Odebrecht Acarajé mira em ‘BJ’, presidente da construtora Odebrecht, e aponta repasses a ‘autoridade com foro privilegiado’ Casal de marqueteiros do PT é indiciado pela Polícia Federal Lava Jato acha superplanilha da Odebrecht com valores para políticos e partidos 'Mineirinho', 'Grisalho', 'Novo Canário', os destinatários de propina da Odebrecht Odebrecht PF acha 'Las Vegas' na planilha de propinas da Odebrecht Moroango Moro vira ovo de Páscoa no Paraná
O juiz federal Sérgio Moro decretou a prisão temporária por cinco
dias do presidente da construtora Odebrecht Benedicto Barbosa da Silva
Júnior (Infraestrutura), o ‘BJ’, no âmbito da Operação Acarajé, 23.ª
etapa da Lava Jato deflagrada nesta segunda-feira, 22 em São Paulo, Rio e
Bahia.
Moro acolheu representação da Polícia Federal, amparada também nos arquivos de mensagens recuperadas do celular do empreiteiro Marcelo Bahia Odebrecht, preso desde 19 de junho de 2015. Na avaliação da PF, ‘BJ’ desempenhava papel de contato político da companhia.
“No curso das investigações relacionadas ao Grupo Odebrecht foi
possível identificar outros executivos que se encontravam proximamente
vinculados ao presidente Marcelo Bahia Odebrecht, e sob os quais pairam
indícios de que tenham ativamente participado da organização criminosa
formada no âmbito daquele conglomerado empresarial para a prática de
ilícitos penais”, destaca relatório da PF. “Um deles é Benedicto Barbosa
da Silva Junior, presidente da Odebrechtt Infraestrutura.”
CONFIRA TRECHO DOS DIÁLOGOS ENTRE MARCELO E BENEDICTO:

Segundo a PF, a partir da análise de diálogos mantidos entre ‘BJ’ e Odebrecht, identificados nos aparelhos Blackberry apreendidos na residência do empreiteiro, ‘é possível verificar que Benedicto é pessoa acionada por Marcelo para tratar de assuntos referentes ao meio político, inclusive a obtenção de apoio financeiro’.
Formado pela Escola de Engenharia de Lins (SP) em 1984, ‘BJ’ tem uma
longa história na Odebrecht, onde iniciou sua carreira um ano depois. Ao
longo de mais de trinta anos no grupo, participou das obras das usinas
hidrelétricas de Xingó, em Sergipe, e de Três Gargantas, na China, onde
liderou um conjunto de empresas brasileiras.

Em 2008, ele assumiu a presidência da Odebrecht Infraestrutura, cargo que alcançou depois de passar pela superintendência da empreiteira em Kuala Lampur – de onde gerenciou negócios em Cingapura, Malásia, Tailândia, Vietnã, Camboja, Indonésia, Filipinas e Brunei, no período entre 1994 a 1998.
Na decisão em que mandou prender o executivo da Odebrecht, o juiz assinala que ele participou de reuniões com Odebrecht e o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, este preso desde 3 de agosto de 2015.
“Em vista da planilha e revendo as anotações constantes no celular de Marcelo Bahia Odebrecht, a autoridade policial identificou reuniões havidas em outubro de 2010 e abril de 2011, entre ele e José Dirceu de Oliveira e Silva, juntamente com pessoa identificada como ‘FR’, sigla correspondente a outro executivo da Odebrecht, Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis”, anotou o juiz da Lava Jato.

Na representação pela prisão do executivo, a PF destacou trocas de mensagens, durante o ano de 2014, de ‘BJ’ com Odebrecht. “Embora as mensagens ainda precisem ser completamente elucidadas há indícios da prática conjunta de ilícitos”, assinala Sérgio Moro. “Há menção à ‘conta Pós Itália’, o que pode ser uma referência a pagamentos posteriores àqueles constantes na planilha acima referida (de título ‘Posição Programa Especial Italiano’).”
O juiz da Lava Jato ressalta que em outra troca de mensagens ‘há referência a aparente pagamento de valores (cem mil reais) a autoridade com foro privilegiado em condições subreptícias’. “Foi colhida prova relevante no sentido de que os crimes investigados envolvem uma série de fraudes documentais.”

A PF assinala que os rumos da Operação Lava Jato foram discutidos por ‘BJ’ e Odebrecht. “É pauta das conversas entre Marcelo e Benedicto, momento em que abordam o ‘alinhamento’ de empresas reconhecidamente vinculadas ao sistema de cartelização.”
“Marcelo Bahia Odebrecht é o verdadeiro gestor de tais ‘créditos’. Benedicto Junior, por sua vez, desempenha posição igualmente relevante na administração da conta sub-reptícia. Basta lembrar que na planilha ‘Posição-italiano 31072012MO.xls’, a sigla ‘BJ’ é a que apresenta as maiores cifras, sendo permitida a conclusão de que a maior parte de recursos espúrios eram originados da área dentro da Odebrecht controlada por Benedicto Junior.”
Para a PF, ‘são suficientes as provas indiciárias colhidas em esfera policial a justificarem a decretação de medidas cautelares em face de Benedicto Barbosa da Silva Junior’.
COM A PALAVRA, A ODEBRECHT :
“A Odebrecht confirma operação da Polícia Federal em escritórios de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, para o cumprimento de mandados de busca e apreensão. A empresa está à disposição das autoridades para colaborar com a operação em andamento.”
Goytá F Villela Jr
Goytá F Villela Jr
Julio Alvarez
Jackie Santos
AGATHA WOOLF
O juiz federal Sérgio Moro, que conduz as ações da Operação Lava
Jato, agora é ovo de chocolate. A Casa de Chocolates Schimmelpfeng, de
Curitiba, resolveu homenagear o magistrado nesta Páscoa e desde a
quinta-feira, 17, colocou à venda o ‘Moroango’.
A loja, fundada há 35 anos, só havia feito homenagens em ovos de Páscoa a clubes de futebol, segundo o
diretor administrativo José Augusto Cury Forte. O Moroango tem 300 gramas, é feito de chocolate ao leite e tem bombons de morango. Sai a R$ 42 a unidade.
“A cada 10 pessoas, 9,5 gostam dele. Foi uma ideia de homenagear, agradar os clientes. A empresa não tem nenhuma opção, não é oposição nem a favor. (A ideia é) homenagear alguém que faz parte da Justiça do País”, afirmou José Augusto Cury Forte.
Antes do Moroango, o juiz já tinha sido homenageado com um boneco de Olinda no carnaval de Pernambuco.
ELISABETE RODRIGUES KOVADLOFF
Marcelo Queiroz
Fabio Ferreira



