chegou.
Na
manhã desta quinta-feira, o porta-voz da Comissão Europeia revelou que
Jean-Claude Juncker já falara com Guterres e que, além da conversa
telefónica, enviara igualmente uma carta ao futuro secretário-geral das
Nações Unidas, felicitando-o e expressando satisfação pela escolha do
Conselho de Segurança.
A missiva, escrita em português - e que poderá ler na totalidade clicando
aqui -mantém um tom formal, elencando os desafios globais que terão de
ser superados pelo próximo secretário-geral da ONU, assinalando que a
nomeação deverá ser para Guterres "um enorme triunfo pessoal".
A terminar, porém, e num pormenor caloroso, Juncker despede-se com uma assinatura manuscrita, acrescentado em inglês um All the best (Tudo de bom") e desenhando um pequeno - e inesperado - coração.
Juncker
e Guterres conhecem-se há cerca de 20 anos, desde o período em que
ambos eram primeiros-ministros: Guterres em Portugal e Juncker no
Luxemburgo.
COPIADO http://www.dn.pt/portugal/i

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