Supremo vai julgar bloqueio de 30% no orçamento do ensino superior
O decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Celso de Mello, decidiu nesta sexta-feira (10) levar ao Plenário da Corte uma ação do Partido Democrático Trabalhista (PDT) que pede a suspensão do decreto que bloqueou 30% do orçamento de universidades e institutos federais para o segundo semestre deste ano. A marcação da data do julgamento dependerá do presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli.
Na ação protocolada na última sexta (3), o PDT pede que o decreto seja considerado inconstitucional. Além de determinar o julgamento colegiado, Ceso de Mello deu um prazo de 10 dias para que o presidente Jair Bolsonaro preste informações.
Vários outros processos questionando a determinação de cortes em universidades têm sido protocolados no Supremo desde a decisão anunciada pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub. Uma delas já tinha sido negada, na última quarta (4), pelo ministro Marco Aurélio Mello.
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O MEC afirma oficialmente que houve um "bloqueio preventivo" de 30% nos recursos previstos para chegar a todas as universidades e institutos federais no segundo semestre. Os cortes atingem as chamadas despesas discricionárias, destinadas a gastos como água, luz, limpeza, bolsas de auxílio a estudantes, entre outros.
Weintraub tem respondido às críticas afirmando que não trata-se de um corte, e sim um contingenciamento, já que os recursos poderão ser mantidos nas instituições se a situação fiscal do país melhorar nos próximos meses.

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