Tecnologia contra o pânico
POR Maria Inez Magalhaes
Rio - ‘Usuário em situação de perigo”. O aviso na tela do sistema de segurança de um condomínio na Barra é o sinal de que um morador foi rendido na portaria por criminoso que quer entrar. O alerta é enviado sem chamar a atenção do bandido através da ‘digital do pânico’ — impressões digitais de um dedo cadastradas especialmente para anunciar a situação de perigo. As digitais de outro dedo são usadas para abrir o portão. Isso mesmo! Dois dedos são cadastrados: um para acionar controles e outro para indicar o momento de pânico. Quem recebe o alerta chama a polícia.
O controle de acesso biométrico de pedestre é um dos mais modernos equipamentos de segurança usados por moradores das grandes cidades, que cada vez mais recorrem às novas tecnologias para se proteger da violência. Só em janeiro, foram registrados 35 roubos a residências. Sete a mais que no mesmo mês no ano passado. O aumento da violência aquece as vendas de itens de segurança. “Adquirimos o equipamento por prevenção porque o movimento de entrada e saída do condomínio é muito grande. O equipamento intimida estranhos”, justifica o gerente administrativo, Igor Baltazar.
Segundo a supervisora comercial da Segmix Soluções Tecnológicas, que comercializa o produto, Dayane Gomes, já representa 70% das vendas da empresa, com clientes no Rio e da Baixada. Há dois anos, o porteiro de um prédio no Centro do Rio foi trancado no banheiro por ladrões. O edifício foi invadido por oito assaltantes há quatro meses. Após os ataques, o imóvel foi equipado com o botão de pânico da Teleatlantic Monitoria de Alarmes 24 Horas. O equipamento pode ser levado no bolso e acionado a até 20 metros do local do crime. “Agora trabalho mais seguro”, diz o porteiro. O sinal do botão de pânico é emitido para a central, que entra em contato com o cliente por telefone. Uma palavra é a senha para dizer que está em perigo. “Se não atender, chamamos a polícia”, explica o gerente regional da empresa no Rio, Luiz Otávio Costa.
Proteção para dificultar que vidros sejam quebrados
Novas tecnologias circulam nas ruas do Rio. Diretor da Concessionária Simcauto, Thiago Caetano, 31 anos, não tem mais medo de deixar objetos no carro. Isto porque ele instalou nos vidros do veículo a lâmina de segurança, fabricada na Inglaterra pela Pentagon Suplaglass. O produto, que também usado em residências, custa em torno de R$ 1.400 em carros.
Semelhante à película comum usada para reduzir a transparência em veículos, ela resiste a impactos. “Só não segura tiros. Joguei uma chave de roda e o vidro não quebrou. Instalei também no carro da minha esposa. Para mulher, é um item de segurança importante”, diz Thiago.
Quinta-feira, quatro mulheres foram assaltadas em sinais da Zona Sul após terem os vidros dos carros quebrados por bandidos. “O aumento desse tipo de crime tem levado muitos motoristas a optarem pela lâmina. Temos feito até 100 instalações por mês, principalmente em carros de mulheres”, disse o gerente comercial da PHDF, que importa o produto, Antônio Zuccarelli.
Controle mesmo de longe
A tecnologia tem sido uma aliada na segurança da casa ou da empresa até para quem está distante delas. Desenvolvido pela Teleatlantic, o sistema Tele on line avisa ao cliente por mensagem de texto no celular ou por e-mail que o alarme do imóvel foi acionado fora do horário programado. Nesse caso, um supervisor é mandado ao local para verificar o que está acontecendo. É a tele ronda, serviço de segurança da empresa. “Se o funcionário constatar situação de perigo, ele chama a polícia”, explica Costa.
Aumento de roubos a residências
Dados do Instituto de Segurança Pública mostram que houve aumento no número de roubos a residência e de furtos de veículos em janeiro desse ano na comparação com o mesmo período do ano passado. Em janeiro de 2011, foram registrados 28 assaltos a residências contra 35 no mesmo mês desse ano. Foram 648 furtos de carro em janeiro e 611 no mesmo período de 2011. “A tecnologia ajuda, principalmente produzindo provas para as investigações, mas sozinha não é eficaz. É preciso que o estado atue mais reforçando a segurança pública”, avalia um policial.
copiado : http://odia.ig.com.br/
Igor Baltazar mostra como funciona o sistema de segurança | Foto: Fábio Gonçalves / Agência O Dia
Proteção para dificultar que vidros sejam quebrados
Quinta-feira, quatro mulheres foram assaltadas em sinais da Zona Sul após terem os vidros dos carros quebrados por bandidos. “O aumento desse tipo de crime tem levado muitos motoristas a optarem pela lâmina. Temos feito até 100 instalações por mês, principalmente em carros de mulheres”, disse o gerente comercial da PHDF, que importa o produto, Antônio Zuccarelli.
Controle mesmo de longe
A tecnologia tem sido uma aliada na segurança da casa ou da empresa até para quem está distante delas. Desenvolvido pela Teleatlantic, o sistema Tele on line avisa ao cliente por mensagem de texto no celular ou por e-mail que o alarme do imóvel foi acionado fora do horário programado. Nesse caso, um supervisor é mandado ao local para verificar o que está acontecendo. É a tele ronda, serviço de segurança da empresa. “Se o funcionário constatar situação de perigo, ele chama a polícia”, explica Costa.
Aumento de roubos a residências
Dados do Instituto de Segurança Pública mostram que houve aumento no número de roubos a residência e de furtos de veículos em janeiro desse ano na comparação com o mesmo período do ano passado. Em janeiro de 2011, foram registrados 28 assaltos a residências contra 35 no mesmo mês desse ano. Foram 648 furtos de carro em janeiro e 611 no mesmo período de 2011. “A tecnologia ajuda, principalmente produzindo provas para as investigações, mas sozinha não é eficaz. É preciso que o estado atue mais reforçando a segurança pública”, avalia um policial.
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