Educação
publicado em 11/05/2012 às 05h30:
Concursos públicos revelam falta de engenheiros especialistas em cargos públicos
Bianca Bibiano, do R7
A
Passarela da Rocinha, projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, em São
Conrado, zona sul do Rio de Janeiro, foi construída com verba do PAC e
liga o Complexo Esportivo da Rocinha à favela.
Com salários acima da média para o Poder Executivo, o Ministério do Planejamento chega a pagar entre R$ 10 mil e R$ 15 mil para os cargos. As vagas são destinadas a profissionais de engenharia, arquitetura, geografia e geologia que tenham grande experiência em projetos de planejamento.
De acordo com o secretário do PAC, Maurício Muniz, os cargos de analista e de especialista de infraestrutura foram criados para ajudar no andamento do programa e para tocar logo as obras previstas.
— Precisamos de gente especializada em planejamento e desenvolvimento de obras para definir os projetos do PAC. E, para atrair os profissionais mais gabaritados, criamos uma carreira no Ministério que tivesse salários competitivos com o mercado.
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Demanda também no setor privado
Ainda segundo Muniz, a necessidade de mão de obra especializada para destravar as obras do PAC gerou demanda de profissionais não apenas no governo federal, mas, principalmente, no setor privado.
— As empresas que executam as obras também demandam engenheiros e arquitetos especialistas, entre outros profissionais. É diante desse mercado competitivo pela busca de especialistas que procuramos novos profissionais.
O presidente do Instituto de Engenharia, Aluizio de Barros Fagundes, confirma que há uma grande procura por engenheiros, principalmente da área civil, mas ainda assim sobram vagas.
— Nos cursos superiores de engenharia, cerca de 50% das vagas não são preenchidas e o total que se forma não cobre a necessidade de um mercado aquecido.
De acordo com Fagundes, um engenheiro recém-formado recebe, em média, de R$ 5.000 a R$ 6.000.
— Com pouco tempo de experiência, eles já têm um salário alto. Para atrair os melhores, é importante oferecer mais do que eles já recebem. Além disso, a estabilidade também conta na hora de conseguir um bom engenheiro.
Mais vagas
Segundo Catarina Moreira, secretária de gestão do Ministério do Planejamento, mesmo com as recentes contratações ainda será necessário realizar novos concursos para pessoal especializado.
— O desenvolvimento dos setores viário, de saneamento, de energia, de produção mineral e de comunicações tende a crescer com o desenvolvimento do País. Isso gera uma demanda muito grande de especialistas.
Catarina, que gerencia os concursos do governo federal, concorda que faltam profissionais especializados para lidar com essas obras e que, por isso, os salários tendem a ser mais altos.
— Quando as vagas foram criadas, usamos o salário médio que um engenheiro mais experiente ganhava em 2007. Os próximos concursos vão precisar seguir a tendência de mercado e aumentar os rendimentos.
Ela também afirma que existe um projeto de lei, que ainda não foi votado, que prevê a criação de mais 150 vagas.
— Mesmo assim, não vamos suprir a demanda das obras.
Concurso aberto
O Ministério do Planejamento está com inscrições abertas até sexta-feira (11) para o concurso que irá selecionar candidatos a 149 vagas de analistas de infraestrutura, com salário inicial de R$ 9.980,25 para jornada de trabalho de 40 horas semanais.
Os interessados nas vagas devem ter nível superior completo em arquitetura, agronomia, geologia, geografia ou em qualquer área da engenharia.
Os candidatos devem acessar o site da Cespe/UnB , preencher a fixa de cadastro, e pagar taxa de participação no valor de R$ 110. COPIADO http://noticias.r7.com/educacao/:
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