Parlamento chinês elege Xi para segundo mandato
AFP / Nicolas ASFOURIPresidente chinês Xi Jinping vota durante sessão parlamentar em 17 de março de 2018, em Pequim
Xi Jinping foi reeleito neste sábado (17) como presidente da China, para um segundo mandato de cinco anos, com o voto unânime dos delegados.
Menos de uma semana após conseguir uma reforma constitucional que lhe permitirá se reeleger indefinidamente, Xi Jinping, de 64 anos, obteve o voto dos cerca de 3 mil delegados presentes na sessão anual da Assembleia Nacional Popular (ANP).
Xi Jinping se torna assim o presidente chinês com o maior poder em quase três décadas e terá condições de permanecer no comando do país além do período do atual mandato, que termina em 2023.
No domingo passado, a ANP emendou a Constituição que estabelecia um limite de dois mandatos presidenciais de cinco anos cada.
A emenda também introduziu na Constituição o "Pensamento Xi Jinping" e, em seu artigo primeiro, o "papel dirigente" do Partido Comunista Chinês (PCC).
Diante da reeleição certa de Xi pela Assembleia Nacional Popular, controlada pelo Partido Comunista, as expectativas recaíam sobre se seu ex-responsável pela luta contra a corrupção Wang Qishan ocuparia a vice-presidência, o que de fato ocorreu.
Wang obteve 2.969 votos a favor e apenas um contrário.
Com Wang como vice-presidente, Xi ganha um aliado formidável para cimentar sua autoridade, no momento em que caminha para se tornar o líder chinês mais poderoso desde Mao Tsé-Tung (1949-1976).
Wang, 69 anos, é conhecido internacionalmente por seu trabalho como representante comercial da China e os analistas acreditam que ajudará Xi a administrar as relações com os Estados Unidos, cada vez mais tensas diante da ameaça de uma guerra comercial, agravada com a recente decisão do presidente Donald Trump de tarifar as importações de alumínio e aço.
Apenas um delegado votou contra Wang.
O novo braço direito de Xi liderou a cruzada contra a corrupção na China, ao presidir a Comissão Central de Inspeção Disciplinar, que puniu 1,5 milhão de funcionários públicos nos últimos cinco anos, desde pequenos quadros até líderes regionais e generais.
Wang substituirá Li Yuanchao, um político relativamente modesto que representou Xi em suas viagens aos exterior.
Segundo Hua Po, um especialista em política chinesa, Wang tem "talento e capacidade" e sua eleição como vice-presidente está "orientada em consolidar seu poder".
"Xi já é um homem muito poderoso. O problema é que tem pouca gente que lhe seja leal e competente. Então precisa conservar Wang para ter tempo para cultivar mais gente de talento", avaliou Hua.
Naufrágio de barco com imigrantes deixa 16 mortos no Egeu
AFP/Arquivos / ARIS MESSINISGuarda Costeira grega patrulha, em maio de 2009
Um naufrágio nas águas gregas deixou pelo menos 16 mortos neste sábado, incluindo seis crianças, na véspera do segundo aniversário de um acordo UE-Turquia para impedir a chegada imigrantes a partir da costa turca.
Este é o pior saldo registrado em um naufrágio de imigrantes na área desde a assinatura do acordo, em março de 2016.
Com base nos testemunhos dos únicos três sobreviventes - duas mulheres e um homem - que nadaram até a ilha grega de Agathonisi, a polícia portuária estima que ainda há duas ou três pessoas desaparecidas.
Em outro incidente, dois imigrantes morreram neste sábado perto da fronteira terrestre com a Turquia, quando o caminhão em que estavam viajando tombou quando tentava escapar de um controle rodoviário, informou a polícia local.
No mar, as buscas continuam. O número de mortos aumentou à medida que as operações avançavam: após a descoberta dos primeiros corpos - uma mulher, um homem e quatro crianças - os socorristas recuperaram mais dez corpos durante a tarde.
De acordo com a imprensa local, entre as vítimas há seis crianças de nacionalidade desconhecida.
Localizadas em frente à costa turca, as ilhas gregas do sudeste do Mar Egeu tornaram-se em 2015 a principal porta de entrada na Europa de pessoas, principalmente sírias, fugindo das guerras e da miséria.
O acordo entre a UE e Ancara reduziu o fluxo migratório entre a Turquia e as ilhas gregas, embora centenas de pessoas continuem a chegar a cada mês.
Mais de mil imigrantes, incluindo muitas crianças, morreram no Egeu entre 2015 e 2016.
"Não podemos, nem devemos nos acostumar com essas pessoas, crianças, mortas no Mar Egeu", declarou neste sábado o ministro grego da Política de Imigração, Dimitris Vitsas.
A solução é "a abertura de rotas e procedimentos seguros para refugiados e migrantes e para a luta contra o tráfico", acrescentou.
