Listão do Panamá traz barões da mídia nacional
247 – Um levantamento do jornalista Fernando Rodrigues (leia aqui)
aponta que pelo menos 14 nomes ligados à direção de grandes grupos de
mídia brasileiros aparecem nos Panamá Papers, o dossiê sobre contas
mantidas em paraísos fiscais por meio de empresas offshore.
Na lista, aparecem Paula
Marinho, neta de Roberto Marinho, Carlos Schroeder, diretor da Globo,
José Roberto Guzzo, colunista de Veja e membro do conselho editorial da
Abril, e Ruy Mesquita Filho, do Estado de S. Paulo, além do apresentador
Carlos Massa, o Ratinho.
Aparecem também a dona da
TV Verdes Mares, Yolanda Vidal Queiroz, um sócio do grupo Bloch, antigo
dono da TV Manchete, Pedro Jack Kapeller, o ex-senador João Tenório,
dono da TV Pajuçara, em Alagoas, e o sócio das TVs Studio Vale do
Paraíba e Jaú, Antonio Droguetti Neto.
"A lei brasileira
permite a qualquer cidadão ter uma empresa num paraíso fiscal. É
necessário, entretanto, que a operação esteja registrada no Imposto de
Renda do proprietário. Quando há envio de recursos para o exterior, é
também obrigatório informar ao Banco Central sobre a operação em casos
que superem o equivalente a US$ 100 mil", diz a reportagem.
O texto destaca, ainda,
que, em alguns casos, como de Schroeder, as offshores estão legalmente
declaradas. No caso de Paula Marinho, as offshores estão relacionadas à
empresa Vaincre, dona da famosa mansão em Paraty. Seu ex-marido,
Alexandre Azevedo, chegou a trocar mensagens com funcionários da Mossack
Fonseca que foram presos pela Lava Jato.
Ligação com a Lava Jato
"As mensagens seguintes
são trocadas por uma funcionária da Glem Participações, empresa de
Alexandre Azevedo, e representantes da Mossack Fonseca. O nome e o
endereço de Paula Marinho são designados para receber as faturas dos
débitos. Em nov.2009, os comprovantes dos pagamentos em nome de Paula
são enviados à firma panamenha. Dos
4 funcionários da Mossack envolvidos na conversa, Renata Pereira e
Ricardo Honório foram presos pela Lava Jato no dia 27.jan.2016. Mercedes
Riaño está foragida e o outro não é citado nas investigações", diz a
reportagem.
"A Vaincre LLC tinha
como única acionista a Camille Services S.A., empresa sediada no Panamá
que também tem ações em dezenas de outras offshores, inclusive da Murray
Holding, dona do tríplex no Guarujá atribuído ao ex-presidente Lula. O
petista nega ser o proprietário", informa ainda o texto.
copiado http://www.brasil247.com/pt
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