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24/03/2016 - 16:40
Líder do Boko Haram aparece enfraquecido em novo vídeo
O líder do Boko Haram, Abubakar Shekau, apareceu em um novo vídeo divulgado pelo grupo extremista nesta quinta-feira, acabando com os rumores sobre sua morte, mas com uma aparência enfraquecida e anunciando que seu fim está próximo.AFP /
Soldados e policiais caminham em meio a casa destruída em 4 de fevereiro em Dalori, na Nigéria
"Para mim, o fim chegou", diz Shekau, com rosto magro, em um vídeo de má qualidade, postado no Youtube. Não se sabe onde e quando o vídeo foi filmado, e o exército nigeriano indicou que a postagem "está sendo autenticada".
"Que Alá nos proteja do mal (...) Agradeço ao meu criador", afirma Shekau, em um ritmo relativamente lento, em hausa e árabe, num tom desprovido de cinismo, que o caracterizava habitualmente.
Ele anunciou em março de 2015 que havia jurado lealdade ao grupo Estado Islâmico (EI).
Ao contrário dos vídeos anteriores do grupo islamita, publicados no final de 2014 e início de 2015, que incluía imagens de muito boa qualidade, cuidadosamente montadas, este novo vídeo foi mal gravado e pixelizado.
Shekau, de fato, não faz qualquer referência ao EI, e usa o nome original do Boko Haram, "Jama'atu Ahlis Sunna Lidda'awati wal-Jihad" - "o povo engajado na divulgação dos ensinamentos do profeta e a jihad".
"Quando vemos o vídeo de Shekau, a mensagem é clara: acabou", reagiu uma fonte militar em Maiduguri, capital do estado de Borno (nordeste).
"Para esse terrorista arrogante e prepotente, sua fala em um tom tão suave e acolhedor mostra que ele está derrotado", disse ele.
"Este é um vídeo de despedida. Ele diz a seus combatentes que eles podem dizer adeus ao seu Estado Islâmico ilusório e depor suas armas (...) Ele sabe que, em vista dos avanços do exército nigeriano, as nossas tropas vão encontrá-lo em breve".
O exército também emitiu uma declaração na qual declara estar "ciente do vídeo (...) sujeito a uma investigação" para "verificar a sua autenticidade".
Shekau, que conserva uma barba espessa, aparece na frente de um fundo verde pálido, com a bandeira jihadista preta incorporada na imagem ao lado dele.
Ao mencionar Gwoza, cidade do estado de Borno (nordeste) tomada pelo Boko Haram em meados de 2014, que chegou a ser a sede de seu "califado", Shekau utiliza o passado.
A Nigéria lançou no ano passado uma grande ofensiva com o apoio do Chade, Níger e Camarões, o que permitiu retomar o controle de Gwoza e da maioria das cidades e vilas desta região que tinham caído nas mãos do Boko Haram.
Desde então, o grupo passou a ter enormes dificuldades para se abastecer, e alguns combatentes com fome acabaram por se render.
Mas os ataques suicidas, que exigem poucos meios logísticos, continuaram.
Shekau estaria escondido na floresta de Sambisa, uma das fortalezas históricas do Boko Haram, também no estado de Borno, onde o exército já destruiu várias bases islamistas.
O exército nigeriano já anunciou várias vezes a morte Shekau, que assumiu a liderança do Boko Haram após a execução do seu líder histórico Mohammed Yusuf pela polícia em 2009.
24/03/2016 - 16:10Iraque lança ofensiva para recuperar Mossul das mãos do EI
O Iraque anunciou nesta quinta-feira que lançou uma ofensiva para reconquistar Mossul, em poder do grupo Estado Islâmico (EI), uma batalha que se anuncia longa e difícil.AFP / Ahmad al-Rubaye
(11 fev) Combatentes xiitas monitoram a linha de frente contra o Estado Islâmico, no norte de Fallujah
Mossul é o principal alvo da campanha para recuperar o controle dos territórios conquistados pelo EI a partir de 2014.
O exército e seus aliados "deram início a primeira fase das operações de conquista" na província de Nínive, informou em um comunicado o comando iraquiano das operações conjuntas.
Várias localidades situadas a cerca de 60 km de Mossul já foram "libertadas", acrescenta o comunicado.
A operação é realizada pelo exército e as unidades de mobilização popular (coalizão de milícias principalmente xiitas), com o apoio da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos.
Mossul, 350 km ao norte de Bagdá, tornou-se a capital do EI no Iraque, depois que foi tomada em junho de 2014.
As autoridades anunciaram em várias ocasiões o lançamento iminente da ofensiva para recuperar o controle da cidade, que acabou sendo adiado repetidamente.
No final de 2015, o primeiro-ministro Haider al-Abadi comprometeu-se a livrar o país do EI ainda no ano de 2016. Ele acrescentou que o "golpe final" seria a libertação de Mossul.
As operações de reconquista desta cidade permitiram recuperar o controle das cidades de Tikrit, ao norte de Bagdá, em março de 2015, e de Ramadi (oeste), em dezembro.
Tranquilizar a população
A reconquista da província de Nínive e da cidade de Mossul se anuncia longa e complexa, segundo os especialistas, porque trata-se de uma vasta região onde se concentra a maior parte das forças do EI.
Inicialmente, parte da população de Mossul, majoritariamente sunita, sentiu-se aliviada com a chegada dos extremistas, que provocou a fuga dos policiais xiitas acusados de cometer abusos.
Mas não tardou para a população local se ver atemorizada pelos extremistas, que multiplicaram as decapitações públicas, apedrejamentos e crucificações.
As pessoas "têm medo do Daesh, mas também daqueles que virão para libertar Mossul", afirmou à AFP Salim al-Jubouri, presidente do parlamento e dignitário sunita, usando o acrônimo em árabe que designa o grupo terrorista.
Em fevereiro, o exército iraquiano instalou na base de Makhmour uma estação de rádio chamada "As-Sanduq" para manter as pessoas informadas sobre os combates e a situação no terreno.
"O objetivo é tranquilizar as pessoas, dizer que estarão livres do Daesh", segundo o sargento Salem Mahmoud, responsável pela operação da estação de rádio.
Na luta contra o EI no norte do Iraque também estão ativamente envolvidos os combatentes peshmergas curdos da região autônoma do Curdistão.AFP / SAFIN HAMED
(Arquivo) Um soldado iraquiano é visto em Makhmour, Iraque, no dia 11 de fevereiro de 2016
Um líder peshmerga, Araz Mirkhan, informou à AFP que "as forças iraquianas de Makhmour começaram a se mover em direção a Al-Qayara, ao sul da cidade de Mossul".
"O avanço permitiu libertar quatro ou cinco povoados nas mãos dos terroristas do Daesh", acrescentou.
O EI, que reivindicou os atentados de terça-feira em Bruxelas (31 mortos e 300 feridos), também controla várias zonas na Síria. Entre elas a cidade de Palmira (centro), na qual entraram nesta quinta-feira as forças pró-regime, apoiadas pela aviação russa.
copiado http://www.afp.com/pt/
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