O
governo independente da Catalunha organizou nessa sexta-feira uma
reunião para estimular a realização de um referendo na região nordeste
espanhola, após divulgar uma campanha para tentar entrar em acordo sobre
as condições da votação com o governo de Madri.
O governo independente tenta o referendo há dois anos, desde novembro de 2014, mas teve que se conformar com uma votação simbólica, sem valor jurídico. Agora, espera conseguir um referendo vinculante como o que aconteceu na Escócia há dois anos, decindo pela permanência do país no Reino Unido.
Na reunião no parlamento catalão, partidos políticos, sindicatos, associações e grupos empresariais iniciaram o Pacto Nacional para o referendo, que deve reger a última tentativa de entendimento com o governo espanhol, que se opõe terminantemente à questão.
"É um espaço que nasce com uma grande transversalidade e
pluralidade" com um "denominador comum que é a vontade de realizar na
Catalunha um referendo (...) e de fazê-lo em concordância com o Estado",
disse o presidente catalão Carles Puigdemont no final da reunião.
Apesar de em várias ocasiões defender a realização da votação se Madri permitir, Puigdemont moderou seu discurso para atrair para seu lado a carismática prefeita de Barcelona, Ada Colau, partidária de um referendo acordado.
Figura de referência dos novos e grandes movimentos da esquerda na região, essa ex-ativista contra os despejos imobiliários se mostra ambigua e seu eleitorado pode pesar na balança no caso de um empate técnico entre partidários e opositores à separação.
O objetivo do pacto será ampliar o apoio à autodeterminação, tanto na Catalunha quanto no resto da Espanha e no exterior, para "poder credenciar e validar" perante Madri a vontade de uma minoria de catalães de decidir seu futuro, disse Puigdemont.
O porta-voz do governo espanhol de Mariano Rajoy, Íñigo Méndez de Vigo, insistiu em seua postura hora antes: "o referendo de autodeterminação na Espanha não vai acontecer".
copiado https://www.afp.com/pt/
24/12/2016 - 00:01
Independentistas catalães baixam o tom em busca de um referendo
AFP / Josep Lago
Presidente de Catalunha,
Carles Puigdemont, Carme Forcadell (centro), e prefeita de Barcelona,
Ada Colau, chegam à reunião para iniciar os preparativos do referendo de
independência
O governo independente da Catalunha organizou nessa
sexta-feira uma reunião para estimular a realização de um referendo na
região nordeste espanhola, após divulgar uma campanha para tentar entrar
em acordo sobre as condições da votação com o governo de Madri.O governo independente tenta o referendo há dois anos, desde novembro de 2014, mas teve que se conformar com uma votação simbólica, sem valor jurídico. Agora, espera conseguir um referendo vinculante como o que aconteceu na Escócia há dois anos, decindo pela permanência do país no Reino Unido.
Na reunião no parlamento catalão, partidos políticos, sindicatos, associações e grupos empresariais iniciaram o Pacto Nacional para o referendo, que deve reger a última tentativa de entendimento com o governo espanhol, que se opõe terminantemente à questão.
Apesar de em várias ocasiões defender a realização da votação se Madri permitir, Puigdemont moderou seu discurso para atrair para seu lado a carismática prefeita de Barcelona, Ada Colau, partidária de um referendo acordado.
Figura de referência dos novos e grandes movimentos da esquerda na região, essa ex-ativista contra os despejos imobiliários se mostra ambigua e seu eleitorado pode pesar na balança no caso de um empate técnico entre partidários e opositores à separação.
O objetivo do pacto será ampliar o apoio à autodeterminação, tanto na Catalunha quanto no resto da Espanha e no exterior, para "poder credenciar e validar" perante Madri a vontade de uma minoria de catalães de decidir seu futuro, disse Puigdemont.
O porta-voz do governo espanhol de Mariano Rajoy, Íñigo Méndez de Vigo, insistiu em seua postura hora antes: "o referendo de autodeterminação na Espanha não vai acontecer".
copiado https://www.afp.com/pt/
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