"A Rússia é como um urso ferido: forte, imprevisível e com uma longa memória"
Putin congela expulsão de diplomatas americanos
EPA
Presidente russo decide esperar para ver qual será a posição de Donald Trump
Vladimir
Putin anunciou que não irá retaliar em resposta às sanções aplicadas
por Washington, que decidiu expulsar mais de 30 funcionários
diplomáticos russos devido à interferência da Rússia nas eleições
presidenciais.
O presidente russo
decidiu assim não aceitar a medida que lhe tinha sido sugerida pelo
ministro dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov. "Fizemos a proposta
de declarar personae non gratae 31 diplomatas da embaixada dos
Estados Unidos em Moscovo e quatro do consulado norte-americano em São
Petersburgo", afirmou o responsável pela diplomacia russa numa
intervenção televisiva, explicando que a "reciprocidade é uma regra das
relações internacionais".
Resta saber
se Donald Trump irá reverter as sanções impostas pela administração
Obama. "Está na altura do nosso país avançar para coisas maiores e
melhores. No entanto, no interesse do nosso país e da sua boa gente, vou
reunir-me com os líderes dos serviços de informação na próxima semana
para que me atualizem sobre a situação", afirmou ontem o
presidente-eleito num comunicado. Donald Trump inicia funções na Casa
Branca a 20 de janeiro.
Recorda o britânico The Guardian que
esta não é a primeira batalha semelhante entre os dois países. Em 2001,
a administração de George W. Bush expulsou 51 diplomatas russos e
Moscovo retaliou dando ordem de saída a 50 funcionários
norte-americanos.
Em atualização
Obama expulsa diplomatas em resposta a assédio russo
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