Cardozo: Câmara terá que fazer nova votação
Cardozo disse ter recebido um telefona do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), para saber se poderiam procurar Waldir Maranhão a fim de falar sobre o recurso da AGU apresentado à Câmara. Cardozo então procurou o deputado na última sexta-feira para questioná-lo sobre a falta de resposta ao recurso.
Questionado se teria tentado "convencer" Maranhão a aceitar o recurso da AGU, Cardozo respondeu que isso é o que todo advogado faz, "tentar convencer quem o julga". "Eu apresentei as minhas razões a ele, ele ouviu, enfim, agi como qualquer advogado faz", relatou.
O ministro ressaltou que o recurso da AGU foi apresentado "no prazo regimental", mas que uma pessoa, no caso a presidente Dilma, não pode ser lesada porque houve demora em sua apreciação, agora, com a decisão de Maranhão que anula a admissibilidade do impeachment, Cardozo acredita que deva haver uma "correção", com uma nova votação sobre o tema, uma vez que essa foi anulada.
"Nula a ação de autorização (admissibilidade), nulo o prosseguimento da matéria no Senado", disse Cardozo. O chefe da AGU lembrou que "parlamentares fizeram referências a realidade que nada tem a ver com aquele processo" ao votar pela aceitação do processo de impeachment na Câmara.
Cardozo negou que tenha sido "pouco republicano" seu encontro com Waldir Maranhão no domingo à noite e reforçou que não tem nada de errado em não ter colocado a reunião em sua agenda oficial, por se tratar de final de semana. "É absolutamente normal que assim seja", disse. "Não tem nada de pouco republicano".
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