A Lava Jato encontrou na residência do presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Barbosa Silva Junior, no Rio de Janeiro, a maior relação de políticos e partidos associada a pagamentos de uma empreiteira até agora. As buscas fazem parte da 23ª fase da Lava Jato, a Acarajé, que teve como alvo o casal de marqueteiros João Santana e Monica Moura que atuaram nas campanhas de Lula (2006) e Dilma Rousseff (2010 e 2014) e também o executivo da Odebrecht, apontado pelos investigadores como o canal de Marcelo Odebrecht para tratar de doações eleitorais e repasses ilícitos a políticos.

A devassa da Polícia Federal na residência de um dos executivos-chave do esquema de propinas na empreiteira rendeu um total de sete arquivos onde aparecem inúmeras planilhas e tabelas, algumas separadas por Estados e regiões do Brasil e outras por partidos, com nomes dos principais políticos do País.

Também há inúmeras anotações manuscritas fazendo referência a repasses para políticos e partidos, acertos com outras empresas referentes a obras e até documentos sobre “campeonatos esportivos”, que lembram documentos semelhantes já encontrados na Lava Jato e revelaram a atuação de cartel das empreiteiras em obras na Petrobrás.
Em meio aos avanços da Lava Jato, os executivos da empreiteira anunciaram nesta terça-feira, 22, que vão fazer uma “colaboração definitiva” com as investigações.

Nos documentos, contudo, não há nenhum indicativos que os pagamentos sejam irregulares ou fruto de caixa 2 e tampouco a Polícia Federal teve tempo para analisar a vasta documentação.
Era na Odebrecht Infraestrutura que funcionava o setor de “Operações Estruturadas”, que as investigações revelaram ser o departamento da propina na empresa, no qual funcionários utilizavam um moderno software de gerenciamento de contratos e pagamentos para fazer a “contabilidade paralela” da empresa, que incluia entregas no Brasil e também transferências em contas no exterior. Diferente das planilhas encontradas naquele setor, contudo, os documentos que estavam na residência de Benedicto não possuem codinomes para se referir a políticos.
CONFIRA A ÍNTEGRA DAS BUSCAS NA RESIDÊNCIA DE BENEDICTO BARBOSA SILVA JUNIOR EM QUE APARECERAM AS LISTAS DE POLÍTICOS:
PARTE 1
PARTE 2
PARTE 3
PARTE 4
PARTE 5
PARTE 6
PARTE 7



A Lava Jato encontrou na residência do presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Barbosa Silva Junior, no Rio de Janeiro, a maior relação de políticos e partidos associada a pagamentos de uma empreiteira até agora. As buscas fazem parte da 23ª fase da Lava Jato, a Acarajé, que teve como alvo o casal de marqueteiros João Santana e Monica Moura que atuaram nas campanhas de Lula (2006) e Dilma Rousseff (2010 e 2014) e também o executivo da Odebrecht, apontado pelos investigadores como o canal de Marcelo Odebrecht para tratar de doações eleitorais e repasses ilícitos a políticos.

A devassa da Polícia Federal na residência de um dos executivos-chave do esquema de propinas na empreiteira rendeu um total de sete arquivos onde aparecem inúmeras planilhas e tabelas, algumas separadas por Estados e regiões do Brasil e outras por partidos, com nomes dos principais políticos do País.

Também há inúmeras anotações manuscritas fazendo referência a repasses para políticos e partidos, acertos com outras empresas referentes a obras e até documentos sobre “campeonatos esportivos”, que lembram documentos semelhantes já encontrados na Lava Jato e revelaram a atuação de cartel das empreiteiras em obras na Petrobrás.
Em meio aos avanços da Lava Jato, os executivos da empreiteira anunciaram nesta terça-feira, 22, que vão fazer uma “colaboração definitiva” com as investigações.

