Delegado reforça acusações contra Demóstenes

CPI do Cachoeira


 


Depoimento de investigador não traz fatos novos, mas confirma indícios contra parlamentares e o governador de GO, Marconi Perillo


Gabriel Castro

Depoimento não trouxe fatos novos, mas reforçou indícios de participação de Demóstenes Torres Depoimento não trouxe fatos novos, mas reforçou indícios de participação de Demóstenes Torres (Wildes Barbosa/O Popular/Futura Press)

Embora tenha evitado fazer novas acusações, o delegado da Polícia Federal (PF) Raul Alexandre Souza confirmou, em depoimento à CPI do Cachoeira nesta terça-feira, a participação de agentes públicos na quadrilha que comandava os caça-níqueis em Goiás. Em sessão sigilosa, o investigador - responsável pela operação Vegas, deflagrada pela PF em 2009 - não citou novos nomes e se esquivou de perguntas capciosas. Mas referendou o que mostra o inquérito da operação.

"Ele não apresentou nenhum novo nome", disse o senador Alvaro Dias (PSDB-PR). O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) considerou o depoimento "fraco". Ainda assim, segundo ele, o delegado deu declarações que reforçam a participação do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) e do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), no esquema.

Indícios - O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) concordou com Lorenzoni: "Estou mais convencido do envolvimento dos parlamentares com a organização criminosa do Carlos Cachoeira", afirmou, citando Demóstenes e os deputados Sandes Júnior (PP-GO) e Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO). Ainda segundo o senador, o depoimento também confirma as suspeitas sobre a ligação da construtora Delta com a quadrilha :"Há indícios fortes de envolvimento amplo da Delta. Vamos precisar adentrar para encontrar essa rede de envolvimento, no âmbito dos municípios, notadamente de Goiânia e Anápolis, e no âmbito dos governos estaduais e federal", afirmou.

A reunião teve início por volta das 15 horas. Depois de uma intensa discussão sobre a necessidade de impor sigilo ao depoimento do delegado, os parlamentares decidiram tornar a sessão reservada. O mesmo será feito na quinta-feira, quando a Comissão Parlamentar de Inquérito ouvirá um delegado da Polícai Federal e dois procuradores do Ministério Público Federal (MPF).
COPIADO : http://veja.abril.com.br/

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