Operação Dedo de Deus: em 30 dias, bicheiros
movimentavam R$ 3 mi somente em Duque de Caxias
Para carregar todo o dinheiro, Polícia Civil precisou usar um carrinho de supermercado
Polícias civis encontraram nesta terça-feira (20) uma planilha com anotações do jogo do bicho na casa do tio do contraventor Hélio Ribeiro de Oliveira, o “Helinho da Grande Rio”. Os documentos mostram que no mês de setembro o grupo arrecadou mais de R$ 3 milhões apenas em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, revelando que o esquema era bastante lucrativo. Helinho é presidente administrativo da escola de samba Grande Rio e um dos suspeitos de envolvimento no esquema desmantelado pela polícia.
Veja fotos da operação
Os agentes encontraram quase R$ 3 milhões dentro da mansão, localizada na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. Para conseguir carregar todo o dinheiro, os agentes tiveram que usar um carrinho de supermercado.
O corregedor da Polícia Civil Gilson Emiliano afirmou ainda que o dinheiro foi enviado ao banco para que fosse formalmente contabilizado. Além de anotações e de escritura de imóveis, uma réplica de um AK-47 também foi encontrada.
Como o mandado ainda não havia sido expedido até a madrugada desta terça-feira, os policiais ficaram de plantão durante toda a noite para garantir que ninguém entraria ou sairia do imóvel. Para evitar que qualquer objeto fosse retirado do local, os moradores estavam sendo impedidos de sair de carro de dentro da residência. Para poder observar toda a movimentação, eles tiveram que subir numa árvore para vigiar a área.
Chefes manipulam resultados para evitar prejuízos
Quando conseguiram o mandado e puderam entrar no imóvel, vasculharam todos os cômodos e descobriram a vasta quantia em dinheiro em lugares inusitados. Entre eles, havia montantes dentro de ralos e no esgoto da mansão. Também tinha dinheiro escondido da geladeira, no forro de um telhado, no vaso sanitário e em cômodos falsos.
Além do dinheiro, a polícia apreendeu papéis rasgados que podem ser anotações do esquema de contravenção, além de escrituras de imóveis. Dentro do imóvel também foi encontrada uma réplica de uma AK-47. Após a contagem do dinheiro, ele será depositado em uma conta do poder judiciário.
Veja fotos da operação
Os agentes encontraram quase R$ 3 milhões dentro da mansão, localizada na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. Para conseguir carregar todo o dinheiro, os agentes tiveram que usar um carrinho de supermercado.
O corregedor da Polícia Civil Gilson Emiliano afirmou ainda que o dinheiro foi enviado ao banco para que fosse formalmente contabilizado. Além de anotações e de escritura de imóveis, uma réplica de um AK-47 também foi encontrada.
Como o mandado ainda não havia sido expedido até a madrugada desta terça-feira, os policiais ficaram de plantão durante toda a noite para garantir que ninguém entraria ou sairia do imóvel. Para evitar que qualquer objeto fosse retirado do local, os moradores estavam sendo impedidos de sair de carro de dentro da residência. Para poder observar toda a movimentação, eles tiveram que subir numa árvore para vigiar a área.
Chefes manipulam resultados para evitar prejuízos
Quando conseguiram o mandado e puderam entrar no imóvel, vasculharam todos os cômodos e descobriram a vasta quantia em dinheiro em lugares inusitados. Entre eles, havia montantes dentro de ralos e no esgoto da mansão. Também tinha dinheiro escondido da geladeira, no forro de um telhado, no vaso sanitário e em cômodos falsos.
Além do dinheiro, a polícia apreendeu papéis rasgados que podem ser anotações do esquema de contravenção, além de escrituras de imóveis. Dentro do imóvel também foi encontrada uma réplica de uma AK-47. Após a contagem do dinheiro, ele será depositado em uma conta do poder judiciário.
Operação Dedo de Deus
A operação Dedo de Deus foi desencadeada no Rio de Janeiro, Bahia, Maranhão e Pernambuco. Entre os presos estão o ex-prefeito da cidade de Teresópolis, Mário Trincano, apontado como chefe do jogo ilegal na região serrana do Rio, e dois policiais militares da cidade de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
Até terça-feira (20), os agentes também apreenderam aproximadamente R$ 3,5 milhões, dezenas de computadores, documentos e joias. Apenas no barracão da escola de samba Beija-Flor de Nilópolis, na Cidade do Samba, região central do Rio, foram encontrados R$ 115 mil.
De acordo com o delegado Glaudiston Galeano Lessa, da Coinpol (Corregedoria Interna da Polícia Civil), as investigações da operação Dedo de Deus começaram há um ano a partir de denúncias de comerciantes que estariam sendo coagidos a manter pontos de apostas do jogo do bicho em seus estabelecimentos.
- De acordo com as denúncias, policiais estariam participando dessa coação. Os policiais envolvidos com a quadrilha também atuavam na liberação de material e pessoas durante operações policiais e com o vazamento de informações sobre ações de combate ao jogo. Durante operações, eles apresentavam apenas material que não comprometia os investigados e prendiam pessoas de pouca relevância na organização, liberando as pessoas realmente importantes.
Ex-prefeito de Teresópolis é preso
Entre os chefes do jogo que tiveram a prisão decretada, apenas o ex-prefeito de Teresópolis foi preso. Os outros contraventores procurados são o presidente de honra da escola de samba Beija-Flor de Nilópolis, Aniz Abrahão David, o Anísio, que atuava na Baixada Fluminense, principalmente em Nilópolis, Mesquita e Queimados; Hélio Ribeiro, o Helinho ; Iude Soares, que também é ligado à Grande Rio e age na mesma região; além de Luizinho Drumond, que é responsável pela exploração do jogo na Leopoldina e zona portuária carioca.
O delegado também explicou que a quadrilha era dividida em seis células, que agiam nas regiões de Rio de Janeiro, São João de Meriti, Duque de Caxias, Petrópolis, Nilópolis e Teresópolis. O grupo movimentava dezenas de milhares de reais por mês.
- As pessoas que tiveram a prisão decretada pertencem ao primeiro escalão da organização e que também atuam como intermediários até os apontadores. São pessoas que agem na parte administrativa e logística da quadrilha, como responsáveis por centrais de apuração, pessoas que levavam e distribuíam materiais, entre outras atividades.
Todas as pessoas presas vão responder pelos crimes de corrupção ativa e corrupção passiva, formação de quadrilha e jogo de bicho. Durante a ação, um helicóptero blindado da Polícia Civil parou sobre uma luxuosa cobertura em Copacabana e os policiais desceram até o imóvel. Participam da operação cem delegados, cinco promotores de Justiça e mais de 700 agentes da Polícia Civil.
COPIADO : http://noticias.r7.com/
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