Autor do impeachment vê Temer cercado de corruptos
O jurista e ex-ministro da Justiça Miguel Reale Júnior, um dos
autores do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, elogia
as medidas adotadas por Michel Temer para enfrentar a crise econômica,
mas diz, sem citar nomes, que ele tem uma "entourage ligada a um passado
viciado, de pessoas envolvidas na corrupção do mensalão, do petrolão";
na opinião de Reale Júnior, Temer não consegue dialogar com a sociedade
"porque vive encastelado em Brasília" e preso a "conchavos do
Congresso", sem estratégia de comunicação
19 de Dezembro de 2016 às 05:52 //
247 - O jurista e ex-ministro da Justiça Miguel
Reale Júnior, um dos autores do pedido de impeachment da ex-presidente
Dilma Rousseff, elogia as medidas adotadas por Michel Temer para
enfrentar a crise econômica, mas diz, sem citar nomes, que ele tem uma
"entourage ligada a um passado viciado, de pessoas envolvidas na
corrupção do mensalão, do petrolão". Na opinião de Reale Júnior, Temer
não consegue dialogar com a sociedade "porque vive encastelado em
Brasília" e preso a "conchavos do Congresso", sem estratégia de
comunicação
"Em entrevista ao Valor,
Reale Jr. critica os ministros do Supremo Tribunal Federal por falarem
"demais" pela imprensa e por exercerem ativismo político que invade a
competência do Congresso. Filiado ao PSDB, ele defende maior
participação tucana na gestão Temer, para transformar a "pinguela" em
uma "ponte segura" para 2018. Sete meses depois do impeachment,
sustenta, "se Dilma tivesse permanecido, Lula seria ministro e estaria
fazendo manobras, aliado a Renan Calheiros [presidente do Senado]. Renan
continuaria com sua audácia".
Reale Júnior diz que hoje não existe mais corrupção no Brasil, mesmo
confrontado com o fato de que pessoas do atual governo terem sido
delatadas. "É no passado. Agora não tem corrupção. Isso é o que importa.
Agora está havendo um controle, tanto que imediatamente pessoas
meramente denunciadas foram destituídas [dos cargos]. Há forte controle
social. A grande força política hoje não são os partidos, a classe
política, nem a imprensa. São as redes sociais."
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