Temer pode sair por vontade própria ou será expulso do Planalto pelo povo
Temer pode sair por vontade própria ou será expulso do Planalto pelo povo
Com essas iniciativas propostas por Henrique Meirelles a mando da banca privada interna, que se tornou um braço operacional da banca internacional, o governo Temer perdeu a legitimidade formal que ainda tinha e colocou em xeque o próprio Estado nacional. Agora não é mais fora Temer. É rua já. Os pósteros, ao dar uma olhada no passado, se escandalizarão com o fato de um presidente da República brasileiro ter ousado tanto, em tão pouco tempo. Deram-lhe a presidência de graça. Ele atuou como um tirano, um monarca absoluto do século XVII.
Se fosse em outros tempos a hierarquia militar já teria intervindo. Conversei com alguns oficiais e eles, refletindo a ponderada voz de comando do general Villas Boas, me garantiram que em nenhuma circunstância eles intervirão, exceto na hipótese de uma convulsão social ou guerra civil. Portanto, está em nossas mãos, nas mãos dos civis, da elite dirigente e dos políticos, evitar uma intervenção militar que ocorreria inevitavelmente na hipótese de uma explosão popular que se revele à beira da total anarquia. Temos que por Temer para fora e instalar em seu lugar um governo que tenha a legitimidade confirmada pela aclamação do povo.
Caso Temer não se tenha convencido ainda da inevitabilidade de sua queda, consulte entre meus artigos de ontem o que fala das falcatruas de Meirelles e de seu antecessor Armínio Fraga com o swap cambial e o swap cambial reverso. São centenas de bilhões de reais dados de graça para especuladores financeiros à custa do Tesouro Nacional. Quantias fabulosas, mais de cem vezes maior que os gastos anuais da maioria dos ministérios e das indenizações apuradas no escândalo da Petrobrás. Vem desde os governos Lula e Dilma, por ignorância. Foram aprofundados no governo Temer, por má fé.
A propósito, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal, que se mostraram tão eficientes para destruir empresários e empresas no escândalo da Petrobrás, levando junto o próprio núcleo da Engenharia Nacional e centenas de milhares de empregos, deveriam exercer sua perícia financeira na investigação do swap à brasileira. Culpados do crime de lesa-pátria representado pela entrega de documentos confidenciais da Petrobrás a potências estrangeiras, os procuradores da Lava Jato devem à Nação a satisfação mínima de mandar para a cadeia banqueiros e seus executivos que estão saqueando o país com o swap cambial numa escala sem precedentes, sem deixar outro legado a não ser a da cumplicidade com os banqueiros para explorar o povo com taxas de juros escorchantes.
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