Neste sábado à tarde, uma manifestação estava programada em Atenas para protestar contra o acordo UE-Turquia e a favor de uma melhor recepção europeia dos imigrantes.
As organizações humanitárias denunciam o pacto com Ancara porque ele prevê o retorno à Turquia de todos os que chegam nas costas gregas, incluindo os refugiados sírios.
Mas o governo grego o defende ferozmente. Atenas afirma querer evitar a retomada do êxodo dos anos 2015 e 2016, considerado potencialmente desestabilizador.
Na ausência de acordo dentro da UE para aliviar a Grécia e a Itália de uma parte dos imigrantes que chegaram até à data nas suas costas, os refugiados - atualmente mais de 13.000 - estão confinados nas ilhas de Samos, Lesbos ou Chios.
Rússia expulsa 23 diplomatas britânicos na crise de ex-espião envenenado
AFP/Arquivos / Alexander NEMENOVEmbaixador britânico Laurie Bristow
A Rússia anunciou neste sábado (17) que expulsará 23 diplomatas britânicos, fechará um consulado britânico e encerrará as atividades do British Council em resposta às ações "provocativas" de Londres após o envenenamento de um ex-agente duplo russo.
O governo russo fez este anúncio depois de convocar o embaixador britânico Laurie Bristow, na véspera da eleição presidencial que muito provavelmente dará a Vladimir Putin seu quarto mandato no Kremlin.
A primeira-ministra britânica, Theresa May, respondeu assegurando que as represálias de Moscou não mudariam "nada quanto aos fatos nem a culpa" da Rússia no envenenamento do ex-espião russo Serguei Skripal e sua filha Yulia.
Os dois seguem em estado crítico depois de serem expostos em 4 de março a um agente neurotóxico na cidade inglesa de Salisbury.
O governo britânico já havia "antecipado uma resposta deste tipo", afirmou May. O Conselho de Segurança Nacional britânico vai se reunir na próxima semana "para analisar os próximos passos", de acordo com o ministério das Relações Exteriores.
"Vinte e três membros da equipe diplomática da embaixada britânica em Moscou são declarados persona non grata e serão expulsos dentro de uma semana", anunciou o ministério das Relações Exteriores da Rússia.
Londres acusou Moscou pelo envenenamento e apontou diretamente o presidente russo Vladimir Putin, provocando o descontentamento do Kremlin.
Esta decisão é a resposta às "ações provocativas" do Reino Unido e às "acusações infundadas sobre o incidente em Salisbury", indica o anúncio em referência ao envenenamento.
O governo russo também anunciou que retirará do Reino Unido a licença de atividade de seu consulado em São Petersburgo.
O ministério assegurou que isso se deve à "disparidade" no número de missões diplomáticas entre os dois países, acrescentando que cumpre assim a lei internacional.
Moscou também decidiu cessar as atividades do British Council, a organização internacional do Reino Unido para as relações culturais e oportunidades educacionais, em todo o país.
"Devido a falta de regulação do British Council na Rússia, suas atividades serão interrompidas", indicou a chancelaria.
O British Council reagiu, afirmando estar "profundamente decepcionado" com a decisão russa.
- Advertência de novas medidas -
O ministério russo também advertiu o Reino Unido que "se forem tomadas mais ações hostis contra a Rússia, o lado russo reserva o direito de aplicar outras medidas em resposta".
A primeira-ministra britânica, Theresa May, anunciou na quarta-feira a expulsão de 23 diplomatas russos e a suspensão dos contatos bilaterais de alto nível após o ataque a Skripal.
Ela afirmou que mais medidas poderiam ser tomadas contra a Rússia, observando que tanto a Otan como o Conselho de Segurança da ONU abordaram a questão do ataque.
O ex-espião havia levado sua filha, que acabara de chegar de Moscou para visitá-lo, para comer antes que os dois fossem encontrados em estado crítico em um banco de um parque.
Este episódio reavivou a lembrança do que aconteceu com Alexander Litvinenko, um dissidente russo que morreu envenenado com polônio radioativo em um ataque no Reino Unido em 2006. Este crime também foi imputado a Moscou por Londres.
A Rússia insiste que não tinha motivos para matar Skripal. A substância utilizada no ataque seria o Novichok, um poderoso agente neurotóxico criado pela União Soviética, e seria o primeiro ataque do tipo na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou na sexta-feira que as declarações do ministro das Relações Exteriores britânico, Boris Johnson, vinculando Putin ao ataque eram "escandalosas e imperdoáveis".
O próprio Putin não fez comentários públicos sobre o caso, além de declarar a um repórter da BBC esta semana: "Primeiro investiguem e depois conversaremos".