Nos documentos, contudo, não há nenhum indicativos que os pagamentos sejam irregulares ou fruto de caixa 2 e tampouco a Polícia Federal teve tempo para analisar a vasta documentação.
Era na Odebrecht Infraestrutura que funcionava o setor de “Operações Estruturadas”, que as investigações revelaram ser o departamento da propina na empresa, no qual funcionários utilizavam um moderno software de gerenciamento de contratos e pagamentos para fazer a “contabilidade paralela” da empresa, que incluia entregas no Brasil e também transferências em contas no exterior. Diferente das planilhas encontradas naquele setor, contudo, os documentos que estavam na residência de Benedicto não possuem codinomes para se referir a políticos.
CONFIRA A ÍNTEGRA DAS BUSCAS NA RESIDÊNCIA DE BENEDICTO BARBOSA SILVA JUNIOR EM QUE APARECERAM AS LISTAS DE POLÍTICOS:
PARTE 1
PARTE 2
PARTE 3
PARTE 4
PARTE 5
PARTE 6
PARTE 7
Ao avançar sobre o intricado esquema de pagamento de propinas a
agentes públicos e políticos das empresas do grupo Odebrecht, os
investigadores da Lava Jato se depararam com uma nova leva de apelidos e
nomes cifrados para se refeir aos destinatários de pagamentos
milionários da empreiteira. “Mineirinho”, “Grisalho”, “Crente”, “Novo
Canário” e até “Jacaré” estão entre os nomes dos destinatários que
receberam recursos, inclusive, durante as eleições de 2014.
Na noite desta terça-feira, 22, os executivos da empresa, incluindo Marcelo Odebrecht, anunciaram que decidiram fazer uma colaboração “definitiva” com a Lava Jato. Com isso, a expectativa é de que os nomes cifrados acabem vindo à tona.
VEJA UMA DAS PLANILHAS DE MARIA LÚCIA:

Até o momento, ao menos 21 nomes de destinatários dos pagamentos ilícitos feitos no Brasil a mando de executivos da empreiteira foram identificados pela Polícia Federal, que suspeita que eles sejam em vários casos meros intermediários dos destinatários finais da propina.
Alguns nomes não identificados, contudo, chamaram a atenção dos investigadores, sobretudo pelo grande volume de recursos que teriam recebido, como é o caso de “Mineirinho”, apontado como destinatário de R$ 15 milhões entre 7 de outubro e 23 de dezembro de 2014. As entregas, segundo as planilhas, teriam sido feitas em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.

A quantia foi solicitada pelo diretor superintendente da Odebrecht Infraestrutura para Minas Gerais, Espírito Santo e Região Norte, Sérgio Neves, à secretária Maria Lúcia Tavares, que fez delação e admitiu operar a “contabilidade paralela” da empresa a mando de seus superiores. O pedido foi intermediado por Fernando Migliaccio, ex-executivo da empreiteira que fazia o contato com Maria Lúcia e que foi preso na Suíça.

A solicitação foi encaminhada no dia 30 de setembro de 2014, 13 dias após o então presidente da holding Odebrecht Marcelo Odebrecht conversar com o presidente da Odebrecht Infraestrutura Benedicto Junior sobre a “viabilização” de “15” a um destinatário que até então não estava claro para a PF. “Diante das novas informações ora colacionadas, resta claro que os ’15’ representam, na verdade, R$ 15 milhões, o total de recursos disponibilizados a Mineirinho, via Sérgio Neves”, assinala a Polícia Federal no relatório que embasou a 26ª fase da operação.
CONFIRA ABAIXO O DIÁLOGO DE MARCELO ODEBRECHT COM BENEDICTO:

Nas planilhas da empresa há identificação das operações uma coluna específica, o codinome do beneficiário e, em alguns casos, senhas utilizadas no momento da entrega. O condinome “Cabeça Chata”, por exemplo, recebedor de R$ 1 milhão em 23 de outubro de 2014 usava a senha “Lasanha”. O “Padeiro”, também com valores milionários, tinha a senha “Gafanhoto”. “Novo Canário”, por sua vez recebeu, R$ 1 milhão em 30 de outubro de 2014, mesma data em que “Grisalho” e “Crente” receberam R$ 500 mil.

Ao longo das planilhas há ainda o “Comprido”, o “Encostado 2″, o “Grisalhão” e o “Tanquinho” entre dezenas de outros condinomes. As senhas: “Perfume”, “Amarelo”, “Nelore”, Alcatra”, “Supervisor”, “Alface”, “Camarão” entre outras.
CONFIRA TODAS AS PLANILHAS ENCONTRADAS PELA PF COM MARIA LÚCIA:
PARTE 1
PARTE 2
PARTE 3
PARTE 4
PARTE 5
PARTE 6
PARTE 7
COM A PALAVRA, A ODEBRECHT:
Leia a íntegra da nota divulgada pela Odebrecht:
“Compromisso com o Brasil
As avaliações e reflexões levadas a efeito por nossos acionistas e executivos levaram a Odebrecht a decidir por uma colaboração definitiva com as investigações da Operação Lava Jato.
A empresa, que identificou a necessidade de implantar melhorias em suas práticas, vem mantendo contato com as autoridades com o objetivo de colaborar com as investigações, além da iniciativa de leniência já adotada em dezembro junto à Controladoria Geral da União.
Esperamos que os esclarecimentos da colaboração contribuam significativamente com a Justiça brasileira e com a construção de um Brasil melhor.
Na mesma direção, seguimos aperfeiçoando nosso sistema de conformidade e nosso modelo de governança; estamos em processo avançado de adesão ao Pacto Global, da ONU, que visa mobilizar a comunidade empresarial internacional para a adoção, em suas práticas de negócios, de valores reconhecidos nas áreas de direitos humanos, relações de trabalho, meio ambiente e combate à corrupção; estabelecemos metas de conformidade para que nossos negócios se enquadrarem como Empresa Pró-Ética (da CGU), iniciativa que incentiva as empresas a implantarem medidas de prevenção e combate à corrupção e outros tipos de fraudes. Vamos, também, adotar novas práticas de relacionamento com a esfera pública.
Apesar de todas as dificuldades e da consciência de não termos responsabilidade dominante sobre os fatos apurados na Operação Lava Jato – que revela na verdade a existência de um sistema ilegal e ilegítimo de financiamento do sistema partidário-eleitoral do país – seguimos acreditando no Brasil.
Ao contribuir com o aprimoramento do contexto institucional, a Odebrecht olha para si e procura evoluir, mirando o futuro. Entendemos nossa responsabilidade social e econômica, e iremos cumprir nossos contratos e manter seus investimentos. Assim, poderemos preservar os empregos diretos e indiretos que geramos e prosseguir no papel de agente econômico relevante, de forma responsável e sustentável.
Em respeito aos nossos mais de 130 mil integrantes, alguns deles tantas vezes injustamente retratados, às suas famílias, aos nossos clientes, às comunidades em que atuamos, aos nossos parceiros e à sociedade em geral, manifestamos nosso compromisso com o país. São 72 anos de história e sabemos que temos que avançar por meio de ações práticas, do diálogo e da transparência.
Nosso compromisso é o de evoluir com o Brasil e para o Brasil.”

