Conheça os países que mais desrespeitam a liberdade de imprensa

srilankalandoftheblindsrilankalandoftheblind
Foto 1 de 11

Wikimedia Commmons


Foto 1 de 11
A liberdade de imprensa é uma conquista civil histórica para a humanidade. Para muitos que vivem em democracias, como a brasileira, parece que a mídia sempre teve o direito de investigar e denunciar qualquer caso de interesse público.

Porém, por trás deste direito muitos tiveram que lutar e morrer para enfim desfrutarmos de espaço para expressarmos as ideias sem cortes nem censura.

Nesta quinta-feira (3), é celebrado o dia internacional da liberdade de imprensa, por isso é importante lembrar que muitos países no mundo ainda vivem sob governos autoritários, onde livre-arbítrio não existe e o cidadão não dispõem de meios independentes para se expressar, ler, ver e ouvir.

Conheça a seguir uma lista elaborada pela organização internacional CPJ (Comitê para Proteger Jornalistas) com os dez países com os piores mecanismos de censura contra a imprensa livre no mundo



Ronen Zvulun/ReutersRonen Zvulun/Reuters
Foto 2 de 11

1º Eritreia
No pequeno país africano, localizado numa das regiões mais pobres do mundo, apenas os órgãos de mídia estatal podem operar. Sob o comando desde 1993 do presidente Isaias Afewerki, a Eritreia é considerada uma ditadura por ter prendido sem julgamento o maior número de jornalistas no mundo que se tem notícia.

A censura no país é fortíssima, além de proibir qualquer mídia independente no país, os meios estatais só podem noticiar o que for diretamente aprovado pelo poderoso ministro da informação Ali Abdu.
A internet é totalmente controlada pelo governo e não existe acesso via celular.

Na imagem, crianças da Eritreia imploram para não serem deportadas de volta ao país de origem
AFPAFP
Foto 3 de 11
2º Coreia do Norte

Governada pelo ditador Kim Jong-um, a Coreia do Norte aparece em segundo lugar. Todo o conteúdo dos 12 jornais e 20 periódicos que circulam no país tem origem na agência central coreana de notícias.

As principais notícias que circulam são sempre vinculadas à grandiosidade do país e aos feitos do seu líder ditador.

A única forma de saber o que está acontecendo fora da censura é via DVDs e pen drives que entram ilegalmente no país.

Na imagem o líder norte-coreano é reverenciado pelos militares do país





OSEPH EID/AFP
3º Síria
A Síria vive atualmente um dos piores conflitos civis da sua história.

Rebeldes enfrentam o governo do presidente Bashar AL-Assad, na busca por mais democracia.

Mesmo diante da situação conturbada, o governo permanece vigilante em relação à liberdade de imprensa. Poucas imagens do conflito conseguiram romper a censura.

Desde novembro de 2011, pelo menos nove jornalistas morreram no país.
Na imagem a destruição causada pela guerra travada entre oposição e governo



BEHROUZ MEHRI/AFPBEHROUZ MEHRI/AFP
Foto 5 de 11
4º Irã

O poderoso país persa, liderado pelo presidente Mahmoud Ahmadinejad, costuma executar prisões em massa para intimidar a população e os jornalistas.

Qualquer movimento dissidente é combatido a ferro e fogo. Publicações são frequentemente banidas e deixam de circular de uma hora para outra sem qualquer tipo de julgamento.

Muitos jornalistas que conseguiram fugir do regime relataram torturas e abusos de poder contra a liberdade de imprensa.

O Irã possui hoje um dos sistemas mais avançados de censura na internet. Os técnicos estatais desenvolveram mecanismos que identificam programas que burlam a censura.

O governo também desliga transmissões via satélite ao país quando conveniente
Oleg Nikishin/Getty ImagesOleg Nikishin/Getty Images
Foto 7 de 11
6º Uzbequistão

Não existe qualquer tipo de veículo jornalístico independente para a população uzbeque. Governado pelo presidente Islam Karimov, o Uzbequistão sofre pressão internacional para melhorar as condições da imprensa.

Quando oportuno para o governo, muitos jornalistas são perseguidos e presos sob o pretexto de insultarem as tradições nacionais.

Os opositores Muhammad Bekjanov e Yusuf Ruzimuradov são os jornalistas presos a mais tempo no mundo.

Na imagem mulheres uzbeques




Wikimedia Commmons
7º Burma

Mesmo após a transição do governo militar para um governo civil, sob o comendo do presidente Thein Sein (na foto ao lado de Hillary Clinton), a vasta estrutura da censura existente anteriormente continua de pé e funcionando.

Os veículos independente são proibidos de noticiar as informações diariamente. Apenas publicações semanais após aprovação da censura podem circular.

Alguns temas são totalmente proibidos, pen drives e serviços como VoIP são proibidos nos internet cafés do país.

Os jornalistas estrangeiros no país são vigiados pela polícia e seus vistos podem ser cassados diante de qualquer motivo que contrarie o governo




Khaled Desdouki/AFPKhaled Desdouki/AFP
Foto 9 de 11
8º Arábia Saudita

As leis de mídia na Arábia Saudita são altamente restritivas e imprecisas com penas severas e arbitrárias.

As autoridades locais têm o direito de nomear e demitir qualquer editor no país. Frequentemente sites são fechados e seus editores presos.

A mídia internacional só pode circular e noticiar no país respeitando a regras restritas impostas pelo governo




REUTERS/Desmond Boylan
Foto 10 de 11
9º Cuba

Todos os meios de comunicação são controlados pelo partido comunista que governa o país desde 1959.

O governo reconhece a liberdade de imprensa, contanto que esta esteja de acordo com os preceitos da sociedade socialista.

Há internet na ilha, porém sob sérias restrições. Jornalistas independentes só podem trabalhar em sites localizados fora do país.

É possível ver que a rigidez da censura está diminuindo. As prisões continuam, mas sem a tortura e violência de outros tempos

Joe Raedle/Getty ImageJoe Raedle/Getty Image
Foto 11 de 11
10º Bielorússia

Presidida desde 1994 por Aleksandr Lukashenko (na foto ao lado de Hugo Chávez), a Bielorússia persegue principalmente os jornalistas políticos que criticam o governo.

Lukashenko para se garantir no poder monitora a internet e acabou mandando para a ilegalidade toda a mídia independente que existia no país

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Postagem em destaque

Ao Planalto, deputados criticam proposta de Guedes e veem drible no teto com mudança no Fundeb Governo quer que parte do aumento na participação da União no Fundeb seja destinada à transferência direta de renda para famílias pobres

Para ajudar a educação, Políticos e quem recebe salários altos irão doar 30% do soldo que recebem mensalmente, até o Governo Federal ter f...