Bloco anuncia que vai votar a favor do Orçamento do Estado

Carlos Barroso / Lusa
PSD não apresenta propostas de alteração para não se responsabilizar. Não dará a mão, nem ao CDS, que fará propostas
O
líder da oposição, Pedro Passos Coelho, disse hoje que vota contra a
Orçamento do Estado para 2016 porque é "um mau orçamento para os
portugueses" e não só "não tem uma estratégia económica e financeira
sólida" como troca a "prudência" e por "irrealismo" e "populismo".
Para
Passos Coelho o governo optou por "um orçamento que a maioria dos
analistas independentes considera arriscado, semeando a incerteza quanto
ao futuro". Para o líder do PSD, o orçamento falha até nos
"pressupostos" eleitorais prometidos pelo PS, pois não consegue "virar a
página da austeridade", limitando-se a "tirar com uma mão e dando com a
outra". Ou seja: "não acaba com a austeridade, redistribui-a, agravando
os impostos da classe média".
Numa
declaração na sede do PSD após um encontro com os deputados do partido
no Parlamento, Passos disse que o governo de Costa começou por ter um
"orçamento expansionista de dinamização da da procura interna", mas que
após a negociação com Bruxelas "entendeu responder com choque de
expectativas", aumentando os impostos.
O
social-democrata considera ainda que com esta jogada o PS só conseguiu
"fragilizar a imagem externa do país". Tal como o DN adiantou durante a
manhã, Passos Coelho anunciou que o PSD "não fará qualquer proposta de
alteração na especialidade".
Como
o CDS já admitiu que apresentará propostas de alteração em sede de
especialidade, Passos Coelho já admitiu que se irá "abster" naquelas que
concordar porque a força do PSD nunca seria suficiente para as aprovar e
porque deste orçamento só quer uma coisa: distância.
Passos
Coelho diz que este orçamento "só responsabiliza os partidos que
suportam o governo no Parlamento". O PSD não quer assim ter nada a ver
com o documento nem ser responsabilizado minimamente, por isso não dará
qualquer contributo.
O líder do PSD diz
que um orçamento é o "instrumento mais sagrado de um governo" e compete
a quem governo apresentar propostas, não há oposição.
copiado http://www.dn.pt/
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