A Polícia Federal achou ‘Las Vegas’ na planilha de propinas da empreiteira Odebrecht. Os investigadores suspeitam que’Las Vegas’ é Douglas Franzoni Rodrigues. O nome dele consta da planilha apreendida na casa da secretária do alto escalão da Odebrecht, Maria Lúcia Guimarães Tavares, delatora da Operação Xepa, 26ª fase da Lava Jato, deflagrada nesta terça-feira, 22.
Segundo os investigadores, Franzoni é ligado a Anderson Dornelles, que foi recentemente exonerado do Gabinete da Casa Civil após ser citado como sócio oculto de um bar no Estádio Beira Rio, do Internacional de Porto Alegre. A arena foi reconstruída pela empreiteira Odebrecht para a Copa do Mundo 2014.
Douglas Franzoni Rodrigues foi comissionado em cargos do Poder Executivo Federal. Em 19 de setembro de 2005, ele foi nomeado para o cargo de Assistente Técnico na coordenação-geral de Auditoria da Secretaria de Controle Interno da Casa Civil da Presidência da República, governo Lula.




Em 25 de setembro de 2008, ele foi exonerado do cargo em comissão de Assistente de Consultoria Jurídica, no âmbito do Ministério de Minas e Energia. Na época, quem comandava a pasta era Edison Lobão, senador pelo PMDB do Maranhão.
Franzoni também foi nomeado para cargo comissionado da Gerência Executiva da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) em 20 de novembro de 2008. Em 22 de junho de 2012 foi exonerado.
A Polícia Federal afirma que na planilha encontrada com Maria Lúcia Tavares constam endereços ‘com locais de entrega de recursos em espécie associado a codinomes’. Cada uma das requisições está vinculada a um executivo da Odebrecht e a uma ‘obra’.
O nome de Douglas Franzoni Rodrigues estava ligado ao codinome ‘Las Vegas’. Segundo a força-tarefa da Lava Jato, há ainda um registro de possível entrega de propinas para ele no endereço na Asa Norte, Quadra 5, Bloco G, Mercure Brasilia Eixo, ‘com indicação da obra DP-ODB e responsável HS’, em 4 de novembro de 2014, no valor de R$ 50 mil. Para os investigadores, ‘HS’ se refere ao executivo ligado à Odebrecht Hilberto Silva.
“Em pesquisa junto aos hóspedes do referido hotel, foi possível evidenciar que o hóspede do apartamento 109 era a pessoa de Douglas Franzoni Rodrigues”, afirma a PF em relatório da Operação Xepa. “Em consulta a fontes abertas, observa-se que Douglas Franzoni Rodrigues possui diversas passagens em cargos comissionados no âmbito do Poder Executivo Federal.”
copiado http://politica.estadao.com.br/
Odebrecht
Acarajé mira em ‘BJ’, presidente da construtora Odebrecht, e aponta repasses a ‘autoridade com foro privilegiado’
22/02/2016, 16h38
Benedicto Barbosa Silva Júnior, o 'BJ',
nome importante na hierarquia do braço de infraestrutura do grupo, está
sob suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro
Moro acolheu representação da Polícia Federal, amparada também nos arquivos de mensagens recuperadas do celular do empreiteiro Marcelo Bahia Odebrecht, preso desde 19 de junho de 2015. Na avaliação da PF, ‘BJ’ desempenhava papel de contato político da companhia.
Documento
CONFIRA TRECHO DOS DIÁLOGOS ENTRE MARCELO E BENEDICTO:
Segundo a PF, a partir da análise de diálogos mantidos entre ‘BJ’ e Odebrecht, identificados nos aparelhos Blackberry apreendidos na residência do empreiteiro, ‘é possível verificar que Benedicto é pessoa acionada por Marcelo para tratar de assuntos referentes ao meio político, inclusive a obtenção de apoio financeiro’.
- PF aponta ‘possível envolvimento do ex-presidente Lula em práticas criminosas’
- João Santana e sua mulher sabiam de origem espúria de dinheiro, diz PF
- Odebrecht vem retirando alvos da Lava Jato de alcance de autoridades, diz procurador
- Planilha mostra repasses a marqueteiro de Lula e Dilma e ‘acarajés’
Em 2008, ele assumiu a presidência da Odebrecht Infraestrutura, cargo que alcançou depois de passar pela superintendência da empreiteira em Kuala Lampur – de onde gerenciou negócios em Cingapura, Malásia, Tailândia, Vietnã, Camboja, Indonésia, Filipinas e Brunei, no período entre 1994 a 1998.
Na decisão em que mandou prender o executivo da Odebrecht, o juiz assinala que ele participou de reuniões com Odebrecht e o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, este preso desde 3 de agosto de 2015.
“Em vista da planilha e revendo as anotações constantes no celular de Marcelo Bahia Odebrecht, a autoridade policial identificou reuniões havidas em outubro de 2010 e abril de 2011, entre ele e José Dirceu de Oliveira e Silva, juntamente com pessoa identificada como ‘FR’, sigla correspondente a outro executivo da Odebrecht, Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis”, anotou o juiz da Lava Jato.
Na representação pela prisão do executivo, a PF destacou trocas de mensagens, durante o ano de 2014, de ‘BJ’ com Odebrecht. “Embora as mensagens ainda precisem ser completamente elucidadas há indícios da prática conjunta de ilícitos”, assinala Sérgio Moro. “Há menção à ‘conta Pós Itália’, o que pode ser uma referência a pagamentos posteriores àqueles constantes na planilha acima referida (de título ‘Posição Programa Especial Italiano’).”
