‘Primeiro, é preciso gostar de si’, afirma budista americana
Carolyn Pasternak ensina a combater os sentimentos negativos, seja qual for a sua crença
GOSTAR DE SI: “Hoje encontramos muita frustração, solidão e infelicidade, embora as pessoas tentem bastante ter uma vida melhor. O primeiro passo é saber que temos de ser nossos melhores amigos. Há muitas técnicas para fazer isso; uma delas é relaxar e entender que temos um grande lar no nosso coração. Temos a mania de olhar para fora de nós para tentar encontrar a felicidade; nós a medimos pelas coisas que podemos ter, ou pelas relações com as pessoas. Também tentamos encontrar a felicidade em livros ou em técnicas como a ioga ou o Kum Nye, mas parece que algo continua faltando. Nós nos sentimos mal; às vezes choramos. Há muita confusão.
O problema é que estamos procurando nos lugares errados; temos que aprender a descobrir o que está no nosso coração — o que é desafiador; é preciso ter coragem para fazê-lo. É comum não estarmos conscientes de que não somos gentis conosco; muitas vezes nos sentimos culpados ou temos pensamentos negativos sobre nós. Para a nossa mente, é como se estivéssemos nos agredindo. É preciso perceber isso primeiro, para só então deixar de fazê-lo. Aí começamos a perceber as nossas qualidades, nossas características positivas. Precisamos ser primeiro amigos de nós mesmos; senão, não seremos amigos dos outros. O ser humano é muito especial, porque tem a capacidade de liberar sua mente e seu espírito.”
SER GENTIL CONSIGO: “Precisamos lembrar e valorizar pequenas experiências em que fomos bons, ou generosos; quando ajudamos alguém. E a cultivar isso. Devemos usar também nossa capacidade de amar para olhar o que está à nossa volta: perceber que uma flor é bonita, por exemplo, é sinal de que temos o belo em nós; caso contrário, não o teríamos reconhecido na flor.”
LIVRAR-SE DOS PENSAMENTOS NEGATIVOS: “Ao expandirmos a positividade no nosso coração, começamos a deixar menos espaço para os pensamentos negativos; e aprendemos a aceitá-los. Se você sente inveja de alguém, ou preguiça, essas são preocupações reais, porque isso não é saudável. Mas, se nos tornamos nossos amigos, percebemos que temos de trabalhar para mudar isso, e não rejeitar esses sentimentos e nos criticar. Se entramos nesse terreno de amizade conosco, podemos trabalhar qualquer coisa, física ou emocional.”
MEDITAR E RESPIRAR: “As pessoas acham que meditar é ficar sentado na almofada, quieto. Assim, elas vão dormir! Meditar é uma forma de começar a se conhecer, entender a própria mente. A gente pensa que se conhece, mas, muitas vezes, não, porque tem o hábito de se olhar pelo lado de fora. A respiração é parte da meditação, ajuda a relaxar naturalmente. Se ficarmos conscientes de como respiramos, aprendemos a relaxar e trazemos benefícios para nosso corpo.
Há bons livros para quem deseja aprender a meditar. Um título é "Gesture balance", do Tarthang Tulku. É a melhor forma de começar, para quem está na cultura ocidental. O Kum Nye é outra boa forma de começar, porque ensina você a observar o que acontece com seu corpo e sua mente, as suas sensações físicas e emocionais. E, assim, os sentimentos vêm à tona. Essas práticas não têm a ver com religião.”
ACEITAR A DOR: “É fantasioso imaginar a vida sem dor, sabemos que ela faz parte da vida. Mas, sendo amorosos, é mais fácil lidar com ela. Você fica mais equilibrado, no corpo e na mente. Somos sempre pegos de supresa por coisas inesperadas. Mas não podemos nos deixar levar por elas.”
DRIBLAR O ESTRESSE: “O estresse sempre existiu. Mas parece que ele está mais forte. O mundo hoje é muito rápido. Antes, éramos afetados só pelo que estava à nossa volta; agora, o mundo está todo muito próximo, e as pessoas tentam muito se informar para entender tudo isso e encontrar maneiras de conduzir sua vida de uma forma significativa e feliz. Mas, na maioria nas vezes procuramos do lado de fora o que temos dentro de nós.” COPIADO : http://oglobo.globo.com/saude
COPIADO : http://oglobo.globo.com/saude
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