23/12/2011 - 15h26
Setor aéreo puxa alta em pedidos de duráveis nos EUA
DA REUTERS, EM WASHINGTON
Os novos pedidos para bens manufaturados dispararam em novembro ante a forte demanda por aeronaves, mas um termômetro dos planos de gastos das empresas caiu pelo segundo mês, sugerindo um esfriamento dos investimentos. As encomendas de bens duráveis dispararam 3,8% depois de ficarem estáveis em outubro, disse o Departamento de Comércio nesta sexta-feira. Economistas tinham previsto encomendas em alta de 2%, de uma queda anterior de 0,5%.
Bens duráveis abrangem de torradeiras a itens caros, como aeronaves, que devem durar pelo menos três anos.
Excluindo transportes, as encomendas aumentaram 0,3% após elevação de 1,5% em outubro. Encomendas de capital fora do setor de defesa excluindo aeronaves, um indicador observado de perto para os gastos das empresas, caíram 1,2%.
A categoria havia apresentado queda de 0,9% em outubro. Economistas esperavam ganho de 1% no mês passado.
O gasto das empresas, que ajudou a economia a se recuperar da recessão de 2007 a 2009, está desacelerando, mas analistas ainda esperam que as corporações mantenham cerca de US$ 2 trilhões em dinheiro para continuar investindo em capital.
As encomendas de bens duráveis no mês passado foram impulsionadas por um crescimento de 14,7% em equipamentos de transporte, já que as encomendas para aeronaves civis aumentaram 73,3%.
A Boeing recebeu 96 encomendas de aeronaves, de acordo com o website da fabricante de aviões, acima das sete encomendas em outubro.
As encomendas para veículos motorizados, contudo, diminuíram 0,5% depois de terem aumentado 5,9% no mês anterior.
Fora o setor de transporte, os detalhes do relatório foram mistos, com as encomendas de maquinário aumentando, mas a demanda por computadores e produtos relacionados em queda.
O declínio nas encomendas por veículos motorizados, computadores e equipamentos elétricos pode estar relacionada às interrupções no canal de suprimento em seguida à enchente na Tailândia.
As vendas de bens de capital de fora do setor de defesa excluindo aeronaves, que entram no cálculo do PIB (Produto Interno Bruto), caíram 1% depois de declinarem 0,8% em outubro.
COPIADO : http://www1.folha.uol.com.br/mundo
Nenhum comentário:
Postar um comentário