O juiz da Lava Jato ressalta que em outra troca de mensagens ‘há referência a aparente pagamento de valores (cem mil reais) a autoridade com foro privilegiado em condições subreptícias’. “Foi colhida prova relevante no sentido de que os crimes investigados envolvem uma série de fraudes documentais.”
A PF assinala que os rumos da Operação Lava Jato foram discutidos por ‘BJ’ e Odebrecht. “É pauta das conversas entre Marcelo e Benedicto, momento em que abordam o ‘alinhamento’ de empresas reconhecidamente vinculadas ao sistema de cartelização.”
“Marcelo Bahia Odebrecht é o verdadeiro gestor de tais ‘créditos’. Benedicto Junior, por sua vez, desempenha posição igualmente relevante na administração da conta sub-reptícia. Basta lembrar que na planilha ‘Posição-italiano 31072012MO.xls’, a sigla ‘BJ’ é a que apresenta as maiores cifras, sendo permitida a conclusão de que a maior parte de recursos espúrios eram originados da área dentro da Odebrecht controlada por Benedicto Junior.”
Para a PF, ‘são suficientes as provas indiciárias colhidas em esfera policial a justificarem a decretação de medidas cautelares em face de Benedicto Barbosa da Silva Junior’.
COM A PALAVRA, A ODEBRECHT :
“A Odebrecht confirma operação da Polícia Federal em escritórios de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, para o cumprimento de mandados de busca e apreensão. A empresa está à disposição das autoridades para colaborar com a operação em andamento.”
Operação Lava Jato
Casal de marqueteiros do PT é indiciado pela Polícia Federal
23/03/2016, 13h17
João
Santana e a mulher, Mônica Moura, respondem por corrupção passiva,
lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa que desviou
recursos da Petrobrás; força-tarefa da Lava Jato denunciará os dois ao
juiz Sérgio Moro na próxima semana
A Polícia Federal indiciou criminalmente o casal de
marqueteiro do PT, João Santana e Mônica Moura, por corrupção passiva,
lavagem de dinheiro e participação na organização criminosa que desviada
recursos da Petrobrás. Os dois serão denunciados na próxima semana pela
força-tarefa da Operação Lava Jato ao juiz federal Sérgio Moro.
Os dois são acusados pelo recebimento de US$ 7,5
milhões, entre 2012 e 2014, do esquema de corrupção descoberto pela Lava
Jato na Petrobrás. O dinheiro foi depositado em conta secreta que
Santana e a mulher mantinha na Suíça, em nome da offshore Shellbill
Finance. Com o casal, foram denunciados ainda outros seis investigados.
Os valores foram pagos pela empreiteira Odebrecht –
ontem o presidente afastado do grupo Marcelo Bahia Odebrecht anunciou a
intenção de fazer delação premiada – e pelo operador de propinas Zwi
Skornicki.
VEJA OS INDICIADOS PELA PF NA OPERAÇÃO ACARAJÉS
João Cerqueira de Santana Filho (marqueteiro do PT) – lavagem de dinheiro, corrupção passiva e organização criminosa
Mônica Moura (marqueteiro do PT) – lavagem de dinheiro, corrupção passiva e organização criminosa
Zwi Skornicki (operador) – corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa
Bruno Skornicki (operador) – lavagem de dinheiro
Eloisa Skornicki (operad0r) – corrupção ativa e manutenção de conta não declarada
Pedro Barusco (Petrobrás) – corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Renato Duque (Petrobrás) – corrupção passiva
Armando Ramos Tripodi (Petrobrás) – corrupção passiva
Mônica Moura (marqueteiro do PT) – lavagem de dinheiro, corrupção passiva e organização criminosa
Zwi Skornicki (operador) – corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa
Bruno Skornicki (operador) – lavagem de dinheiro
Eloisa Skornicki (operad0r) – corrupção ativa e manutenção de conta não declarada
Pedro Barusco (Petrobrás) – corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Renato Duque (Petrobrás) – corrupção passiva
Armando Ramos Tripodi (Petrobrás) – corrupção passiva
Comentários
Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Estadão.
É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Estadão poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os criterios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.
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Estranha
essa planilha e, olhada com atenção, duvido que dê novos rumos à
investigação. Os valores são pequenos demais - há lançamentos até de 50
reais. Peixes graúdos como Rosinha Garotinho levaram 1000 reais. Não
digo que isso seja menos corrupto que um milhão de reais, mas não só o
retorno esperado é proporcional ao investimento, como isso certamente é
uma ninharia em relação à capacidade de corrupção da Odebrecht. Ou seja,
o verdadeiro filão de informações e provas não é esse e a PF não o
achou ainda.
@fry martini,
a planilha não é em milhares ou milhões, primeiro porque ela tem
centavos, e segundo porque se fossem milhares ou milhões, a soma dessas
contribuições daria algo próximo do PIB e maior que o faturamento da
Odebrecht. Há ainda desconhecidos candidatos a vereador em cidades
pequenas que levaram o mesmo que políticos conhecidos nacionalmente, e
não faria sentido que a Odebrecht investisse milhões neles.
Se a PF não apurou se são doações ilegais ou não, porque divulgar?
Parece armação de petistas para desgastar a Lava Jato, estamos caindo feito patos!
