Publicado em 21/12/2011 às 14h52: Ativistas relatam 111 mortes
, com o R7
Ativistas relatam 111 mortes
no "dia mais sangrento" da Síria
França e oposição síria denunciam "massacre sem precedentes" nesta terça (20)
Imagem feita por um ativista com um telefone celular mostra protestos contra o presidente sírio Bashar al Assad na capital Damasco. Os opositores pedem que o Conselho de Segurança da ONU se reúne com urgência para discutir a situação na Síria, após denúncias de que forças de segurança mataram até 111 pessoas nesta terça-feira (20) no país
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Rami Abdulrahman, do Observatório Sírio para os Direitos Humanos, disse que 111 civis e ativistas foram mortos, além de haver cem vítimas entre desertores do Exército na província de Idlib. Segundo ele, esta terça-feira (20) foi no "dia mais sangrento da revolução síria" até agora.
"Houve um massacre de uma escala sem precedentes na Síria na terça", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da França, Bernard Valero.
- É imperativo que o Conselho de Segurança da ONU emita uma firme resolução pedindo o fim da repressão.
O Conselho Nacional Sírio, principal força da oposição, exigiu uma ação internacional para proteger os civis.
A escalada do número de mortos em nove meses de distúrbios populares aproxima a Síria cada vez mais de uma guerra civil. O presidente Bashar al Assad, de 46 anos, tenta parar os protestos com soldados e tanques, apesar das sanções internacionais impostas para levá-lo a aceitar reformas.
O Observatório disse que rebeldes destruíram 17 veículos militares em Idlib, uma Província na fronteira com a Turquia, desde domingo (18). Outros 14 membros das forças de segurança morreram na terça-feira em uma emboscada na Província de Deraa, ao sul, onde começaram os protestos contra Assad.
Os eventos na Síria são difíceis de comprovar porque as autoridades proibiram o trabalho da maior parte dos jornalistas independentes. Mas o banho de sangue de terça-feira elevou para mais de 200 número de mortes divulgado por ativistas nas últimas 48 horas.
Observadores internacionais chegam nesta quinta-feira ao país
O Conselho Nacional Sírio disse que 250 pessoas foram mortas na segunda (19) e na terça-feira em "massacres sangrentos", e que a Liga Árabe e as Nações Unidas devem proteger civis.
A entidade de oposição exigiu "uma sessão de emergência do Conselho de Segurança da ONU para discutir os massacres do regime [de Assad] em Jabal al Zawiyah, Idlib e Homs, principalmente", e pediu a criação de "zonas de segurança" sob proteção internacional.
Também disse que essas regiões deveriam ser declaradas áreas de desastre e instou o Crescente Vermelho Internacional e outras organizações humanitárias a fornecer ajuda.
Na terça-feira, o secretário-geral da Liga Árabe, Nabil Elaraby, disse que uma equipe de observação iria para a Síria na quinta-feira preparar o caminho para a chegada de 150 monitores no final de dezembro.
A Síria adiou durante semanas a assinatura de um protocolo, firmado na segunda-feira, para permitir a entrada dos monitores, que vão checar seu compromisso com o plano para acabar com a violência, retirar os soldados das ruas, libertar os prisioneiros e dialogar com a oposição.
Ativistas pró-democracia sírios estão céticos sobre o compromisso de Assad com o plano que, se implementado, poderia reforçar as exigências dos manifestantes pelo fim de seus 11 anos de governo, que se seguiram a três décadas de domínio sob seu pai.
As Nações Unidas disseram que mais de 5.000 pessoas foram mortas na Síria desde que os protestos anti-Assad começaram em março, encorajados por outros levantes populares no mundo árabe que derrubaram ditadores na Tunísia, Egito e Líbia até agora.
Copyright Thomson Reuters 2011 COPIADO : http://noticias.r7.com/
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