Presidente de Associação de juízes diz que super-salários são só “manobra diversionista”
Sabe aquelas reportagens que você vê, volta e meia, com
super-salários de dezenas e até centenas de milhares de reais para
juízes e desembargadores? Esqueça, aquilo não existe, é só para
desmoralizar os nosso...

Sabe aquelas reportagens que você vê, volta e meia, com super-salários de dezenas e até centenas de milhares de reais para juízes e desembargadores?
Esqueça, aquilo não existe, é só para desmoralizar os nosso modestos magistrados e, entre eles, seu príncipe Sérgio Moro, o varão de Plutarco da república brasileira.
A reportagem de André Shalders, no Poder360, hoje, é de rolar de rir e de chorar.
Ele ouve o juiz paulista Jayme de Oliveira, que assumiu anteontem a presidência da Associação de Magistrados do Brasil (AMB).
O doutor deve andar sem dinheiro para comprar jornais, para não ver publicações como o insuspeito O Globo publicar reportagens mostrando que “mais de dez mil magistrados recebem remunerações superiores ao teto” constitucional.
Também devem ser parte da conspiração contra a Lava Jato o questionamento a suas excelências venderem parte de suas férias de 60 dias por ano e até as licenças-prêmio, não é?
Com todo o respeito pessoal ao Dr. Paulo, a quem nunca vi, sequer, como é que a população vai respeitar uma Justiça que não cumpre a lei (e que lei, a Constituição!) dentro de casa?
E que ainda diz que isso é blasfêmia contra os querubins de Curitiba?
Presidente de Associação de juízes diz que super-salários são só “manobra diversionista”
Sabe aquelas reportagens que você vê, volta e meia, com super-salários de dezenas e até centenas de milhares de reais para juízes e desembargadores?
Esqueça, aquilo não existe, é só para desmoralizar os nosso modestos magistrados e, entre eles, seu príncipe Sérgio Moro, o varão de Plutarco da república brasileira.
A reportagem de André Shalders, no Poder360, hoje, é de rolar de rir e de chorar.
Ele ouve o juiz paulista Jayme de Oliveira, que assumiu anteontem a presidência da Associação de Magistrados do Brasil (AMB).
“Na magistratura não há salário fora
dos princípios da Constituição ou salário irregular. Portanto, esta
teoria dos supersalários na verdade é pra desviar o foco do grande
escândalo de corrupção que o Brasil está vivenciando”
Precisa-se de uma substituição rápida: sai Themis, a deusa da
Justiça, entra Santa Luzia, porque a primeira usa venda nos , e a
segunda dá luz aos cegos.O doutor deve andar sem dinheiro para comprar jornais, para não ver publicações como o insuspeito O Globo publicar reportagens mostrando que “mais de dez mil magistrados recebem remunerações superiores ao teto” constitucional.
Também devem ser parte da conspiração contra a Lava Jato o questionamento a suas excelências venderem parte de suas férias de 60 dias por ano e até as licenças-prêmio, não é?
Com todo o respeito pessoal ao Dr. Paulo, a quem nunca vi, sequer, como é que a população vai respeitar uma Justiça que não cumpre a lei (e que lei, a Constituição!) dentro de casa?
E que ainda diz que isso é blasfêmia contra os querubins de Curitiba?
A corrupção não é de hoje, nem de ontem. E o amanhã da Lava jato, o que será?
Imperdível a entrevista do historiador Pedro Henrique Campos
publicada pela BBC Brasil. Muita informação de quem pesquisou a fundo a
relação entre empreiteiras e governos no Brasil. E, sobretudo, zero de
hipocrisia, mostrando que...

Imperdível a entrevista do historiador Pedro Henrique Campos publicada pela BBC Brasil.
Muita informação de quem pesquisou a fundo a relação entre empreiteiras e governos no Brasil.
E, sobretudo, zero de hipocrisia, mostrando que estamos jogando fora a criança junto com a água do banho, banho do qual a criança continua suja.
Surpresa com o “maior escândalo de corrupção do planeta”?
E as propinas, favores e promiscuidade, são obra do PT e seus bolivarianos?
“(…)eu estou mais pessimista ainda. Primeiro, que a impressão que tenho é que a Lava Jato começa interessante, desmonta um esquema envolvendo empreiteiras e Estado, mas ela parece ser usada com certas finalidades políticas. Não é só isso a operação, mas os desdobramentos dela parecem ter algum grau de instrumentalização política”.
Até porque a qualidade moral dos nossos moralistas e exibe, cada vez mais, através de delações, gravações e confusões, nas manchetes dos jornais.
copiado http://www.tijolaco.com.br/blog/
A corrupção não é de hoje, nem de ontem. E o amanhã da Lava jato, o que será?
