Grécia
por LusaHoje
Fotografia © Reuters/John Kolesidis
A campanha eleitoral na Grécia, que terminou na sexta-feira, não
conseguiu dissipar a incerteza sobre o governo que vai dirigir o país
num período crucial e que terá como principal tarefa o relançamento
económico.
Favorito do escrutínio, o
conservador Antonis Samaras e líder da Nova Democracia (ND), que
completa 61 anos no final do mês, promoveu na noite de quinta-feira o
seu último comício de campanha em Atenas, e lançou um vibrante apelo
para "isolar os nazis", numa referência ao partido neonazi Chyrssi Avghi
(Aurora Dourada), creditado com cinco por cento dos votos nas sondagens
e que pela primeira vez na história moderna da Grécia pode garantir
representação parlamentar.
Perante os seus militantes, Samaras rejeitou a possibilidade de uma coligação com o PASOK (Partido Socialista), com quem governa desde novembro numa inédita coligação, justificada pela urgência em evitar a falência do país.
"Peço para governar com um mandato forte em nome da estabilidade política", disse, antes de excluir qualquer cooperação com o seu rival Evangelos Venizelos -- o ex-ministro das Finanças e líder dos socialistas --, que "condenaria o país à estagnação".
Venizelos, que juntou os seus apoiantes num comício de encerramento de campanha na noite de sexta-feira em Atenas, tem pelo contrário sugerido a necessidade de uma nova coligação "ao centro", caso nenhum dos partidos garanta uma maioria confortável.
As sondagens têm atribuído 45 por cento dos votos aos partidos que se opõe aos planos de resgate, da extrema-direita à extrema-esquerda.
ara Samaras, creditado com o primeiro lugar mas longe da maioria absoluta, o principal desafio eleitoral consistiu em estancar a fuga dos eleitores de direita, para garantir uma posição de força durante as previsíveis negociações sobre a futura coligação governamental.
Perante um dirigente socialista que se afirma disposto a renovar a aliança governamental cessante, os resultados do escrutínio de domingo permanecem muito incertos, e aumentam os receios de um novo período de instabilidade política.
Perante esta ameaça, o líder dos socialistas agitou na quarta-feira o espetro de uma "saída do euro" caso a Grécia seja forçada a convocar novas eleições legislativas nas próximas semanas, ou caso os eleitores desertem do PASOK e votem na esquerda radical ou no Partido Comunista, reforçados pelo sua sistemática oposição aos planos de austeridade.
Vencedor nas eleições de 2009 com 44 por cento dos votos, que garantiu uma maioria absoluta, o PASOK arrisca-se agora a não ultrapassar os 20 por cento de votos, contra cerca de 25 por cento para a ND.
"No total, o bloco de indecisos representa 25 por cento, é um pesadelo", referiu à agência noticiosa AFP o analista Ilias Nikolakopoulos, do Instituto de Opinião, e quando a divulgação das sondagens está proibida desde 27 de abril.
Perante os seus militantes, Samaras rejeitou a possibilidade de uma coligação com o PASOK (Partido Socialista), com quem governa desde novembro numa inédita coligação, justificada pela urgência em evitar a falência do país.
"Peço para governar com um mandato forte em nome da estabilidade política", disse, antes de excluir qualquer cooperação com o seu rival Evangelos Venizelos -- o ex-ministro das Finanças e líder dos socialistas --, que "condenaria o país à estagnação".
Venizelos, que juntou os seus apoiantes num comício de encerramento de campanha na noite de sexta-feira em Atenas, tem pelo contrário sugerido a necessidade de uma nova coligação "ao centro", caso nenhum dos partidos garanta uma maioria confortável.
As sondagens têm atribuído 45 por cento dos votos aos partidos que se opõe aos planos de resgate, da extrema-direita à extrema-esquerda.
ara Samaras, creditado com o primeiro lugar mas longe da maioria absoluta, o principal desafio eleitoral consistiu em estancar a fuga dos eleitores de direita, para garantir uma posição de força durante as previsíveis negociações sobre a futura coligação governamental.
Perante um dirigente socialista que se afirma disposto a renovar a aliança governamental cessante, os resultados do escrutínio de domingo permanecem muito incertos, e aumentam os receios de um novo período de instabilidade política.
Perante esta ameaça, o líder dos socialistas agitou na quarta-feira o espetro de uma "saída do euro" caso a Grécia seja forçada a convocar novas eleições legislativas nas próximas semanas, ou caso os eleitores desertem do PASOK e votem na esquerda radical ou no Partido Comunista, reforçados pelo sua sistemática oposição aos planos de austeridade.
Vencedor nas eleições de 2009 com 44 por cento dos votos, que garantiu uma maioria absoluta, o PASOK arrisca-se agora a não ultrapassar os 20 por cento de votos, contra cerca de 25 por cento para a ND.
"No total, o bloco de indecisos representa 25 por cento, é um pesadelo", referiu à agência noticiosa AFP o analista Ilias Nikolakopoulos, do Instituto de Opinião, e quando a divulgação das sondagens está proibida desde 27 de abril.
Na
quinta-feira, o FMI decidiu recordar, a partir de Washington, que o
próximo governo grego deverá prosseguir o programa de reformas aprovada
pelo anterior executivo, em troca da ajuda financeira dos credores
públicos do país.
Um porta-voz do FMI anunciou ainda o regresso de uma missão à Grécia "após as eleições e logo que esteja constituído o novo governo".
COPIADO : http://www.dn.pt
Um porta-voz do FMI anunciou ainda o regresso de uma missão à Grécia "após as eleições e logo que esteja constituído o novo governo".
COPIADO : http://www.dn.pt
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