Egípcios voltam às urnas em dia calmo após onda de violência

Egípcios voltam às urnas em dia calmo após onda de violência

Praça Tahrir tem primeira noite de tranquilidade depois de cinco dias de confrontos

Com agências internacionais
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Mulher mostra prova do voto, em Giza, perto do Cairo Foto: MOHAMMED ABED / AFP
Mulher mostra prova do voto, em Giza, perto do Cairo MOHAMMED ABED / AFP
CAIRO - Depois de cinco dias de violência no Cairo, os egípcios voltaram às urnas nesta quarta-feira para as eleições parlamentares. Os confrontos, que deixaram um clima de pessimismo à democracia e provocaram críticas dos Estados Unidos às forças de segurança egípcias, foram seguidos por uma marcha que reuniu na terça-feira milhares de mulheres. O objetivo era denunciar ataques de militares às manifestantes.
Pela primeira vez na semana, a Praça Tahrir - principal palco dos protestos - e as ruas próximas tiveram uma noite tranquila. Na segunda-feira, policiais e soldados haviam usado gás lacrimogêneo e cassetete para empurrar para fora da praça, ainda de madrugada, os manifestantes que pedem o fim do governo militar, no poder desde a renúncia de Hosni Mubarak.
Os mais recentes confrontos, em que 14 pessoas morreram, ressaltaram a turbulência que acompanha a primeira eleição no Egito desde que Mubarak foi derrubado do poder, em fevereiro. Pouco antes da votação começar, ainda em novembro, a agitação na Praça Tahrir deixou 42 mortos.
Nove províncias, na maioria fora da capital, realizam votações de segundo turno nesta quarta e na quinta-feira. A eleição egípcia ocorre em várias etapas, durante seis semanas, cada uma com dois turnos, e termina em janeiro.
A junta militar que assumiu o poder após a queda de Mubarak disse que não deixará que a transição saia do rumo e prometeu entregar o poder a um presidente eleito até julho. Mas manifestantes na praça querem que o Exército volte aos quartéis antes disso.
- Se Deus quiser, completaremos a revolução até 25 de janeiro, derrubando o conselho militar - disse Mahmoud, um manifestante de 25 anos.
A insurgência contra Mubarak começou em 26 de janeiro e durou 18 dias.
COPIADO : http://oglobo.globo.com/

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