Parece armação de petistas para desgastar a Lava Jato, estamos caindo feito patos!
Para os esquerdopatas, se não tiver o nome Dilma e Lula os documentos são válidos! Se tiver, pé GOLPE!
Agora
era o momento da população deixar de lado suas preferências partidárias
e todos juntos irmos às ruas exigir que nossas leis sejam cumpridas.
Chega de corrupção!!!!!! Basta!!!!!
1
Novo Comentário
Moroango
Moro vira ovo de Páscoa no Paraná
23/03/2016, 13h01
Casa de chocolate homenageia juiz da Lava Jato com o 'Moroango', a R$ 42 a unidade
A loja, fundada há 35 anos, só havia feito homenagens em ovos de Páscoa a clubes de futebol, segundo o
diretor administrativo José Augusto Cury Forte. O Moroango tem 300 gramas, é feito de chocolate ao leite e tem bombons de morango. Sai a R$ 42 a unidade.
“A cada 10 pessoas, 9,5 gostam dele. Foi uma ideia de homenagear, agradar os clientes. A empresa não tem nenhuma opção, não é oposição nem a favor. (A ideia é) homenagear alguém que faz parte da Justiça do País”, afirmou José Augusto Cury Forte.
Antes do Moroango, o juiz já tinha sido homenageado com um boneco de Olinda no carnaval de Pernambuco.
Comentários
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A
"Republica boliviarana" esta chegando ao fim: Venezuela falida,Cuba
entregou-se por fim, Argentina deu a virada que precisava para nao
falir...o proximo da lista e'....adivinhem
Gente, onde vamos parar... Até o mineirinho do Surfe ta recebendo propina pra participar do campeonato mundial!!
São bons apelidos para serem mantidos no sistema penitenciário. Alcunhas de bandidos vigaristad
Odebrecht
Lava Jato acha superplanilha da Odebrecht com valores para políticos e partidos
23/03/2016, 12h30
34
Buscas
da Lava Jato na residência de Benedicto Barbosa Silva Junior,
presidente da Odebrecht Infraestrutura, revelaram inúmeras tabelas e
planilhas com nomes de políticos das principais siglas da base aliada e
da oposição
A Lava Jato encontrou na residência do presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Barbosa Silva Junior, no Rio de Janeiro, a maior relação de políticos e partidos associada a pagamentos de uma empreiteira até agora. As buscas fazem parte da 23ª fase da Lava Jato, a Acarajé, que teve como alvo o casal de marqueteiros João Santana e Monica Moura que atuaram nas campanhas de Lula (2006) e Dilma Rousseff (2010 e 2014) e também o executivo da Odebrecht, apontado pelos investigadores como o canal de Marcelo Odebrecht para tratar de doações eleitorais e repasses ilícitos a políticos.
A devassa da Polícia Federal na residência de um dos executivos-chave do esquema de propinas na empreiteira rendeu um total de sete arquivos onde aparecem inúmeras planilhas e tabelas, algumas separadas por Estados e regiões do Brasil e outras por partidos, com nomes dos principais políticos do País.
Também há inúmeras anotações manuscritas fazendo referência a repasses para políticos e partidos, acertos com outras empresas referentes a obras e até documentos sobre “campeonatos esportivos”, que lembram documentos semelhantes já encontrados na Lava Jato e revelaram a atuação de cartel das empreiteiras em obras na Petrobrás.
Em meio aos avanços da Lava Jato, os executivos da empreiteira anunciaram nesta terça-feira, 22, que vão fazer uma “colaboração definitiva” com as investigações.
Nos documentos, contudo, não há nenhum indicativos que os pagamentos sejam irregulares ou fruto de caixa 2 e tampouco a Polícia Federal teve tempo para analisar a vasta documentação.
Era na Odebrecht Infraestrutura que funcionava o setor de “Operações Estruturadas”, que as investigações revelaram ser o departamento da propina na empresa, no qual funcionários utilizavam um moderno software de gerenciamento de contratos e pagamentos para fazer a “contabilidade paralela” da empresa, que incluia entregas no Brasil e também transferências em contas no exterior. Diferente das planilhas encontradas naquele setor, contudo, os documentos que estavam na residência de Benedicto não possuem codinomes para se referir a políticos.
CONFIRA A ÍNTEGRA DAS BUSCAS NA RESIDÊNCIA DE BENEDICTO BARBOSA SILVA JUNIOR EM QUE APARECERAM AS LISTAS DE POLÍTICOS:
PARTE 1
PARTE 2
PARTE 3
PARTE 4
PARTE 5
PARTE 6
PARTE 7
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É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Estadão poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os criterios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.
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Odebrecht
Lava Jato acha superplanilha da Odebrecht com valores para políticos e partidos
23/03/2016, 12h30
Buscas
da Lava Jato na residência de Benedicto Barbosa Silva Junior,
presidente da Odebrecht Infraestrutura, revelaram inúmeras tabelas e
planilhas com nomes de políticos das principais siglas da base aliada e
da oposição
A Lava Jato encontrou na residência do presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Barbosa Silva Junior, no Rio de Janeiro, a maior relação de políticos e partidos associada a pagamentos de uma empreiteira até agora. As buscas fazem parte da 23ª fase da Lava Jato, a Acarajé, que teve como alvo o casal de marqueteiros João Santana e Monica Moura que atuaram nas campanhas de Lula (2006) e Dilma Rousseff (2010 e 2014) e também o executivo da Odebrecht, apontado pelos investigadores como o canal de Marcelo Odebrecht para tratar de doações eleitorais e repasses ilícitos a políticos.
