Thor Batista discute no Twitter sobre atropelamento que matou ciclista

Filho de Eike
Pelo Twitter

Seguidora disse que Thor ficou impune no acidente e empresário se defende
Do R7 | 11/05/2012 às 07h14
Reprodução Internet
twitterthor
Seguidora disse que empresário ficou impune após matar ciclista; Thor falou que não teve culpa

hor Batista, de 20 anos, filho do empresário Eike Batista, discutiu, na tarde de quinta-feira (10), com uma seguidora de seu Twitter sobre o atropelamento do ciclista Wanderson Pereira dos Santos no dia 17 de março. Thor atropelou e matou o ajudante de caminhão na pista sentido Rio da rodovia Washington Luís, nas proximidades do distrito de Xerém, na Baixada Fluminense.

O bate-boca na rede social começou quando Thor fez um comentário sobre uma notícia de que uma mulher, com sinais de embriaguez e sem carteira de motorista, atropelou um ciclista no Espírito Santo.

_Em dois dias não será publicada mais uma notícia sequer.

Sobre o comentário do empresário, uma internauta escreveu:

_Mas essa mulher certamente será punida pelo que fez, ao contrário do que aconteceu com você...

Thor não gostou e revidou dizendo que a mulher estava bêbada, não tinha carteira de habilitação e tentou fugir.

_Ela estava bêbada (eu fiz bafômetro e deu 0,0, tenho o comprovante), ela não tem CNH (a minha continua válida até o dia em que o Detran instaurar um processo e suspender a carteira e isso ainda não aconteceu). Ela tentou fugir (eu prestei socorro).
Veja fotos do acidente com filho de Eike Batista

Na época do acidente, policiais rodoviários federais informaram que Thor dirigia um Mercedes Benz McLaren prata, placa EIK-0063, que teve a parte da frente destruída. A vítima estava em uma bicicleta e morreu na hora. O caso foi registrado na Delegacia de Xerém (61ª DP) como homicídio culposo, ou seja, sem a intenção de matar.
Laudo preliminar aponta que Thor não trafegava pelo acostamento

O laudo preliminar da perícia, encaminhado à 61ª DP, apontou que Thor não trafegava pelo acostamento da BR-040, como chegou a acusar a família do ajudante de caminhoneiro. O documento diz ainda que Santos empurrava a bicicleta, enquanto atravessava a rodovia.

O laudo informa também que Santos carregava uma sacola plástica com latas de cerveja. Os objetos foram encontrados no para-brisa do carro. Dias depois do acidente, Thor havia publicado no Twitter versão semelhante à que foi apontada pela perícia: "Vinha na faixa esquerda com muito cuidado, sem ao menos dialogar com o meu carona, repentinamente um ciclista atravessou do acostamento do lado direito até o meio da faixa esquerda, onde trafegam veículos".
O laudo ainda não tem informações sobre a velocidade do carro. Os peritos encontraram dificuldades de chegar ao dado porque não têm parâmetros para analisar o desempenho do Mercedes McLaren e pediram informações à Mercedes, fabricante do veículo. O modelo tem capacidade de frenagem superior e é mais baixo do que os carros convencionais, o que dificulta a realização dos cálculos que indicariam a velocidade.
Na semana passada, o delegado Mario Arruda, que investiga o caso, pediu ao Ministério Público Estadual a prorrogação do prazo para a conclusão do inquérito que apura o atropelamento do ciclista. A falta de informações sobre a velocidade do carro foi o principal argumento para pedir o adiamento de 30 dias para concluir o inquérito. No fim de março, teste realizado do sangue de Santos revelou que havia a concentração de 1,55 grama de álcool por litro de sangue. O máximo tolerado pelo Código de Trânsito Brasileiro é de 0,2 grama de álcool por litro de sangue.
Ferrari apreendida
A Ferrari de Thor foi retirada de um depósito do Detran, em Curicica, na zona oeste do Rio, na tarde de quarta-feira (9), após ser apreendida quando o empresário foi parado em uma blitz na Barra da Tijuca, no domingo (6). O carro estava sem a placa dianteira. Além disso, a Ferrari circulava irregularmente no Rio, já que o veículo foi transferido para o interior de São Paulo e ainda tinha uma placa da capital fluminense, segundo o Detran.
De acordo com o Detran, o débito de R$ 117,12 referente a três diárias do carro no depósito, foi pago.
O Detran informou que o carro foi multado em R$ 191,54 por não trafegar com a placa dianteira. Como ainda cabe recurso, o órgão não informou se a multa foi paga.
Veja as fotos da Ferrari isolada no depósito
Após apreensão de Ferrari, Thor corre risco de ter CNH suspensa

De acordo com o órgão, no dia em que o carro foi recolhido, o sistema do Detran estava fora do ar. Quando os computadores voltaram a operar, verificaram que a Ferrari havia sido transferida para Ribeirão Preto (SP), para o nome de uma empresa daquele município, no dia 25 de abril deste ano, portanto, a única placa do carro está sendo usada indevidamente.
O Detran informou ainda que a situação de Thor se enquadrava no artigo 221 do Código Nacional de Trânsito, que diz "portar no veículo placas de identificação em desacordo com as especificações e modelos estabelecidos pelo Contran".
Nesse caso, a infração é considerada como média e prevê o pagamento de multa. Segundo o órgão, a multa para a irregularidade é de R$ 85,13, além de receber quatro pontos na carteira.
Assista ao vídeo:

 
carro
Mercedes que Thor dirigia quando atropelou ciclista teve a parte da frente destruída (Arquivo pessoal / Nicson Olivier)  

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