Grande beneficiário da liberação do FGTS serão os bancos Acordo Odebrecht-EUA: eles são os dono do mundo CLT: a história dos direitos que vão assassinar. Por Nílson Lage Funaro-Yunes: a conexão Cunha-Temer, em dinheiro


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Grande beneficiário da liberação do FGTS serão os bancos

O Governo Temer anunciou, com estrépito, o “pedacinho do bem” de seu pacotinho econômico. Diz que vai injetar R$ 30 bilhões na economia com a liberação dos saques das contas inativas do FGTS. Conversa....


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O Governo Temer anunciou, com estrépito, o “pedacinho do bem” de seu pacotinho econômico.
Diz que vai injetar R$ 30 bilhões na economia com a liberação dos saques das contas inativas do FGTS.
Conversa.
E os próprios números do anúncio, reproduzidos pela Folha, o mostram.
Diz que há 10,2 milhões de contas inativas.
E o próprio Michel Temer disse aos jornalistas que “cerca de 86% das contas inativas do FGTS têm saldo inferior a uma salário mínimo, ou R$ 880.”
86% de 10,2 milhões são 8,77 milhões de contas.
Com uma estimativa para lá de generosa de que as contas tenha, em média 500 reais de saldo – e é muito alta, porque é natural que os que têm muito pouquinho sejam os que não se interessaram em retiras os resíduos de contas inativas- isso representaria, se todos sacassem – inclusive os mortos – isso daria R$ 4,38 bilhões.
Não é crível que os outros 14%, que deteriam R$ 25,62 bilhões, divididos em 1,43 milhões de contas inativas –  o que daria um saldo médio de 17 mil de reais em cada uma das outras contas – se é assim e se todos forem  sacá-las não vão, obvio, atirar este valor no consumo.
Mesmo que chegue à metade este valor graúdo liberado,  ele vai é para aplicações financeiras.
O destino do dinheiro grosso, como sempre no Brasil, é o mercado financeiro..
Acordo Odebrecht-EUA: eles são os dono do mundo 

Acordo Odebrecht-EUA: eles são os dono do mundo

Embora isso não seja propriamente uma novidade, é bom que apareçam as propinas pagas pela Odebrecht em 11 países para que se entenda que, em qualquer grande mercado mercado mundial, grandes empresas não hesitam...
corrupmundo
Embora isso não seja propriamente uma novidade, é bom que apareçam as propinas pagas pela Odebrecht em 11 países para que se entenda que, em qualquer grande mercado mercado mundial, grandes empresas não hesitam em usar a corrupção como passaporte de seus interesses.
Também é interessante ver que, de repente, a construtora brasileira passou a ser apresentada como uma “ovelha negra” no alvo rebanho dos grandes grupos industriais do mundo, todos eles fazendo negócios, claro, apenas por sua “expertise” e capacidade técnica. E como ela virou ” campeã” de ressarcimentos, quando Siemens, Alstom, Halliburton (aquela do vice-presidente americano  Dick Cheney) ,  British Aeroespace e Total pagaram multas maiores aos americanos por práticas idênticas e continuem sendo “modelos” mundiais de capacidade. Tanto que a última está recebendo quase de graça parte importante dos ativos importantes da pobre Petrobras.
A ladroagem, portanto, não é “coisa de brasileiro”. Não é o “caráter dissoluto” de empresários e políticos de um só país, mas a regra que vige no mundo – mundo, literalmente- dos negócios bilionários do capitalismo.
E olha que nem se foi – e nem se vai – ao foco do banditismo financeiro mundial: os bancos.
A melhor forma de compactuar com a corrupção é achar que, no planeta do dinheiro grosso, existe algum santo.
O mais curioso, entretanto, é que o Departamento de Justiça, órgão do Governo americano, julga e multa empresas de outros países por atos de corrupção praticados também em outros países, sem que isso nada tenha a ver com os negócios de ambos nos Estados Unidos.
O país que sempre foi “a polícia do mundo” é, também, sem questionamentos, a “justiça do mundo”.
mortecltbessinha 

