POR MARINA DIAS
 
O líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), reagiu à iniciativa dos advogados paulistas Guilherme Abdalla e Ricardo Salles de protocolar uma denúncia de crime de responsabilidade contra o ministro do Supremo Tribunal Federal José Antonio Dias Toffoli, pedindo seu impeachment. De acordo com os advogados, Toffoli não pode julgar o processo que ficou conhecido como Mensalão em razão de sua proximidade com alguns dos réus.
 
"Não posso dissociar essa ação de um movimento político. É um componente menor que uma análise serena sobre pedir o impedimento de um ministro. A oposição sai menor desse episódio", afirmou o líder a Terra Magazine.
 
Por outro lado, o líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), endossa o pedido do advogados. Para ele, o ministro do STF "ignorou um compromisso assumido diante do Senado Federal de se julgar impedido de participar do julgamento". Esse compromisso, explica Dias, foi firmado durante sua sabatina, em setembro de 2009. "Há gravações do depoimento", afirmou o senador.
 
O tucano diz que Toffoli "não tem isenção para julgar o processo" e que o procedimento dos advogados terá "efeito político", uma vez que é uma "reação diante de algo que provoca desconforto no Supremo e na sociedade". "O julgador está evidentemente comprometido com os réus", completa o senador. A oposição, no entanto, não acredita que a iniciativa prospere, visto que a base do governo tem maioria no Congresso. 
 
Os advogados, ligados ao PSDB e ao Movimento Endireita Brasil, evocarão a Constituição Federal e o regimento interno do Senado para questionar a atuação de Dias Toffoli no julgamento do Mensalão, iniciado no STF no dia 2 de agosto. Na representação, é descrita a ação do ministro como advogado do PT e do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, um dos réus no caso.
COPIADO :  http://terramagazine.terra.com.br