A devassa da Polícia Federal na residência de um dos executivos-chave do esquema de propinas na empreiteira rendeu um total de sete arquivos onde aparecem inúmeras planilhas e tabelas, algumas separadas por Estados e regiões do Brasil e outras por partidos, com nomes dos principais políticos do País.
Também há inúmeras anotações manuscritas fazendo referência a repasses para políticos e partidos, acertos com outras empresas referentes a obras e até documentos sobre “campeonatos esportivos”, que lembram documentos semelhantes já encontrados na Lava Jato e revelaram a atuação de cartel das empreiteiras em obras na Petrobrás.
Em meio aos avanços da Lava Jato, os executivos da empreiteira anunciaram nesta terça-feira, 22, que vão fazer uma “colaboração definitiva” com as investigações.
Nos documentos, contudo, não há nenhum indicativos que os pagamentos sejam irregulares ou fruto de caixa 2 e tampouco a Polícia Federal teve tempo para analisar a vasta documentação.
Era na Odebrecht Infraestrutura que funcionava o setor de “Operações Estruturadas”, que as investigações revelaram ser o departamento da propina na empresa, no qual funcionários utilizavam um moderno software de gerenciamento de contratos e pagamentos para fazer a “contabilidade paralela” da empresa, que incluia entregas no Brasil e também transferências em contas no exterior. Diferente das planilhas encontradas naquele setor, contudo, os documentos que estavam na residência de Benedicto não possuem codinomes para se referir a políticos.
CONFIRA A ÍNTEGRA DAS BUSCAS NA RESIDÊNCIA DE BENEDICTO BARBOSA SILVA JUNIOR EM QUE APARECERAM AS LISTAS DE POLÍTICOS:
PARTE 1
PARTE 2
PARTE 3
PARTE 4
PARTE 5
PARTE 6
PARTE 7
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Odebrecht
'Mineirinho', 'Grisalho', 'Novo Canário', os destinatários de propina da Odebrecht
23/03/2016, 10h45
Codinomes
exóticos de recebedores de valores milionários, inclusive durante as
eleições, aparecem em planilhas da empresa que estão na mira da Lava
Jato; empreiteira já anunciou que vai fazer 'colaboração definitiva'
Na noite desta terça-feira, 22, os executivos da empresa, incluindo Marcelo Odebrecht, anunciaram que decidiram fazer uma colaboração “definitiva” com a Lava Jato. Com isso, a expectativa é de que os nomes cifrados acabem vindo à tona.
VEJA UMA DAS PLANILHAS DE MARIA LÚCIA:
Até o momento, ao menos 21 nomes de destinatários dos pagamentos ilícitos feitos no Brasil a mando de executivos da empreiteira foram identificados pela Polícia Federal, que suspeita que eles sejam em vários casos meros intermediários dos destinatários finais da propina.
Alguns nomes não identificados, contudo, chamaram a atenção dos investigadores, sobretudo pelo grande volume de recursos que teriam recebido, como é o caso de “Mineirinho”, apontado como destinatário de R$ 15 milhões entre 7 de outubro e 23 de dezembro de 2014. As entregas, segundo as planilhas, teriam sido feitas em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.
A quantia foi solicitada pelo diretor superintendente da Odebrecht Infraestrutura para Minas Gerais, Espírito Santo e Região Norte, Sérgio Neves, à secretária Maria Lúcia Tavares, que fez delação e admitiu operar a “contabilidade paralela” da empresa a mando de seus superiores. O pedido foi intermediado por Fernando Migliaccio, ex-executivo da empreiteira que fazia o contato com Maria Lúcia e que foi preso na Suíça.
A solicitação foi encaminhada no dia 30 de setembro de 2014, 13 dias após o então presidente da holding Odebrecht Marcelo Odebrecht conversar com o presidente da Odebrecht Infraestrutura Benedicto Junior sobre a “viabilização” de “15” a um destinatário que até então não estava claro para a PF. “Diante das novas informações ora colacionadas, resta claro que os ’15’ representam, na verdade, R$ 15 milhões, o total de recursos disponibilizados a Mineirinho, via Sérgio Neves”, assinala a Polícia Federal no relatório que embasou a 26ª fase da operação.
CONFIRA ABAIXO O DIÁLOGO DE MARCELO ODEBRECHT COM BENEDICTO:
Nas planilhas da empresa há identificação das operações uma coluna específica, o codinome do beneficiário e, em alguns casos, senhas utilizadas no momento da entrega. O condinome “Cabeça Chata”, por exemplo, recebedor de R$ 1 milhão em 23 de outubro de 2014 usava a senha “Lasanha”. O “Padeiro”, também com valores milionários, tinha a senha “Gafanhoto”. “Novo Canário”, por sua vez recebeu, R$ 1 milhão em 30 de outubro de 2014, mesma data em que “Grisalho” e “Crente” receberam R$ 500 mil.
Ao longo das planilhas há ainda o “Comprido”, o “Encostado 2″, o “Grisalhão” e o “Tanquinho” entre dezenas de outros condinomes. As senhas: “Perfume”, “Amarelo”, “Nelore”, Alcatra”, “Supervisor”, “Alface”, “Camarão” entre outras.
PARTE 1
PARTE 2
PARTE 3
PARTE 4
PARTE 5
PARTE 6
PARTE 7
COM A PALAVRA, A ODEBRECHT:
Leia a íntegra da nota divulgada pela Odebrecht:
“Compromisso com o Brasil