Os líderes da União Europeia devem abordar a questão em uma cúpula em Bruxelas na próxima semana. O assunto também está na agenda das conversações programadas para segunda-feira entre Johnson, seus colegas europeus e o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg.
Milhares de civis fogem de duas frentes de combates na Síria
AFP / George OURFALIANCivis sírios fogem de Ghuta Oriental, em 16 de março de 2018.
Milhares de civis fugiam neste sábado (17) na Síria, onde a guerra se agita em duas frentes diferentes: em Afrin, enclave curdo no noroeste do país, e na última fortaleza rebelde de Ghuta Oriental, nas proximidades de Damasco.
O regime sírio de Bashar al-Assad, apoiado por seu aliado russo, continua seus bombardeios em Ghuta, onde reconquistou mais de 80% do bastião rebelde por meio de uma violenta ofensiva lançada em 18 de fevereiro que resultou na fuga de civis.
Pelo menos 37 civis, entre eles quatro crianças, foram mortos nos ataques aéreos deste sábado na cidade de Zamalka, de acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH).
Mais de 1.400 civis, incluindo 274 crianças, morreram desde que o início da ofensiva.
Para escapar da escassez de água, alimento e medicamentos, dos bombardeios e da morte, mais de 20 mil pessoas deixaram o enclave neste sábado, elevando a 50 mil o número de civis que fugiram da área desde quinta-feira, de acordo com o OSDH.
Os civis não têm escolha senão buscar refúgio nas áreas controladas pelo regime, apesar dos temores de represálias, segundo a ONG.
Em outra frente da guerra que devasta a Síria há mais de sete anos, mais de 200 mil civis deixaram suas casas na cidade de Afrin desde quarta-feira à noite, fugindo do fogo da artilharia turca, de acordo com o OSDH.
A guerra na Síria, que começou após a repressão violenta do regime a manifestações pró-democracia em 2011, tornou-se um conflito complexo, com o envolvimento de potências estrangeiras. Já fez mais de 350.000 mortos e milhões de deslocados e refugiados.
Graças ao apoio da Rússia, o regime de Bashar al-Assad conseguiu reconquistar 70% do enclave rebelde de Ghuta, segundo o OSDH.
- Situação aterrorizante -
AFP / George OURFALIANHabitantes de Afrin fogem da cidade, em 16 de março de 2018
A televisão estatal síria exibia imagens do fluxo contínuo de civis chegando nas áreas controladas pelo exército.
Mulheres idosas vestidas de preto, jovens exaustas caminhado em uma estrada empoeirada carregando cobertores em seus braços.
As autoridades abriram abrigos improvisados nos arredores de Damasco para receber os deslocados, especialmente na cidade de Adra, no norte de Ghuta.
"Não temos onde dormir, não temos cobertores, só distribuíram um. As mulheres e as crianças se instalaram no chão", lamenta Abu Jaled, de 35 anos, que encontrou refúgio em uma escola convertida em abrigo temporário.
Em Duma, a principal cidade do enclave, continuaram neste sábado as evacuações médicas pelo quinto dia consecutivo, segundo um correspondente da AFP.
Enquanto o regime continua seu avanço na região, os grupos rebeldes islâmicos Jaish al-Islam, Faylaq al-Rahman e Ahrar al-Sham, cada um presente em um dos três setores assediados de Ghuta, se mostraram dispostos a "negociações diretas" com a Rússia, sob supervisão da ONU, para obter uma trégua.
Os rebeldes de Ghuta disparam regularmente obuses e foguetes contra Damasco. Um desses obuses matou neste sábado um civil segundo o OSDH.
- Situação aterradora -
Em Afrin, onde as forças pró-turcas cercam quase toda a cidade, 11 civis morreram neste sábado em um bombardeio ao tentarem sair da cidade, informou o OSDH.
Os habitantes só têm um único corredor para fugir pelo sul para territórios controlados pelos curdos ou pelo regime.
"A situação é aterrorizante", diz o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman. "Houve combates violentos durante a noite na periferia norte da cidade de Afrin. As forças turcas e seus aliados sírios tentam entrar na cidade".
Na sexta-feira à noite, 16 civis morreram em um bombardeio turco contra o principal hospital da cidade de Afrin, de acordo com o OSDH. O exército turco negou esse ataque.
O bombardeio turco causou "destruição significativa" no hospital, o maior da região, que ficou "fora de serviço", de acordo com seu diretor Jiwan Mohamad, citado pela agência de notícias oficial síria Sana.
A Turquia e seus aliados rebeldes sírios cercam esta cidade como parte da ofensiva lançada em 20 de fevereiro contra a milícia curda das Unidades de Proteção do Povo (YPG), acusada por Ancara de ser um grupo "terrorista", mas que é aliada dos Estados Unidos na luta contra os jihadistas.
