Livre para vazar. Janeiro de delações da Odebrecht
Se o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, cumprir
o anunciado e entregar hoje os mais de 70 depoimentos – termo mal
empregado, já que são relatos acertados previamente com o MP e não
perguntas e...

Se o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, cumprir o anunciado e entregar hoje os mais de 70 depoimentos – termo mal empregado, já que são relatos acertados previamente com o MP e não perguntas e respostas aos acusados – de dirigentes da Odebrecht, é quase certo que se ampliarão os vazamentos de seus conteúdos.
Afinal, esperar sigilo sobre dezenas de milhares de folhas de papel – diz O Globo que lotam uma van -, cuja colheira envolveu uma centena de procuradores – e, certamente, auxiliares para manusear este cartapácio, francamente, é ingenuidade demais. Só que, depois disso, haverá outra centena de pessoas lidando com isso no STF e, portanto, “vazamentos” não terão endereço certo.
Caso procedam os números são os que o jornal carioca divulga – pen drives e documentos que abrangem cerca de 800 depoimentos prestados por 77 executivos e ex-executivos da Odebrecht – uma coisa já está revelada. Ou já se tinha todas as informações e os depoimentos foram apenas a formalização de narrativas ensaiadas ou o que foi dito e mostrado não passou por qualquer crivo investigatório para comprovar-se ou desmentir-se. É impossível que, em três ou quatro dias se tenha feito a checagem de tanta coisa e, portanto, as hipóteses anteriores são as únicas que explicam a rapidez, ainda na semana passada exigida por Michel Temer ao Sr. Janot.
A parte mais curiosa da reportagem é a que diz que, durante o mês de janeiro, o ministro Teori Zavascki deverá “ouvir os delatores e advogados sobre se foram ou não coagidos a delatar”.
copiado http://www.tijolaco.com.br/blog/Livre para vazar. Janeiro de delações da Odebrecht
Se o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, cumprir o anunciado e entregar hoje os mais de 70 depoimentos – termo mal empregado, já que são relatos acertados previamente com o MP e não perguntas e respostas aos acusados – de dirigentes da Odebrecht, é quase certo que se ampliarão os vazamentos de seus conteúdos.
Afinal, esperar sigilo sobre dezenas de milhares de folhas de papel – diz O Globo que lotam uma van -, cuja colheira envolveu uma centena de procuradores – e, certamente, auxiliares para manusear este cartapácio, francamente, é ingenuidade demais. Só que, depois disso, haverá outra centena de pessoas lidando com isso no STF e, portanto, “vazamentos” não terão endereço certo.
Caso procedam os números são os que o jornal carioca divulga – pen drives e documentos que abrangem cerca de 800 depoimentos prestados por 77 executivos e ex-executivos da Odebrecht – uma coisa já está revelada. Ou já se tinha todas as informações e os depoimentos foram apenas a formalização de narrativas ensaiadas ou o que foi dito e mostrado não passou por qualquer crivo investigatório para comprovar-se ou desmentir-se. É impossível que, em três ou quatro dias se tenha feito a checagem de tanta coisa e, portanto, as hipóteses anteriores são as únicas que explicam a rapidez, ainda na semana passada exigida por Michel Temer ao Sr. Janot.
A parte mais curiosa da reportagem é a que diz que, durante o mês de janeiro, o ministro Teori Zavascki deverá “ouvir os delatores e advogados sobre se foram ou não coagidos a delatar”.
-Não, doutor, eu fiquei um ano e meio
na cadeia e ofereceram me solta, mas isso não influenciou, não, é que
como está chegando o Natal eu resolvi espontaneamente ser bonzinho, pra
ver se ganho uma tornozeleira de presente…
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