As avaliações e reflexões levadas a efeito por nossos acionistas e executivos levaram a Odebrecht a decidir por uma colaboração definitiva com as investigações da Operação Lava Jato.
A empresa, que identificou a necessidade de implantar melhorias em suas práticas, vem mantendo contato com as autoridades com o objetivo de colaborar com as investigações, além da iniciativa de leniência já adotada em dezembro junto à Controladoria Geral da União.
Esperamos que os esclarecimentos da colaboração contribuam significativamente com a Justiça brasileira e com a construção de um Brasil melhor.
Na mesma direção, seguimos aperfeiçoando nosso sistema de conformidade e nosso modelo de governança; estamos em processo avançado de adesão ao Pacto Global, da ONU, que visa mobilizar a comunidade empresarial internacional para a adoção, em suas práticas de negócios, de valores reconhecidos nas áreas de direitos humanos, relações de trabalho, meio ambiente e combate à corrupção; estabelecemos metas de conformidade para que nossos negócios se enquadrarem como Empresa Pró-Ética (da CGU), iniciativa que incentiva as empresas a implantarem medidas de prevenção e combate à corrupção e outros tipos de fraudes. Vamos, também, adotar novas práticas de relacionamento com a esfera pública.
Apesar de todas as dificuldades e da consciência de não termos responsabilidade dominante sobre os fatos apurados na Operação Lava Jato – que revela na verdade a existência de um sistema ilegal e ilegítimo de financiamento do sistema partidário-eleitoral do país – seguimos acreditando no Brasil.
Ao contribuir com o aprimoramento do contexto institucional, a Odebrecht olha para si e procura evoluir, mirando o futuro. Entendemos nossa responsabilidade social e econômica, e iremos cumprir nossos contratos e manter seus investimentos. Assim, poderemos preservar os empregos diretos e indiretos que geramos e prosseguir no papel de agente econômico relevante, de forma responsável e sustentável.
Em respeito aos nossos mais de 130 mil integrantes, alguns deles tantas vezes injustamente retratados, às suas famílias, aos nossos clientes, às comunidades em que atuamos, aos nossos parceiros e à sociedade em geral, manifestamos nosso compromisso com o país. São 72 anos de história e sabemos que temos que avançar por meio de ações práticas, do diálogo e da transparência.
Nosso compromisso é o de evoluir com o Brasil e para o Brasil.”
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Odebrecht
PF acha 'Las Vegas' na planilha de propinas da Odebrecht
23/03/2016, 10h43
Douglas
Franzoni, que foi comissionado no ministério de Lobão e na Casa Civil
de Lula, aparece na contabilidade paralela da secretária da empreiteira
A Polícia Federal achou ‘Las Vegas’ na planilha de propinas da empreiteira Odebrecht. Os investigadores suspeitam que’Las Vegas’ é Douglas Franzoni Rodrigues. O nome dele consta da planilha apreendida na casa da secretária do alto escalão da Odebrecht, Maria Lúcia Guimarães Tavares, delatora da Operação Xepa, 26ª fase da Lava Jato, deflagrada nesta terça-feira, 22.
Segundo os investigadores, Franzoni é ligado a Anderson Dornelles, que foi recentemente exonerado do Gabinete da Casa Civil após ser citado como sócio oculto de um bar no Estádio Beira Rio, do Internacional de Porto Alegre. A arena foi reconstruída pela empreiteira Odebrecht para a Copa do Mundo 2014.
Douglas Franzoni Rodrigues foi comissionado em cargos do Poder Executivo Federal. Em 19 de setembro de 2005, ele foi nomeado para o cargo de Assistente Técnico na coordenação-geral de Auditoria da Secretaria de Controle Interno da Casa Civil da Presidência da República, governo Lula.
Em 25 de setembro de 2008, ele foi exonerado do cargo em comissão de Assistente de Consultoria Jurídica, no âmbito do Ministério de Minas e Energia. Na época, quem comandava a pasta era Edison Lobão, senador pelo PMDB do Maranhão.
Franzoni também foi nomeado para cargo comissionado da Gerência Executiva da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) em 20 de novembro de 2008. Em 22 de junho de 2012 foi exonerado.
A Polícia Federal afirma que na planilha encontrada com Maria Lúcia Tavares constam endereços ‘com locais de entrega de recursos em espécie associado a codinomes’. Cada uma das requisições está vinculada a um executivo da Odebrecht e a uma ‘obra’.
O nome de Douglas Franzoni Rodrigues estava ligado ao codinome ‘Las Vegas’. Segundo a força-tarefa da Lava Jato, há ainda um registro de possível entrega de propinas para ele no endereço na Asa Norte, Quadra 5, Bloco G, Mercure Brasilia Eixo, ‘com indicação da obra DP-ODB e responsável HS’, em 4 de novembro de 2014, no valor de R$ 50 mil. Para os investigadores, ‘HS’ se refere ao executivo ligado à Odebrecht Hilberto Silva.
“Em pesquisa junto aos hóspedes do referido hotel, foi possível evidenciar que o hóspede do apartamento 109 era a pessoa de Douglas Franzoni Rodrigues”, afirma a PF em relatório da Operação Xepa. “Em consulta a fontes abertas, observa-se que Douglas Franzoni Rodrigues possui diversas passagens em cargos comissionados no âmbito do Poder Executivo Federal.”
copiado http://politica.estadao.com.br/




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