Putin rumo ao quarto mandato na Rússia, apesar de críticas ocidentais
AFP / Alexander NEMENOVMembros de uma comissão local eleitoram preparam as urnas em uma seção eleitoral de Moscou, em 17 de março de 2018
Os russos começaram a votar na manhã deste domingo (18) - hora local, tarde de sábado no Brasil - em eleições presidenciais que devem confirmar Vladimir Putin para um quarto mandato, em um momento em que o país enfrenta um isolamento crescente pelo caso de envenenamento de um ex-espião russo e uma nova rodada de sanções americanas.
A votação começou às 08H00 locais de domingo (17h00 de sábado, hora de Brasília) no ponto mais oriental do país e se encerrará em Kaliningrado, o mais ocidental, às 15H00 de domingo, hora de Brasília. Mais de 107 milhões de eleitores foram convocados a votar no maior país do mundo, que tem onze fusos horários.
A rede de TV pública Rossiya 24 mostrou imagens da abertura dos centros de votação em Petropavlovsk-Kamchatski, na península de Kamchatka, e em Anadyr, no distrito autônomo de Chukotka.
Acusado por Londres de ter "ordenado" o envenenamento do ex-agente no Reino Unido, vilipendiado pela ONU por seu apoio a Bashar al-Assad na Síria e confrontado com novas sanções dos Estados Unidos por acusações de interferência nas eleições de 2016, Putin enfrentou uma onda de críticas de intensidade sem precedentes.
As negativas, as acusações cruzadas e adoção de sanções recíprocas marcaram a semana e são o resumo de um mandato em que a Rússia voltou ao cenário internacional, em um clima de Guerra Fria, tendo como pano de fundo o conflito na Síria, a anexação da Crimea e a insurreição no leste da Ucrânia por separatistas apoiados por Moscou, de acordo com Kiev e o Ocidente.
Mas, Putin, sempre impassível, encerrou uma campanha minimalista ao encontrar-se com agricultores, pronunciando um discurso de dois minutos em um show na Crimeia e tirando selfies com os jovens.
Com cerca de 70% das intenções de voto de acordo com as últimas pesquisas, o homem forte da Rússia, elogiado por ter restaurado a estabilidade após a caótica década de 1990, embora, de acordo com seus detratores à custa das liberdades individuais, não tem motivos para preocupação.
De acordo com todas as previsões, Putin, de 65 anos, deve ser confirmado no poder até 2024, um quarto de século depois de ser nomeado sucessor de Boris Yeltsin.
Da península de Kamtchatka ao enclave de Kaliningrado, os 107 milhões de eleitores deste imenso país com onze fuso horários começarão a votar este sábado às 20h00 GMT (17h00 de Brasília) e as urnas serão fechadas no domingo às 18h00 GMT (15h00 de Brasília).
O segundo candidato, Pavel Grudinin, do Partido Comunista, tem 7% das intenções de voto e o terceiro, o ultranacionalista Vladimir Zhirinovski, cerca de 5%.
- Geração Putin -
A ausência mais notável nesta eleição presidencial é a do opositor Alexei Navalny, o único capaz de mobilizar dezenas de milhares de pessoas, mas que foi impedido de concorrer em razão de uma condenação judicial.
Portanto, o objetivo principal do Kremlin nesta campanha era convencer os eleitores de ir às urnas, especialmente a "geração Putin", os jovens que votam pela primeira vez e que viveram toda a sua vida tendo ele como líder.
AFP / Yuri KADOBNOVMulher russa faz campanha por Vladimir Putin em Moscou, em 16 de março de 2018
Apesar do envenenamento no Reino Unido de Serguei Skripal e de sua filha ter poucas chances de influenciar o voto dos russos, acostumados a acusações ocidentais contra Moscou, este incidente poderia antever o tom do próximo mandato, o último a que Putin pode aspirar, de acordo com a Constituição.
"As consequências na política externa para a Rússia serão mais graves" do que dentro, acredita Alexandre Baounov, especialista do Instituto Carnegie em Moscou.
- "Resistimos" -
Durante a campanha, o Kremlin fez todo o possível para que a participação, verdadeiro barômetro desta eleição, fosse a mais alta possível, especialmente após a chamada a um boicote por Navalny.
O presidente russo quase não fez campanha e se contentou com duas aparições de dois minutos cada, evitando os debates na televisão.
Putin procurou enfatizar o papel da Rússia como potência mundial, uma visão recentemente ilustrada em um discurso no parlamento em que se gabou dos novos mísseis do exército russo.
"Nos Estados Unidos e na Europa, eles tentam nos dobrar, colocar-nos de joelhos, mas resistimos", disse Serguei Babaiev, um eleitor de Moscou de 55 anos.
"Nos prometeram uma crise e nos aguentamos. Essa é a principal qualidade de Putin, ele está no centro do nosso Estado", afirmou.
copiado https://www.afp.com/pt/
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