Imperdível a entrevista do historiador Pedro Henrique Campos publicada pela BBC Brasil.
Muita informação de quem pesquisou a fundo a relação entre empreiteiras e governos no Brasil.
E, sobretudo, zero de hipocrisia, mostrando que estamos jogando fora a criança junto com a água do banho, banho do qual a criança continua suja.
Surpresa com o “maior escândalo de corrupção do planeta”?
Não me surpreende nem um pouco, pelo
contrário. Essas delações estão desnudando um processo que, não só eu
sabia que existia, mas acho que era abertamente conhecido. Só que agora
estão sendo revelados os detalhes.
Enfim, é a frase de Bismarck, o chanceler alemão: “Os cidadãos não
poderiam dormir tranquilos se soubessem como são feitas as salsichas e
as leis”.E as propinas, favores e promiscuidade, são obra do PT e seus bolivarianos?
A maior parte das
empreiteiras grandes hoje foi formada entre as décadas de 30 e 50,
quando a industrialização criou toda uma demanda por infraestrutura, com
rodovias, hidrelétricas. (…) Essas empresas, seus dirigentes, seus
donos, em geral partem de uma relação prévia com o aparelho de Estado.
(…) A Mendes Júnior foi fundada em 1953 por um ex-funcionário da Estrada
de Ferro Central do Brasil e da Secretaria de Viação de Minas Gerais,
que era o José Mendes Júnior. Ele começa a ver que pode ganhar muito
dinheiro do outro lado do balcão, porque tem um mundo a se fazer de
rodovias no início da década de 50.A Camargo Corrêa é fundada em São
Paulo por dois grandes sócios, o Sebastião Camargo e o Sylvio Corrêa,
que era cunhado do Adhemar de Barros, em 1939. E o Adhemar era
interventor (nomeado por Getúlio Vargas para governar o Estado) de São
Paulo. Então essa relação política da empreiteira é decisiva para ela
obter desde o princípio contratos, relação de obras.
Agora, com a Lava Jato, isso vai mudar, viveremos em um país honesto. A reposta de Pedro Henrique é clara.
(…)não parece que os mecanismos
institucionais que permitem essas práticas estão sendo atacados. Ninguém
está falando de rever leis de licitações. Ninguém está falando de rever
o sistema de obras públicas no país de modo que as obras sejam mais
sérias, mais baratas, menos corruptas, de maior qualidade. A gente tem
sistemas no exterior em que seguradoras fiscalizam se a obra está sendo
feita no prazo, com qualidade, sem desvio de recurso e feita com o preço
justo. Eu não vejo essa discussão. Não vejo discussão sobre como
funcionam as emendas parlamentares”(…) Será que uma punição rigorosa (da Lava Jato) vai mudar a forma como ocorre (a corrupção), sem mudança legal, da estrutura do processo.
Bem no final da entrevista, a repórter da BBC, a ótima Mariana
Schreiber, pergunta se se, como há dois anos atrás, ele está pessimista
sobre os resultados da Lava Jato. Sua resposta, em dois trechos que
destaco:“(…)eu estou mais pessimista ainda. Primeiro, que a impressão que tenho é que a Lava Jato começa interessante, desmonta um esquema envolvendo empreiteiras e Estado, mas ela parece ser usada com certas finalidades políticas. Não é só isso a operação, mas os desdobramentos dela parecem ter algum grau de instrumentalização política”.
(..)vão quebrar as empreiteiras do
país e vão vir empresas de fora. Essas empresas estrangeiras são menos
corruptas? Eu tenho dúvidas se é uma questão moral das empresas. São
empresas capitalistas que buscam lucro e vão usar de artifícios diversos
para isso. O histórico que a gente tem é que as estrangeiras são tão
corruptas quanto. A gente tem a SBN (empresa holandesa que aluga
navios-plataforma) com a Petrobras, a gente tem o cartel das empresas de
metrô e trem em São Paulo, com a Alston, francesa, e a Siemens, alemã.
A diferença é que elas vão mandar
lucros para fora, vão contratar engenheiros estrangeiros, trazer mais
equipamentos, material, de fora.
Se puder, leia a entrevista na íntegra. E, mais ainda, o livro, vencedor do Prêmio Jabuti, em que ele trata do assunto, o Estranhas Catedrais. É recomendado por ninguém menos que Reinaldo Azevedo, que anunciou que não iria lê-lo. Certas ausências, como se sabem, preenchem lacunas.Até porque a qualidade moral dos nossos moralistas e exibe, cada vez mais, através de delações, gravações e confusões, nas manchetes dos jornais.
copiado http://www.tijolaco.com.br/blog/
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