Após 3h, policiais deixam sede de TV a cabo do grupo Clárin
Não se sabe quem deu ordem para retirada; Cablevisón acusa policiais de ocupação ilegal
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A operação começou por volta das 10h (horário local) e se estendeu até às 13h, quando policiais e funcionários do Judiciário deixaram o prédio, após advogados da empresa reclamarem que eles não tinham jurisdição para levar a cabo a varredura. Ainda não está claro, no entanto, quem deu a ordem de retirada da Gendarmeria, corporação que responde ao Ministério de Segurança Nacional. De acordo com Dámian Cassino, um dos advogados da Cablevisión, informou que o grupo midiático já apresentou queixas por ocupação ilegal, violação de domicílio, abuso de autoridade e exibição de armas. Os policiais deixaram o prédio em Buenos Aires em posse de papéis e documentos da Cablevisión.
O advogado do funcionário designado pela Justiça, Enrique Anzoise, para levar a cabo a operação explicou que vai pedir por uma nova intervenção.
- Vamos apresentar um informe detalhados dos fatos. Pretendemos que a Justiça dê ordens que permitam nossa trabalho. A resolução judicial aponta para a necessidade de evitar a competição desleal e o abuso de posição dominante no mercado por parte do Cablevisión - disse Ricardo Mastronardi na saída do prédio.
Ainda de acordo com o diário “Clarín”, a medida foi determinada em resposta a uma denúncia apresentada pelo grupo midiático Vila-Manzano, "alinhado ao kirchnerismo", com atuação nacional. O jornal, que faz dura oposição ao governo de Cristina Kirchner, afirma que a ação da força policial "praticamente não tem antecedentes".
O site não esclarece quais seriam as denúncias apresentadas contra a Cablevisión, mas um processo em Mendoza, iniciado por uma denúncia da empresa Supercanal, do grupo Vila-Manzano, opõe as duas organizações rivais. A ação tem como objetivo anular a fusão da Cablevisión com a companhia Multicanal. A Secretaria de Comunicação do governo emitiu uma resolução anulando a fusão.
De acordo com o "La Nación", o grupo Clarín já havia pedido o afastamento da juíza Olga Pura de Arrabal por supostos vínculos com o Supercanal. Os filhos da magistrada trabalhariam para a empresa do grupo Vila-Manzano, e o mais velho deles é afilhado de um de seus diretores. O afastamento foi recusado pela Câmara Federal de Mendoza.
O governo de Cristina Kirchner disse ao “La Nacion” que a Gendarmeria Nacional atuou “como apoio auxiliar da Justiça”.
Revista de bolsas e 50 agentes em ação
Cerca de 50 policiais da Gendarmeria entraram na empresa acompanhados por funcionários do judiciário e por jornalistas de veículos do grupo Vila-Manzano. Um dos andares da empresa foi ocupado enquanto as autoridades exigem documentos da empresa. O jornal afirma que as bolsas das pessoas que entram no prédio estão sendo revistadas.
Em um comunicado, a Cablevisión acusou a empresa responsável pela denúncia de promover uma "manobra com o auxílio de um juiz de Mendoza para tentar intervir" na TV, em um ato "sem precedentes que se inscreve na sistemática campanha de perseguição que o governo nacional realiza contra as empresas do grupo Calrín".
A Gendarmeria Nacional é uma força é uma força vinculada ao Ministério da Segurança, com atuação nas áreas de segurança interna, defesa nacional e apoio à política externa, segundo seu site oficial.
COPIADO : http://oglobo.globo.com/
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