CLT: a história dos direitos que vão assassinar. Por Nílson Lage

Informa-se que o Usurpador dará como presente aos brasileiros, antes mesmo do Natal, o assassinato da Consolidação das Leis do Trabalho, promulgada há 73 anos. A nova legislação permitirá a anulação de quase todos...
mortecltbessinha
Informa-se que o Usurpador dará como presente aos brasileiros, antes mesmo do Natal, o assassinato da Consolidação das Leis do Trabalho, promulgada há 73 anos.
A nova legislação permitirá a anulação de quase todos os direitos conquistados nos últimos 113 anos, incluindo a jornada de oito horas diárias, o regime de férias e a integridade dom 13° salário.
Na oportunidade, resenhei um breve histórico dos direitos que a canalha no poder dispõe-se a nos retirar. Os dados são oficiais:
“No fim do Império, em 1889, existiam 55 mil operários – a maioria imigrantes – trabalhando em pequenas oficinas e poucas fábricas de grande porte. Com os imigrantes, começa a se formar o que viria a ser a classe operária brasileira. O auge da primeira fase da imigração vai de 1870 a 1914, ano do início da I Guerra Mundial. Só de italianos, o Brasil recebeu, entre 1884 e 1903, mais de um milhão.
A primeira das leis promulgadas sobre as relações de trabalho é de 1903. O Decreto 979 concedia aos trabalhadores da agricultura e de empresas rurais o direito de organizarem-se em sindicatos.
Em 1907, o decreto 1.637 garante a sindicalização aos trabalhadores urbanos.
Em 1919 é promulgada uma lei de proteção a acidentados no trabalho e, em 1923, apareceram as normas para a instituição das caixas de pensão destinadas a ferroviários. Surge também um dispositivo que buscava disciplinar o emprego de menores de 18 anos.
As reivindicações mais comuns eram o aumento de salários, a redução de jornada – trabalhava-se de 12 e mais horas diárias –, o fim da exploração de menores e mulheres e a melhoria das condições gerais de trabalho.
Em 1930, à frente de uma revolução, assume o governo Getúlio Vargas, com duas metas iniciais: recuperar a economia cafeeira e disciplinar a organização do mundo do trabalho. Começava a maior ruptura institucional brasileira desde a Independência. A partir dali, o Estado nacional seria reformulado, o país marcharia por um processo acelerado de industrialização e as relações entre as classes sociais mudariam.
A nova administração criaria direitos sociais em escala e amplitude inéditos. Ao mesmo tempo, implantava, aos poucos, um governo ditatorial em meio a fortes tensões políticas.
Poucas semanas depois de assumir o poder, em 26 de novembro de 1930, Getulio Vargas cria o Ministério do Trabalho Indústria e Comércio. Em março de 1931, é promulgada a primeira lei sindical brasileira, o Decreto 19.770., com o objetivo de tornar as organizações sindicais de empresários e de trabalhadores órgãos de colaboração do Estado.
Em 1933, Vargas aprova a concessão de férias anuais aos trabalhadores de comércio e bancos, estendida, mais tarde, a outras categorias. Inicia-se a montagem da previdência social e proíbe-se o trabalho para crianças menores de doze anos.
No ano seguinte, uma nova Constituição foi aprovada. Ela consagrava – no capítulo “Ordem Econômica e Social” – vários parágrafos relativos à organização e aos direitos do trabalhador, como salário mínimo, férias e descanso semanal remunerado. Em 1935, nova lei garantia a estabilidade no emprego, estipulando indenização aos assalariados demitidos sem justa causa.
Em 1º de maio de 1940, o governo atende a uma antiga reivindicação dos trabalhadores, a criação de um salário-mínimo nacional. Finalmente, em maio de 1943, todo o conjunto de leis, decretos e normas existentes é sistematizado na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Ela se voltaria basicamente para três questões: os direitos do trabalhador, a organização sindical e a Justiça do Trabalho.”
malas 

Funaro-Yunes: a conexão Cunha-Temer, em dinheiro

O Estadão expõe hoje, com mais um destes “lamentáveis vazamentos” – como os classificam os responsáveis pelo sigilo dos documentos, Rodrigo Janot e Teori Zavascki – a ligação financeira entre Eduardo Cunha e Michel...
malas
O Estadão expõe hoje, com mais um destes “lamentáveis vazamentos” – como os classificam os responsáveis pelo sigilo dos documentos, Rodrigo Janot e Teori Zavascki – a ligação financeira entre Eduardo Cunha e Michel Temer, ao informar que o doleiro Lúcio Funaro, “mala” de Eduardo Cunha entregou R$ 1 milhão, em dinheiro, ao amigo íntimo e assessor palaciano José Yunes – autodefinido como “psicoterapeuta político”, em seu escritório, após a reunião entre o então vice-presidente e Marcelo Odebrecht.
Dos R$ 10 milhões que saíram de “petisco” deste encontro, R$ 6 milhões foram para o candidato inventado por Temer ao governo paulista, Paulo Pato Skaf e quatro ficaram  “em casa”, com outro íntimo de Temer, Eliseu Padilha.
Dos R$ 10 milhões, R$ 6 milhões foram para campanha de Paulo Skaf e R$ 4 milhões para o ministro Eliseu Padilha distribuir, a quem cabia fazer a partilha.
Diz o Estadão:
Eliseu Padilha foi quem pediu que Lúcio Funaro fizesse a entrega de R$ 1 milhão a Yunes. O ex-assessor, que esperava receber o dinheiro de um desconhecido, foi surpreendido com o lobista no seu escritório em São Paulo.
Portanto, o “operador” de Cunha operava também para Michel Temer e é por isso que Cunha, preso em Curitiba, guarda um arsenal mortífero contra o Palácio do Planalto, como já mostrou nas suas pergunta vetadas por Sérgio Moro.
Quanto, quando e como Cunha irá falar, a esta altura, são as angústias e pesadelos das noites do Alvorada.
Como o senhor Michel Temer é um latinista (verba volant…), vai na foto um verso de Virgílio, poeta romano da antiguidade, em suas Bucólicas: mala vicini pecoris contagia laedent – uma má ovelha  põe um rebanho a perder.
Embora o pessoal que não saiba latim, como eu, vá traduzir, com algum acerto,  mala vicini como “mala do vizinho”.
copiado  http://www.tijolaco.com.br/blog/

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